terça-feira, 13 de janeiro de 2009

CASARÕES ANTIGOS

CASARÕES ANTIGOS
Gracinda Calado

Nas ruas da minha cidade dezenas de casarões se espalham revivendo o passado que nossos pais construíram.
Aqueles salões de pedra e cal guardam emoções, amores, recordações, lembranças eternas de paixões!

Cento e cinqüenta anos são passados e o mesmo chão que eles pisaram, revivem ainda emoções.
Filhos, netos, bisnetos, trinetos se encantam com suas histórias verdadeiras, canções e cantares de vultos que deixaram marcados suas passagens nas praças e nas esquinas das ruas antigas, onde marcam os nomes daqueles que amamos um dia e fizeram da história de nossa terra um marco de amor e glória!

Milhares de famílias tradicionais se dedicaram à educação, à saúde pública, e as atividades sociais de nossa terra, sem medirem esforços para o engrandecimento de nosso torrão natal!
Baturité conhecida como cidade intelectual, para lá vieram evangelizadores, professores, padres, colonizadores, escritores, poetas e pensadores.
Construtores, homens que se dedicaram ao bem estar da cidade, políticos, conquistadores, exploradores, agricultores, cafeicultores, plantadores de cana, donos de engenhos e latifundiários.

Nos seculares casarões, do tempo colonial, homens e grandes mulheres escreveram suas histórias familiares, construíram seus descendentes, fizeram parte de nossas vidas também.
A arte em suas igrejas, em suas imagens seculares, e nos seus anjos barrocos!
Famílias que vieram em busca do clima maravilhoso da serra, da qualidade de vidas melhores para os seus filhos, netos, bisnetos...
Ali fincaram raízes e cresceram como as árvores do seu chão.

Hoje, ainda encontramos casas seculares, prédios e antigas construções que marcam o passado de nossa terra e relembram antigos costumes de um passado distante de mentes iluminadas e de corações em festas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MINHA VELHA INFANCIA


MINHA VELHA INFANCIA

Gracinda Calado

Ali, naquele chão deixei ficar meu coração.
A primeira luz irradiou em meus olhos o seu brilho!.
Dentro de meu coração, senti o aconchego,
O apego das pessoas que eu um dia amaria.
MINHAS NETINHAS

Minhas primeiras lições eu aprendi ali.
Meus pés ali pisaram pela vez primeira,
Minha doce canção, ali cantei,
Também ali chorei pela primeira vez.

Velha infância das minhas fantasias,
Das minhas bonecas de pano e de porcelana,
Velha infância das minhas primeiras letras,
Do meu primeiro livro, da minha Crestomatia!

Meu primeiro colégio que eu amava tanto!
Das noites de novena, dos primeiros passeios,
Das primeiras descobertas e das primeiras indagações!
Das cantigas de roda e dos bailes da mocidade!

Velha infância, vida minha já crescida!
Do meu primeiro e doce beijo,
Do primeiro amor da minha vida,
Do primeiro filho que lá gerei!

Velha infância das primaveras
E das flores nos quintais,
Das rezas e dos amigos de outrora
Das horas de aconchego com meus pais!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

FRAGMENTOS DE ILUSÕES


FRAGMENTOS DE ILUSÕES

Gracinda Calado

Fragmentos de vida, de dores e felicidades,
Sabores indeléveis de frutas de pomares,
Momentos inesquecíveis de tranqüilidades.

Pequeno sonho, ilusão passageira,
Triste badalar de sino de uma igreja,
Sol poente defiando na hora derradeira.

Nascente de rio, fios d água de cristal,
Espelho de esmeralda, sombra de saudade,
Peito aberto ao sopro do vento matinal.

Roseiral em flor, perfumes verdadeiros,
Cheiro de mato verde e de areia molhada,
Canto dos pássaros longe dos viveiros.

Assim é meu penar de cantos e de dores,
Raízes de agonias e de mil alegrias,
Fragmentos de tristezas, canções de amores!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PLANTEI UMA ÁRVORE,TIVE QUATRO FILHOS, ESCREVI DOIS LIVROS


PLANTEI UMA ÁRVORE, TIVE QUATRO FILHOS, ESCREVI DOIS LIVROS.
Gracinda Calado

Viajando nos sonhos meu livro mais recente, reflete o que se gestou em minha alma de mãe, de mulher e de amante da vida e das pessoas.
Viajando nos sonhos posso ouvir o canto dos pássaros, sentir o perfume das flores, sentir a luz do luar, o frio da noite, o vento em meus cabelos, ouvir a música das águas caindo em cachoeiras, apreciar o vôo das borboletas e dos rouxinóis.
Posso amar, alçar vôos rasantes ou bem altos, sentir o perfume das pessoas queridas que já se foram, ouvir vozes que ficaram marcadas em minha memória, sentir cheiro de mato e o gosto dos mistérios do amor em minha vida.
Posso sonhar, como forma de ver e tocar.
Viajar no tempo, fantasiar lindas histórias, deixar fluir as lágrimas e as saudades do meu coração.
Viajando nos sonhos é dar asas ao vento, é tecer fios de prata nas estrelas!
Viajando nos sonhos é mais uma obra que deixo para os meus filhos e meus netos que se perpetuarão para sempre.
Fico feliz, neste dia, de presentear aos meus amigos também, com esse livro que com muito carinho não me pertence mais.
Agradeço a todos que me ajudaram na realização desse evento que jamais será esquecido.

Obrigada!
Com afeto:

Gracinda Calado

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

OBRIGADO, SENHOR MEU DEUS!


OBRIGADO, SENHOR MEU DEUS!

Gracinda Calado

Mais um ano se vai e com ele as indiferenças, as tristezas, a solidão a saudade de um ano que se foi sem dizer adeus.
Fica conosco a esperança de renascer no amor e na justiça, aqueles que esperam uma vida melhor e mais alegre!
Adeus aos dissabores, das noites de duvidas e incertezas, dos dias de sofrimentos e dificuldades no corre- corre da cidade.
Quero te pedir Jesus que o brilho do teu olhar de menino na manjedoura, faça renascer em nossos corações a fraternidade e a esperança de um mundo melhor!
Que a paz reine em todos os lares e em todos os corações!

domingo, 21 de dezembro de 2008


Aos meus amigos e leitores deste blog, tenho o prazer de participar o lançamento de meu livro: VIAJANDO NOS SONHOS, no próximo dia 30/12/2008.

Quem desejar adquirir o livro entre em contato por e-mail: gracindacalado@gmail.com

Obrigada! Gracinda Calado.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O OLHAR DA LUA


O OLHAR DA LUA
Gracinda Calado

Do alto uma estrela brilha como se quisesse falar.
A lua pensativa não ignora o que pensar.
Olha para baixo e vê a terra grandiosa
Azul e brilhante como o sol.

Sobre a terra correm rios que lavam
Os prantos dos seus filhos.
Do seu seio corre leite e mel para alimentar
Seus inocentes pequeninos.
Na imensidão do azul terrestre milhões de pessoas
Passam e não são notadas.

Nos dias de sol as matas verdes riem de alegria para a lua
E ela não sabe que a terra é sua irmã e sua alma gêmea.
De longe a lua manda beijos para a terra,
Com votos de um dia se encontrar com ela.

Nas noites iluminadas, sentimos o pulsar
De seu coração aflito para descer.
Nas noites enluaradas, ela emana energia,
Para os corações apaixonados!

Oh! Lua dos amores e dos luares enfeitiçados,
De amores clandestinos.
Oh! Irmã da noite e dona dos destinos.
Conforto dos seresteiros e dos boêmios,
Cantadores e menestréis do mundo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


BALADA DO VENTO
Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia os corações.

BALADA DO VENTO

BALADA DO VENTO
Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia os corações.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A BORBOLETA AZUL


A BORBOLETA AZUL

Gracinda Calado

Pendurado no galho de uma árvore, o casulo se prende e espera a hora certa de desabrochar. A borboleta azul.
De repente explode para a vida e abre suas lindas asas azuis.
Pousa num cantinho, ainda tímida, mas a luz do sol vem beijar-lhe, e a vida para ela renasce num mundo novo e estranho.
Tudo para ela é novidade, logo ensaia os pequenos vôos e segue o caminho das flores.
Pousa sem pudor em uma linda roseira e mistura-se com as cores de suas asas que brilham como a luz do sol.

O farfalhar de suas pequenas e mimosas asas dão sinais de alegria ao saborear o mel que suga das mais perfumadas rosas.
Misteriosa a borboleta azul espalha-se pelo jardim à procura de mil beijos.
Agora ela é uma legítima borboleta, não mais aquele casulo feio e apagado, sem vida!

Somos pequenos casulos ou lindas borboletas batendo as asas de alegria nas flores dos jardins de nossas vidas!

sábado, 29 de novembro de 2008

BATURITÉ


BATURITÉ

Gracinda Calado

Cidade que recebe as delícias da natureza, encravada que é ao sopé das serras que formam o maciço do mesmo nome. Também conhecida como serra verdadeira, capital do Maciço de Baturité.
Cidade sesquicentenária onde dormem histórias e pessoas que fizeram parte de sua vida.
Em suas ruas homens e mulheres viveram sonhos embalados pelo frescor de seu clima, pelo cheiro do café, pelo manancial de suas águas.
No seu coração o imenso amor de seus filhos até hoje pulsa forte e transborda em todos os cantos da terra por onde andam...
O seu céu é um manto estrelado azul, como o manto de sua padroeira, nossa Senhora da Palma, festejada com muita fé, no dia 15 de Agosto.
Seus filhos e filhas nasceram no berço da religiosidade onde se ouve sempre os sinos seculares a chamar os fiéis para as orações.
Cidade dos guias espirituais católicos, padres jesuítas que vieram para catequizar os canindés e os genipapos, índios excluídos de seus convívios pelos vendavais de sua história. Padres e irmãs salesianos que trouxeram a cultura e a civilização formal, aliando-se ao seu povo bom e hospitaleiro.
Cidade das flores e dos casarões seculares, a mostrar toda hora a história do seu povo, que em todas as ocasiões defendeu politicamente o seu torrão.
Cidade dos bravos plantadores de café, lavradores e desbravadores dos lugares mais íngremes da região serrana.
Cidade de nossos pais e avós, antepassados que fizeram parte, como personagens de sua e nossa história.
Cidade de nossos amores e de nossas lembranças eternas.

BATURITÉ

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

LEMBRO-ME DE TI


LEMBRO-ME DE TI
Gracinda Calado



Quando tudo escurece, lembro-me de ti.
Uma esperança enorme brota em meu coração cansado de esperar.
Minhas forças voltam como uma dádiva do céu, a dominar meus músculos.
Todo o meu ser se fortalece alimentado pela esperança de te encontrar.
O que é a vida sem almejar um tempo de vitórias?
Jamais me sentirei caído e fraco, sempre terei a esperança de dias melhores em minha vida. Esperarei naquele que me fortalece e me anima.
Esperarei naquele que segue os meus passos e me sustenta para eu não fraquejar.
Que os meus dias sejam de calmaria e paz no percurso de minha jornada, e as minhas noites sejam de contemplação junto a Ti; e que a paz venturosa do teu grande amor cubra-me com tua luz divina e a tua graça plena, ó meu Jesus!

terça-feira, 25 de novembro de 2008




CANÇÃO PARA ANTONIÊTA
Gracinda Calado

Em um grande vôo subiste para o céu!
Teus pés não alcançam mais o chão que tu pisaste em toda a tua vida.
Teu corpo não sente mais as impurezas da carne fétida.
Teu olhar se transformou em luz divina e teu sorriso em divinal pureza.
Sinto teu abraço apertado cheio de amor e luz.
Resplandece em ti a graça de Deus e o véu do universo em festa se abre para te receber.
As mãos de Deus se abrem para abraçar-te e envolver-te em esplendida eternidade.
Divino é teu sorriso cheio de esperança e muita paz!
O teu amor é maior que o vento que cobre o universo inteiro.
Já não vives comigo, mas existes para me proteger e eu viverei para sempre para te amar, minha mãe!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ENCANTAMENTO


ENCANTAMENTO

Gracinda Calado


É noite.
Na solidão do espaço vários pontos luminosos se movimentam como pedras de cristal.
O véu da noite desce como um grande manto azulado cheio de estrelas que piscam sem parar.
Um aglomerado de corpos multicores dança no espaço sideral, enquanto o firmamento exibe a calmaria da imensidão do espaço e a grandeza majestosa de sua beleza!
Nossos olhos não conseguem apreciar a ‘olhos nus’ o que acontece no infinito.

Grandes instrumentos e telescópios povoam e circulam galáxias imensas para ajudar ao homem a observar os mistérios da criação.
O que Deus tem preparado para nós, somente o coração sentirá a magnitude de tanta beleza!
De longe podemos imaginar os astros e os planetas que nos cercam formando o universo em que vivemos.
Grandes e insondáveis segredos se escondem diante de nossos olhos.
A natureza rende-se ao mistério dos astros provocando um real e inconfundível encantamento!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

APRENDI CONTIGO


APRENDI CONTIGO
Gracinda Calado

Contigo aprendi a viver e perdoar,
Nas horas de amarguras suportar.

Contigo aprendi consolar,
E todos os prantos enxugar.

Aprendi que só vence quem faz o bem,
Fazer alguém feliz sem ver a quem.

Aprendi a sorrir e chorar,
Esperar, pois tudo vai passar.

Contigo aprendi a sonhar,
Apreciar a luz da lua e o mar.

Aprendi que a vida foi feita para o amor,
Que o coração é um órgão enganador.

Aprendi a ler em teus lábios a solidão,
Ver no brilho de teus olhos louca paixão.

Escutar na tua voz muita emoção,
Entender o quanto ama um coração.

Aprendi não sentir medo na dor,
Contigo aprendi o que é o amor.

Contigo aprendi a ser feliz na solidão,
Ver nas pequenas coisas a perfeição.

Aprendi a respeitar o ‘meu irmão’.
Com todas as forças do meu coração.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

LEMBRANÇAS PERDIDAS

LEMBRANÇAS PERDIDAS
Gracinda Calado

Quantas lembranças perdidas,
Naquele chão de outrora,
Entre flores e borboletas
No jardim da praça da aurora.

O vento frio fagueiro, passava sem compaixão
Levando o suave perfume que saía dos jasmins,
Levava para bem longe juras eternas, paixão.

Tudo passou tão ligeiro,
Sentada ainda te espero,
Ouvindo o vento chorar,
A falta daquele amor verdadeiro.


O céu é um grande tapete estrelado,
Onde se escondem nossas recordações,
Minhas lágrimas e tuas lembranças,
Doces e antigas emoções.

Já não existem mais para mim
Saudades frias e eternas;
Lá no céu um dia brincaremos,
Com os anjos e as estrelas celestes,
Para matar as saudades que tentam matar a gente.

LEMBRANÇAS PERDIDAS

LEMBRANÇAS PERDIDAS
Gracinda Calado

Quantas lembranças perdidas,
Naquele chão de outrora,
Entre flores e borboletas
No jardim da praça da aurora.

O vento frio fagueiro, passava sem compaixão
Levando o suave perfume que saía dos jasmins,
Levava para bem longe juras eternas, paixão.

Tudo passou tão ligeiro,
Sentada ainda te espero,
Ouvindo o vento chorar,
A falta daquele amor verdadeiro.


O céu é um grande tapete estrelado,
Onde se escondem nossas recordações,
Minhas lágrimas e tuas lembranças,
Doces e antigas emoções.

Já não existem mais para mim
Saudades frias e eternas;
Lá no céu um dia brincaremos,
Com os anjos e as estrelas celestes,
Para matar as saudades que tentam matar a gente.

sábado, 8 de novembro de 2008

A DESPEDIDA


A DESPEDIDA
Gracinda Calado

Meu doce olhar de ternura
Procura o teu docemente,
Vejo-te partir e já te sinto ausente.
Quem poderá tirar-me dessa amargura...

As tuas mãos estão trêmulas sem forças.
E o meu olhar já não encontra o teu,
É fuga para não ver tua partida.
Que medo é este que me devora?

É a tua ausência, silêncio da hora.
Tuas mãos estão frias e suadas,
As minhas, perderam a força e a cor,
E o teu sorriso amarelo se espalha,
Na voz do meu falar “que te espero”.

No momento da partida, não quero,
Ver-te sair por ali, naquela porta.
Sonho contigo um dia chegando,
E o meu sonho se realizando.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A LÁGRIMA


A LÁGRIMA
Gracinda Calado

Quando uma lágrima cai
É o sentimento que sai
Devorando todo o peito.

A lágrima tem gosto de sal,
Tem cheiro e cor natural
Tem brilho de cristal.

A lágrima é muito quente,
Parece com dor de repente,
Saída do fundo da alma.

Água pura e cristalina,
Acaba qualquer rotina,
Lava o peito e a solidão.

Quem me ensinou a chorar,
Foi você, fui eu, foi a dor,
Que machuca um coração,
Que sofre por demais amar.

Meus olhos não choram mais,
Secaram, perderam a cor,
Meus olhos se cansaram
De chorar por teu amor.

Amor bandido escondido,
Amor de várias maneiras
Rios de lágrimas abafadas,
Correntes abandonadas.

Lágrima pérola quente,
Que brota do fundo do peito
São como lágrimas dos anjos,
São paixões sem defeitos.