terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A LUA E O MAR

(GRACINDA CALADO)

Queria ouvir o choro da lua
O canto eterno do mar,
Na imensidão do infinito
Meu sonho é sempre lunar!

Se o mar beija a praia fria
Se a lua deixa rastros de luar
O amor que mora em meu peito
Não pode nunca acabar!


Nas ondas verdes que vagam
Levam saudades de alguém,
O vento que passa ligeiro
Levam os sonhos também!

O doce mar verde de sal,
Cantam cantigas de amor,
A lua branca brilha no céu,
Praias são cheias de cristal!

Quando a saudade aperta
Vejo o mar com seu furor,
Meu coração se desperta
Para encontrar outro amor!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ODE À MÚSICA


GRACINDA CALADO
Notas que se entrelaçam,

Misturam-se em profusão.
Ricas notas tons musicais


Soam nas cordas do coração.


Êxtase, concentração, harmonia,


Invade nossa alma inteira;


Explode dentro de nosso ser


Sons flutuantes de melodias.


Calma em toda natureza


Quando uma música toca.


Dos acordes de um violino


Aos solfejos dos realejos.


A música do riacho acalma


A música da chuva nos transporta


A música do vento nos enleva


Enche de magia a nossa alma.


Música, cantares de todos os deuses


Vozes tristes dos anjos em oração,


Cantar dos pássaros na primavera,


Melodia suave, és minha devoção!









sábado, 25 de fevereiro de 2012

ENCONTRO DE LUZ

Gracinda Calado

Sabe por que te encontrei?
Porque tu estavas no meu caminho, ou eu estava no teu.
De repente nos encontramos e foi aí que tudo aconteceu:
Fiz parte da tua vida e tu fizeste parte da minha.
Estava escrito nas estrelas e em todos os planetas do céu!
O sol nos iluminou, as estrelas nos abençoaram,
A lua mandou beijos para nós!
Agora tu não podes mais fugir de mim nem eu de ti!
Tu és minha metade, minha vida, minha esperança,
Sem ti nada tem sentido, nada acontece, nada tem cor nem sabor.
Para esta união acontecer não é preciso estás bem perto de mim,
Pois de longe, na poeira das estrelas, ou no fundo mar, tu estarás
Em minha vida, na minha alma e em meu coração!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

TUDO ME FALA DE SAUDADES!


GRACINDA CALADO

DIA DE CHUVA, ÁGUA CAINDO NO TELHADO,

GOTAS DE PINGOS RELUZENTES TRANSPARENTES,

ENCHEM MINHA ALMA DE DOCE MOLHADO!

CÉU AZUL NA AMPLIDÃO DO INFINITO,

DEZENAS DE ESTRELAS NA IMENSIDÃO,

PINTAM O CÉU NUM QUADRO MAIS BONITO!

NOITES ILUMINADAS DE LUAR NO CÉU AZUL,

TREME MEU CORPO NA ESCRAVIDÃO SERENA,

NO ESPAÇO SIDERAL A IMAGEM DE JESUS.

RIACHOS QUE CORREM MANSOS, TRANSPARENTES,

ÁGUAS CLARAS, MÚSICAS SUAVES DE AGONIA,

DESLIZAM SOBRE PEDRAS DE CRISTAIS ARDENTES.

MAR, DOCE MAR QUE EMBALA AS ONDAS,


EMBALA OS MEUS SONHOS DE CRIANÇA,


NA AGONIA DA MARÉ QUASE VAZANTE...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CARNAVAL


Gracinda Calado

Na imensidão das folias, os sonhos são despejados,
Invadidos pelos foliões no meio da multidão!
Sem preconceitos, nem conceitos, os corações se despedaçam,
Se estilhaçam no calor das emoções!
Tal qual borboletas multicores se esvoaçam nos ares,
Os amores e as dores não dão espaços aos clamores, só alegrias se dão!
As lágrimas são de alegrias, sonhos, fantasias nas máscaras e melodias,
Rastros pelos salões, em plena ebulição!
Carnaval, festa da carne e do pecado, do prazer de viver emoção!
Grande espera para em um só dia de folia extravasar o coração!
Somente na quarta- feira os sonhos se desfazem pelo chão!






17/2/2012

COISAS QUE (NÃO) SÃO DITAS

COISAS QUE( NÃO) SÃO DITAS


GRACINDA CALADO

Quantas coisas são ditas na solidão,


Quantos gritos são jogados pelo chão!


Quantas bocas abertas e coração fechado


Quantas palavras são ditas e malditas!


Quantos mistérios escondidos em um coração,


Quantos amores esquecidos e adormecidos!


Quantas dores que não escorrem sangue,


Quantos atos que não são verdades nem boatos!


Quantas amarguras em coração azedo,


Quantas glórias sem amores sem vitórias!


Quantos pecados escondidos abafados,


Quantos leitos destruídos derrotados!


Quantos corações feridos, partidos, humilhados


Somente em uma noite de horror e de tragédia!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

RETRATO ANTIGO

Gracinda Calado

O teu retrato na parede, desbotado,
Parceiro do tempo e das procelas
Resiste ao infortúnio, desfigurado,
Sinais de envelhecimento, do acaso,
Que o tempo preparou para nós,
Sem volta e sem remédio para o caso.




Ao olhar teus olhos, eu sinto saudade,
E me reporto ao tempo bom do passado,
Ao ver tua imagem, triste na parede,
Choro lembranças febris da mocidade.
Tua pele macia tal fruta doce madura,
Como pêssego de um lindo pomar.

 
Retrato antigo quantas vezes te beijei!
Na solidão do quarto, nas noites frias,
No cansaço e na labuta eu solucei,
Chorei tua presença linda tão antiga,
Diferente daquela que um dia sonhei.



Voltarei ao meu feliz passado e ao teu,
Tatuada no retrato que um dia guardei,
Lembrarei a tua imagem jovem de outrora,
Como uma jóia preciosa, um camafeu.

Já vai longe o tempo que eu guardei,
O teu retrato na parede bem guardado,
Porém o tempo não deu trégua, me traiu,
E o teu retrato hoje é caso acabado.



OLHANDO ESTRELAS

(Gracinda Calado)

Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PRAINHA

GRACINDA CALADO


Prainha reduto monumental do litoral!


Pequeno oásis no seara.


Majestoso desencadear de areias brancas


Como rendas de almofadas.


Porto das dunas, casarões de pedra e cal,


Desafiando o céu, desafiando o mar,


Natureza por todos os recantos...


Dégradé de verde tropical.


Água de coco, peixe assado,


Caranguejo, caipirinha,


Brindam com gosto e alegria


A brejeira prainha...


Da varanda vejo o mar por igual,


Meu olhar viaja pro horizonte


Meu pensamento voa alto pra outros montes.


Pássaros que cantam nos coqueiros,


Homens que levam seus veleiros.


Ao longe a jangada aponta,


Traz com ela o peixe,


Traz com ela o jangadeiro


Que deixou no mar seu sonho brasileiro.


Traz para o corpo alimento


E para a alma a esperança...


Calma e serena volta a jangada para a praia.


O ritual repete-se todo dia:


Enrola a vela,


Puxa a corda,


Limpa o samburá,


Deixa escorrer a água e o sal...


Lá vai a rendeira com sua almofada subindo a ladeira.


Lá vai a cocada de doce de coco, bem preparada,


Lá vai a saudade plantando emoção


Fazendo morada no meu coração!


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

LEMBRANÇAS DE MEU PAI


Gracinda Calado


A música revive em atos a tua história: Um tango de Gardel.
O vento me traz momentos de alegria em que passamos juntos
No solar da velha casa da ponte.
À noite ouvindo o coaxá dos sapos no jardim, ríamos de sua música dolente sem nexo ou sem entoação.
Os grilos faziam festa nas trepadeiras amarelas e roxas, cheias de flores,
E nas roseiras pequenos besouros atrevidos se encostavam,
Atraídos pelo perfume que embriagava a todos.
Quieta em um canto eu ouvia tuas histórias e façanhas do tempo da II guerra.
O sono chegava e minha mãe levava-me pelo braço para dormir.
Recordo ainda o cheiro dos teus charutos baianos, cuja fumaça se espalhava pelo ar,
E o teu olhar quase parado no tempo recordava alguma história.
Que saudades de ti meu pai!
Dos teus cuidados, do teu sorriso, da tua voz forte e do tom enérgico quando ralhavas por algum mal feito meu.
Quando eu era pequenina e ainda aprendiz das primeiras letras,
Levava-me para teu gabinete de trabalho e me oferecias um caderno novo, lápis e borracha. Nele eu desenhava, escrevia e brincava de professora com os meus alunos invisíveis.

É NOITE!


Gracinda Calado
Da janela eu vejo a lua saindo! Tudo fica calmo e em paz.
Uma música distante chega aos meus ouvidos, e um turbilhão de lembranças e saudades me desperta.
Esta música suave trouxe de dentro de meu ser, arrancando fantasias, fatos que marcaram minha vida.
Num instante vi meu pai pensativo, fumando seu charuto, não batia os olhos, fixos que estavam no passado. Queria tanto adivinhar o que se passava em sua cabeça de homem sofrido pelos horrores da guerra que atravessou
Lembrei-me do meu amor, que já partiu pra eternidade, quando juntinhos passeávamos pela praça de mãos dadas fazendo juras e projetos. Lembrei-me de seu sorriso lindo, seus olhos castanhos, sua pele rosada, seu perfume.
Nós dois, jovens apaixonados, quanta ilusão passageira!
É noite! A música me devolve ao passado, me traz as saudades da minha mãe ainda jovem, a caminho da igreja para rezar.
As amigas que brincavam de pega-pega no quarteirão; onde estarão agora todas elas?
Lembrei-me do luar da minha terra em pleno mês de Maio, onde as estrelas só faltavam pular ao nosso encontro, e o som daquela música me levava além das montanhas, das serras onde eu passeava em tempo de férias, aproveitando os mistérios da natureza.
A noite me fez recordar os bate-papos na casa de Doralice, uma amiga muito querida, que tinha um jardim florido, cheio de rosas e flores variadas as quais exalavam um gostoso perfume. Quem passava em frente à sua casa parava para saborear o odor dos jasmins. Gostava das ‘angélicas’, branquinhas e muito perfumadas.
É noite no meu coração de outono, onde espero ainda a primavera chegar e com ela o recomeço de uma vida nova, mais alegre e alvissareira.
O coração bate ao som da música divinal e a minha alma acalma-se na proporção que a música se finda.
Lembranças da minha terra natal, Baturité, onde fui feliz e tinha tudo que eu queria.
Minha querida Passárgada.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NO SILENCIO DA NOITE

( Gracinda Calado)


É no silencio da noite que minha voz ecoa,
Debaixo deste céu estrelado de notas azuis,
Deixo falar meu coração perto do teu.
É no silencio que se cala a alma,
Para ouvir os gemidos do coração.
Neste quadro frio desta noite calma.
Ouço vozes e sussurros mais além,
É o vento frio que passa e que vem,
Amenizar a noite calma do meu bem.
Silencio frio imortal sem alma
Fala ao meu ardente e doce coração,
Uma palavra de amor que acalma.
Na noite fria de tantos amores,
Só o silencio fala pra nós dois
Na noite escura de místicos temores.
Ò pobre alma, ilusão errante!
Vida da minha vida, luz verdadeira
Divina prece de um amor distante.
Restos de luar por sobre as praias,
Sombras passeiam tão distantes,
São imagens de uma alma errante,
Passeia, calmamente sobre os montes.
Na minha visão de alma aflita,
Procuro ouvir a voz do vento
A me falar coisas bonitas
Nesta noite de encantamento.





domingo, 8 de janeiro de 2012

INCÓGNITA

Gracinda Calado

Minha alma busca o que não vê
E nesse estado sem ninguém saber,
Não descubro o que necessito,
Nem choro o pranto do meu ser.
Coração é casa grande de emoção,
Esconde dentro dele bem querer
Descobre segredos, magias, paixão,
Histórias, lágrimas, alegrias, solidão!
Muitas lágrimas chorei de gratidão,
Muitas flores colhi em seu jardim,
Ao meu amor que cedo foi embora,
Coloquei o fim da minha história.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ANIVERSÁRIO DE GRACIMAR

Querida filha Gracimar!

Hoje é teu aniversário, e no meu coração bate  um coração de mãe que deseja tudo de bom para um filho ou uma filha.
Gostaria de te dizer que te amo muito e que tu és um presente de Deus para mim.
Nesta hora a emoção lagrimeja meus olhos e meus pensamentos pelos valores que tens e pela mulher de fibra e coração grande que és, e eu não suporto falar tudo o que eu quero  e preciso dizer-te.
Aceita o meu abraço como se fosse pétalas de flores a te oferecer, neste dia que é só teu!
Beije tua mãe, com todo o meu afeto: Gracinda Calado Barros

MARCAS QUE JÁ SE FORAM

Gracinda Calado

Morreu o ano 2011, que antes era cobiçado, cheio de projetos invejáveis, novo como uma criança e cheio de esperanças!
O tempo como sempre acaba, apaga, destrói, transforma ou renova.
Tudo foi tão rápido em nossas vidas! Não houve tempo para realizações projetadas, nem caminhos férteis onde vingasse o que plantamos, nem chegaram a nós as chuvas para fortalecer nossos plantios fincados no coração com muitos desejos e muitos amores.
Tudo se acabou com o passar do tempo e com os minutos que eram engolidos pelo ano alvissareiro de 2011 que corria veloz em nossa cara!
O ano velho acabou-se como todo velho se acaba, desfalecendo a cada momento, a cada estação, a cada dia e cada noite, deixando-nos a esperança de um ano melhor!
Perdemos pessoas queridas que se foram para a morada dos anjos, perdemos amores, perdemos um pouco da nossa vitalidade que se foi com o ano que passou, como uma tinta que se desfaz com as primeiras chuvas.
Em nossas recordações inventamos grandes alegrias que há muito tempo se perderam no mundo de nossa imaginação.
Cantamos cantigas antigas, acendemos velas, compramos flores, fizemos promessas que às vezes não cumprimos, olhamos para o céu e achamos que ele estava mais bonito!
Contudo, não percamos a fé no desenrolar do próximo ano, pois ele também morrerá um dia e tudo se repetirá como o ano que passou e nós continuaremos a alimentar a nossa fé em Deus que é o único que jamais passará, e jamais morrerá!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O ANO VELHO ESTÁ MORRENDO



Gracinda Calado

O ano passou e passaram as tristezas, as alegrias, as incertezas, as angústias, as inseguranças, tudo que vivemos e convivemos com ele.
Só não passaram: a esperança, a coragem, a serenidade e a vontade de viver.
Com otimismo encontramos forças para resistir a tudo que nos machucou, decepcionou ou torturou intimamente, ou deixou marcas profundas em nossa alma.
Percorremos caminhos, fizemos amigos, deixamos rastros, pegadas, raízes entre as pessoas que amamos.
Dentro de cada um de nós floresceram alguns sentimentos bons: de fraternidade, solidariedade, justiça, enquanto se fortificaram a esperança do amor e a capacidade de dizer: “te amo”, ou "preciso de ti”.
Fomos crianças ao embalo das manhãs claras a espera de um milagre de vida.
Fomos felizes, enquanto arrancávamos as traças, a poeira e pequenas sujeiras da alma, porque soubemos conviver com as injustiças e as ingratidões, muitas vezes com quem mais amamos.
O espetáculo do ano que passou, terminou!
Tivemos perdas, mas tivemos muitos ganhos, e uma necessidade imensa de repensar a nossa vida, fazer balanço de nossas novas amizades, refletir velhos conceitos e acontecimentos!
Floresceram em nossas consciências os propósitos de avaliar tudo aquilo que não teve acréscimo para o nosso crescimento espiritual e os que acrescentaram algo em nossa convivência, principalmente com nossos familiares e amigos mais próximos.
Para que a festa que se aproxima, com o ano que vem, 2012 seja perfeita, esqueçamos os dissabores, as mágoas do passado e tudo aquilo que nos incomoda.
Que o raiar de novo ano nos traga a certeza de que seremos muito felizes e o ano seja pleno de realizações.
Saibamos usar nossa inteligência a serviço do bem e da felicidade ; saibamos fazer também felizes os que gostam de nós. Para isto usaremos as nossas falhas para corrigir os erros que acarretaram tristezas e dissabores a alguém.
Sigamos então o caminho, recomeçando, redescobrindo, reaprendendo ser feliz e fazendo alguém também feliz, com muita coragem, força e muita compreensão!
Feliz Ano Novo!!!!!!!2012.





sábado, 10 de dezembro de 2011

MEU PRESÉPIO DE NATAL


Gracinda Calado

A manjedoura foi feita de laços de amizade. Ao seu redor muitas flores de paixão e rosas do coração! Forrei a caminha com cetim azul anil, da cor do manto de Maria.
Enfeitei os quatro cantos por onde os reis magos iriam passar e a Jesus adorar, com palmas verdes da esperança de um mundo inteiro melhor!
Perfumei todo o lugar com jasmins, orquídeas, rosas brancas e vermelhas, as cores da caridade e do amor, incensos de alecrim, alfazemas, como o amor de Maria.
Coloquei um lindo tapete de pétalas vermelhas, da cor do sangue de Jesus, que mais tarde derramaria na cruz!
São José, Nossa Senhora, lado a lados do presépio esperando a criancinha que logo nasceria, e anunciaria ao mundo inteiro o Evangelho verdadeiro!
Uma luz, igual a uma estrela branca reluzente, transparente, coloquei em cima da gruta iluminando a todos os que esperavam Jesus!
À meia noite ou noite e meia, o menino chorou na manjedoura, estava toda enfeitada e iluminada. Nessa hora os anjos de papel que eu fiz, criaram vida e cantaram para o nosso Salvador: Jesus, o Filho querido de Deus!
Todos os homens O veneram, o mundo se ajoelhou, agora na manjedoura, o divino Menino nasceu!
Aos poucos tudo se transformou em verdade desde o seu nascimento: O Filho que Deus nos deu de corpo e alma como nós, é nosso irmão, nosso pulsar do coração, a nossa salvação!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AS BORBOLETAS VOLTARAM


Gracinda Calado

As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores, sugam inteiro o roseiral.
Batem as asas, voam cobrindo o milharal.


Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei: meu amor sem igual.
Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos e de mil beijos,


Na alcova do jardim em pleno mês de abril.
Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O ARCOIRIS DE JANEIRO


Gracinda Calado

Depois da chuva o arco Iris!

No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.

A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!

O ARCOIRIS DE JANEIRO

Gracinda Calado

Depois da chuva o arco Iris!
No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.
A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!