terça-feira, 24 de janeiro de 2012
LEMBRANÇAS DE MEU PAI
Gracinda Calado
A música revive em atos a tua história: Um tango de Gardel.
O vento me traz momentos de alegria em que passamos juntos
No solar da velha casa da ponte.
À noite ouvindo o coaxá dos sapos no jardim, ríamos de sua música dolente sem nexo ou sem entoação.
Os grilos faziam festa nas trepadeiras amarelas e roxas, cheias de flores,
E nas roseiras pequenos besouros atrevidos se encostavam,
Atraídos pelo perfume que embriagava a todos.
Quieta em um canto eu ouvia tuas histórias e façanhas do tempo da II guerra.
O sono chegava e minha mãe levava-me pelo braço para dormir.
Recordo ainda o cheiro dos teus charutos baianos, cuja fumaça se espalhava pelo ar,
E o teu olhar quase parado no tempo recordava alguma história.
Que saudades de ti meu pai!
Dos teus cuidados, do teu sorriso, da tua voz forte e do tom enérgico quando ralhavas por algum mal feito meu.
Quando eu era pequenina e ainda aprendiz das primeiras letras,
Levava-me para teu gabinete de trabalho e me oferecias um caderno novo, lápis e borracha. Nele eu desenhava, escrevia e brincava de professora com os meus alunos invisíveis.
É NOITE!
Gracinda Calado
Da janela eu vejo a lua saindo! Tudo fica calmo e em paz.
Uma música distante chega aos meus ouvidos, e um turbilhão de lembranças e saudades me desperta.
Esta música suave trouxe de dentro de meu ser, arrancando fantasias, fatos que marcaram minha vida.
Num instante vi meu pai pensativo, fumando seu charuto, não batia os olhos, fixos que estavam no passado. Queria tanto adivinhar o que se passava em sua cabeça de homem sofrido pelos horrores da guerra que atravessou
Lembrei-me do meu amor, que já partiu pra eternidade, quando juntinhos passeávamos pela praça de mãos dadas fazendo juras e projetos. Lembrei-me de seu sorriso lindo, seus olhos castanhos, sua pele rosada, seu perfume.
Nós dois, jovens apaixonados, quanta ilusão passageira!
É noite! A música me devolve ao passado, me traz as saudades da minha mãe ainda jovem, a caminho da igreja para rezar.
As amigas que brincavam de pega-pega no quarteirão; onde estarão agora todas elas?
Lembrei-me do luar da minha terra em pleno mês de Maio, onde as estrelas só faltavam pular ao nosso encontro, e o som daquela música me levava além das montanhas, das serras onde eu passeava em tempo de férias, aproveitando os mistérios da natureza.
A noite me fez recordar os bate-papos na casa de Doralice, uma amiga muito querida, que tinha um jardim florido, cheio de rosas e flores variadas as quais exalavam um gostoso perfume. Quem passava em frente à sua casa parava para saborear o odor dos jasmins. Gostava das ‘angélicas’, branquinhas e muito perfumadas.
É noite no meu coração de outono, onde espero ainda a primavera chegar e com ela o recomeço de uma vida nova, mais alegre e alvissareira.
O coração bate ao som da música divinal e a minha alma acalma-se na proporção que a música se finda.
Lembranças da minha terra natal, Baturité, onde fui feliz e tinha tudo que eu queria.
Minha querida Passárgada.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
NO SILENCIO DA NOITE
( Gracinda Calado)
É no silencio da noite que minha voz ecoa,
Debaixo deste céu estrelado de notas azuis,
Deixo falar meu coração perto do teu.
É no silencio que se cala a alma,
Para ouvir os gemidos do coração.
Neste quadro frio desta noite calma.
Ouço vozes e sussurros mais além,
É o vento frio que passa e que vem,
Amenizar a noite calma do meu bem.
Silencio frio imortal sem alma
Fala ao meu ardente e doce coração,
Uma palavra de amor que acalma.
Na noite fria de tantos amores,
Só o silencio fala pra nós dois
Na noite escura de místicos temores.
Ò pobre alma, ilusão errante!
Vida da minha vida, luz verdadeira
Divina prece de um amor distante.
É no silencio da noite que minha voz ecoa,
Debaixo deste céu estrelado de notas azuis,
Deixo falar meu coração perto do teu.
É no silencio que se cala a alma,
Para ouvir os gemidos do coração.
Neste quadro frio desta noite calma.
Ouço vozes e sussurros mais além,
É o vento frio que passa e que vem,
Amenizar a noite calma do meu bem.
Silencio frio imortal sem alma
Fala ao meu ardente e doce coração,
Uma palavra de amor que acalma.
Na noite fria de tantos amores,
Só o silencio fala pra nós dois
Na noite escura de místicos temores.
Ò pobre alma, ilusão errante!
Vida da minha vida, luz verdadeira
Divina prece de um amor distante.
Restos de luar por sobre as praias,
Sombras passeiam tão distantes,
São imagens de uma alma errante,
Passeia, calmamente sobre os montes.
Na minha visão de alma aflita,
Procuro ouvir a voz do vento
A me falar coisas bonitas
Nesta noite de encantamento.
domingo, 8 de janeiro de 2012
INCÓGNITA
Gracinda Calado
Minha alma busca o que não vê
E nesse estado sem ninguém saber,
Não descubro o que necessito,
Nem choro o pranto do meu ser.
Coração é casa grande de emoção,
Esconde dentro dele bem querer
Descobre segredos, magias, paixão,
Histórias, lágrimas, alegrias, solidão!
Muitas lágrimas chorei de gratidão,
Muitas flores colhi em seu jardim,
Ao meu amor que cedo foi embora,
Coloquei o fim da minha história.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
ANIVERSÁRIO DE GRACIMAR
Querida filha Gracimar!
Hoje é teu aniversário, e no meu coração bate um coração de mãe que deseja tudo de bom para um filho ou uma filha.Gostaria de te dizer que te amo muito e que tu és um presente de Deus para mim.
Nesta hora a emoção lagrimeja meus olhos e meus pensamentos pelos valores que tens e pela mulher de fibra e coração grande que és, e eu não suporto falar tudo o que eu quero e preciso dizer-te.
Aceita o meu abraço como se fosse pétalas de flores a te oferecer, neste dia que é só teu!
Beije tua mãe, com todo o meu afeto: Gracinda Calado Barros
MARCAS QUE JÁ SE FORAM
O tempo como sempre acaba, apaga, destrói, transforma ou renova.
Tudo foi tão rápido em nossas vidas! Não houve tempo para realizações projetadas, nem caminhos férteis onde vingasse o que plantamos, nem chegaram a nós as chuvas para fortalecer nossos plantios fincados no coração com muitos desejos e muitos amores.
Tudo se acabou com o passar do tempo e com os minutos que eram engolidos pelo ano alvissareiro de 2011 que corria veloz em nossa cara!
O ano velho acabou-se como todo velho se acaba, desfalecendo a cada momento, a cada estação, a cada dia e cada noite, deixando-nos a esperança de um ano melhor!
Perdemos pessoas queridas que se foram para a morada dos anjos, perdemos amores, perdemos um pouco da nossa vitalidade que se foi com o ano que passou, como uma tinta que se desfaz com as primeiras chuvas.
Em nossas recordações inventamos grandes alegrias que há muito tempo se perderam no mundo de nossa imaginação.
Cantamos cantigas antigas, acendemos velas, compramos flores, fizemos promessas que às vezes não cumprimos, olhamos para o céu e achamos que ele estava mais bonito!
Contudo, não percamos a fé no desenrolar do próximo ano, pois ele também morrerá um dia e tudo se repetirá como o ano que passou e nós continuaremos a alimentar a nossa fé em Deus que é o único que jamais passará, e jamais morrerá!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O ANO VELHO ESTÁ MORRENDO
Só não passaram: a esperança, a coragem, a serenidade e a vontade de viver.
Com otimismo encontramos forças para resistir a tudo que nos machucou, decepcionou ou torturou intimamente, ou deixou marcas profundas em nossa alma.
Percorremos caminhos, fizemos amigos, deixamos rastros, pegadas, raízes entre as pessoas que amamos.
Dentro de cada um de nós floresceram alguns sentimentos bons: de fraternidade, solidariedade, justiça, enquanto se fortificaram a esperança do amor e a capacidade de dizer: “te amo”, ou "preciso de ti”.
Fomos crianças ao embalo das manhãs claras a espera de um milagre de vida.
Fomos felizes, enquanto arrancávamos as traças, a poeira e pequenas sujeiras da alma, porque soubemos conviver com as injustiças e as ingratidões, muitas vezes com quem mais amamos.
O espetáculo do ano que passou, terminou!
Tivemos perdas, mas tivemos muitos ganhos, e uma necessidade imensa de repensar a nossa vida, fazer balanço de nossas novas amizades, refletir velhos conceitos e acontecimentos!
Floresceram em nossas consciências os propósitos de avaliar tudo aquilo que não teve acréscimo para o nosso crescimento espiritual e os que acrescentaram algo em nossa convivência, principalmente com nossos familiares e amigos mais próximos.
Para que a festa que se aproxima, com o ano que vem, 2012 seja perfeita, esqueçamos os dissabores, as mágoas do passado e tudo aquilo que nos incomoda.
Que o raiar de novo ano nos traga a certeza de que seremos muito felizes e o ano seja pleno de realizações.
Saibamos usar nossa inteligência a serviço do bem e da felicidade ; saibamos fazer também felizes os que gostam de nós. Para isto usaremos as nossas falhas para corrigir os erros que acarretaram tristezas e dissabores a alguém.
Sigamos então o caminho, recomeçando, redescobrindo, reaprendendo ser feliz e fazendo alguém também feliz, com muita coragem, força e muita compreensão!
Feliz Ano Novo!!!!!!!2012.
sábado, 10 de dezembro de 2011
MEU PRESÉPIO DE NATAL
Gracinda Calado
A manjedoura foi feita de laços de amizade. Ao seu redor muitas flores de paixão e rosas do coração! Forrei a caminha com cetim azul anil, da cor do manto de Maria.
Enfeitei os quatro cantos por onde os reis magos iriam passar e a Jesus adorar, com palmas verdes da esperança de um mundo inteiro melhor!
Perfumei todo o lugar com jasmins, orquídeas, rosas brancas e vermelhas, as cores da caridade e do amor, incensos de alecrim, alfazemas, como o amor de Maria.
Coloquei um lindo tapete de pétalas vermelhas, da cor do sangue de Jesus, que mais tarde derramaria na cruz!
São José, Nossa Senhora, lado a lados do presépio esperando a criancinha que logo nasceria, e anunciaria ao mundo inteiro o Evangelho verdadeiro!
Uma luz, igual a uma estrela branca reluzente, transparente, coloquei em cima da gruta iluminando a todos os que esperavam Jesus!
À meia noite ou noite e meia, o menino chorou na manjedoura, estava toda enfeitada e iluminada. Nessa hora os anjos de papel que eu fiz, criaram vida e cantaram para o nosso Salvador: Jesus, o Filho querido de Deus!
Todos os homens O veneram, o mundo se ajoelhou, agora na manjedoura, o divino Menino nasceu!
Aos poucos tudo se transformou em verdade desde o seu nascimento: O Filho que Deus nos deu de corpo e alma como nós, é nosso irmão, nosso pulsar do coração, a nossa salvação!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
AS BORBOLETAS VOLTARAM
Gracinda Calado
As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores, sugam inteiro o roseiral.
Batem as asas, voam cobrindo o milharal.
Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei: meu amor sem igual.
Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos e de mil beijos,
Na alcova do jardim em pleno mês de abril.
Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O ARCOIRIS DE JANEIRO
Gracinda Calado
Depois da chuva o arco Iris!
A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!
O ARCOIRIS DE JANEIRO
Gracinda Calado
Depois da chuva o arco Iris!
No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.
A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!
Depois da chuva o arco Iris!
No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.
A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A COR MARRON
Gracinda Calado
Que seria do branco se não fosse o marrom com suas nuances claras e escuras trazidas pelo calor e a luz do sol!
Nos desertos as cordilheiras de areias de tonalidades variadas de marrom se misturam ao branco da areia e ao ouro do sol.
Nas grandes matas tropicais e florestas densas, animais de grandes portes de pele escura ou plumagens cor da terra desfilam suas belezas à luz do solstício confundem-se com plantas que nos dão seus frutos deliciosos.
O chocolate que consumimos extraídos do cacau, alimento exótico, sensual da cor de nossa pele morena.
No solo forte onde tiramos o barro escuro, jorra água límpida que mata a sede e serve de alimento para revigorar as energias perdidas e vitalizar nossas células.
No chão, folhas secas caídas ao solo voam ao sopro do vento, exibem o seu brilho natural e mais tarde se transformam em adubo para alimentar as plantas que nos dão seus frutos.
A pele macia e sedosa das mulatas que causa inveja a muitos estrangeiros, cuja mistura de raça, herança de nossos ancestrais originou a nossa cor. Nos músculos fortes e rígidos dos mulatos o cenário emoldurado dos trabalhadores da negra etnia de nossa brasilidade.
As árvores que exalam perfumes de suas flores escuras, sucos e chás nos servem de remédio e calmante como a ‘canela’, planta trazida da África para nossa flora tropical. Além de tudo as árvores que nos dão seus caules marrons de todos os tons, servem na fabricação dos móveis e de construção de casas e fortes habitações.
A cor marrom, da cor da terra que pisamos e dela tiramos o nosso sustento, um dia servirá de sepultura e guardará para sempre nossos corpos.
HOJE É DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
(ESTE TEXTO FOI APRESENTADO NO DIA DA CONCIÊNCIA NEGRA DO ANO PASSADO)
AUTORA: GRACINDA CALADO
O que se tem feito para acabar com o preconceito entre raças?
O que observamos no dia a dia, é uma especulação boba a respeito da cor da pele.
Somos todos negros, brancos, amarelos, indios, somos todos brasileiros, amamentados nas tetas pretas de nossas babás ou nos peitos brancos de nossas mães.
O nosso sangue é violeta, a raça é brasinegra, e a nossa pele é canela ou amarela, morena, perfumada, uma mistura multicor que em nenhuma terra tem.
Nossos irmãos comemoram hoje e sempre, aquilo que eles defendem: respeito e os direitos de viverem em paz com todos.
A liberdade de ir e vir sem ter que pedir licença a ninguém; livres como a lei áurea.
Se a pele é negra, a alma é branca, isso é o que interessa.
Depois da vida, a morte iguala a todos na sepultura.
Bendita a negra me me alimentou!
AUTORA: GRACINDA CALADO
O que se tem feito para acabar com o preconceito entre raças?
O que observamos no dia a dia, é uma especulação boba a respeito da cor da pele.
Somos todos negros, brancos, amarelos, indios, somos todos brasileiros, amamentados nas tetas pretas de nossas babás ou nos peitos brancos de nossas mães.
O nosso sangue é violeta, a raça é brasinegra, e a nossa pele é canela ou amarela, morena, perfumada, uma mistura multicor que em nenhuma terra tem.
Nossos irmãos comemoram hoje e sempre, aquilo que eles defendem: respeito e os direitos de viverem em paz com todos.
A liberdade de ir e vir sem ter que pedir licença a ninguém; livres como a lei áurea.
Se a pele é negra, a alma é branca, isso é o que interessa.
Depois da vida, a morte iguala a todos na sepultura.
Bendita a negra me me alimentou!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
DE CORPO E ALMA
Gracinda Calado
Abra sua alma e deixe que a luz que emana do seu interior brilhe e espalhe seus raios sobre todos que estão nas trevas.
Comece ainda hoje, a sentir o que fala o seu coração e ouça a voz do silencio que grita alto em seus ouvidos.
Receba o calor que emana do seu próximo e das pessoas que lhe amam.
Saiba dar e receber sem nada exigir, agradeça e proporcione momentos de alegria àqueles que sofrem, sem ter a quem socorrer.
Distribua com seus gestos, carinho e amor, e esse sentimento lhe envolverá de bênçãos e paz.
Navegue no oceano dos mistérios da vida, onde nossa inteligência não chega, pois somos pequenos aos mistérios de Deus.
Ascenda o fogo do amor nos corações, para que sua chama queime de paixão.
No oásis da vida espalhe água viva, para matar a sede que nasce no deserto da solidão.
Viva na harmonia dos anjos, suba aos patamares mais altos da tolerância e da justiça.
Sorria sempre na transparência de seus projetos traçados com perfeição e otimismo.
Use sua criatividade para fugir do mal que assola o chão que pisamos todos os dias.
Filie-se ao bem, para que sua riqueza seja repleta dos tesouros do céu.
Cante um canto novo de glórias ao nosso Deus Criador!
domingo, 13 de novembro de 2011
POEMA DO AMOR INFINITO
GRACINDA CALADO
Você sempre viveu em minha vida e,
Como uma sinfonia me cobria de cores
E me enfeitava de flores.
Você sempre fez parte da minha vida,
Ajudando-me a viver um amor intenso,
Amor que salva e enobrece a alma.
Você me fez sentir o frescor das manhãs,
O calor do sol em dias de alegria,
O fogo do amor em noites de encanto
Você me fez ser sua alma gêmea
E sentir o ardor de seus desejos,
Guardados no sacrário de seu coração.
Você trouxe-me a paz e a confusão,
A alegria e a solidão dos apaixonados,
Trouxe-me também o fel e o mel.
Você, meu amor infinito, verdadeiro,
Poema de meu coração, sinfonia de luz,
Razão da minha própria existência!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
UM PINGO DÁGUA
GRACINDA CALADO
Um pingo de água que cai é como a gota de orvalho
Nas pétalas macias de uma rosa.
Um pingo de água que escorre da boca entreaberta
De uma mulher, é bálsamo divino dos deuses.
Um pingo de água que escorre das mãos calejadas de uma mãe,
É remédio e alivio a um coração!
Um pingo de água que brota da terra é rio caudaloso
Que jorra em busca do mar e do seu destino!
Um pingo de água que cai da chuva fresca,
Nas noites quentes de verão, sacia a sede de esperar.
Um pingo de água que explode em meu coração cura as feridas
E as dores de um amor perdido na escuridão.
Um pingo de água sacia a sede de um desejo, de uma emoção!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
VENTO QUE SEPARA A GENTE
Gracinda Calado
Há um vento que separa a gente,
Separa meu barco e o teu.
O vento de lá sopra para ir,
E o vento de cá sopra pra vir,
Que vontade de pegar os teus cabelos,
Que vontade de soltar meus cabelos...
Para o vento balançar e te alcançar.
Que vontade de fazer o vento parar,
Unir meu barco e o teu, até singrar,
Reviveremos no mar as nossas fantasias.
Quem trouxe o meu barco pro lado de cá?
Quem levou o teu barco pro lado de lá?
Será que nossos barcos não vão se encontrar?
Vento que sopra lá poderá voltar, poderá ficar,
Poderá parar, poderá singrar os barcos no mar.
Vento que sopra cá poderá chegar ao teu lugar,
Poderá deixar de um dia te procurar no mar...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O TEMPO
GRACINDA CALADO
O tempo é o inimigo do homem,
corre veloz, corre ligeiro,
destrói marcas que o passado teimou em deixar.
O tempo é o falso remédio para curar as feridas
que o passado teimou em guardar.
É a correnteza da vida. Segue veloz,
tal qual correntes de águas claras.
Com força, leva nossas histórias,
apaga nossas lembranças...
Anda conosco, lado a lado
juntando trapos e pedaços,
que se espalham pelo caminho,
no chão de giz de nossas vidas...
O tempo castiga os que fizeram pouco
do tempo...
O tempo passa com o passar do tempo,
o tempo não tem tempo de ter tempo,
porque há um tempo certo para cada tempo...
O tempo é o inimigo do homem,
corre veloz, corre ligeiro,
destrói marcas que o passado teimou em deixar.
O tempo é o falso remédio para curar as feridas
que o passado teimou em guardar.
É a correnteza da vida. Segue veloz,
tal qual correntes de águas claras.
Com força, leva nossas histórias,
apaga nossas lembranças...
Anda conosco, lado a lado
juntando trapos e pedaços,
que se espalham pelo caminho,
no chão de giz de nossas vidas...
O tempo castiga os que fizeram pouco
do tempo...
O tempo passa com o passar do tempo,
o tempo não tem tempo de ter tempo,
porque há um tempo certo para cada tempo...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
SE O AMANHÃ NÃO CHEGAR...
Gracinda Calado
Se o amanhã não chegar para mim e para ti, seguiremos juntos rumo ao caminho de Deus.
Cantaremos músicas de amor, e voaremos para o céu.
Se o amanhã não chegar para ti, chorarei de saudades ao te ver partir.
Lavarei com lágrimas minhas faces tristes de chorar.
Ao ti ver sair por aquela porta, me lançarei em teus braços e te direi “eu te amo, meu amor!”
Se o amanhã não chegar para mim, sentirei saudades tuas. Sorrindo lembrarei o teu sorriso lindo e teus olhos castanhos. Levarei comigo as lembranças dos beijos quentes, daquelas noites frias de inverno.
Chorarei ao te deixar. Pedirei ao meu Deus um momento antes de partir para beijar os lábios teus!
Juntinhos tu e eu, no último momento de nossas vidas, ficaremos abraçados, enlaçados pelos laços do ultimo abraço, do ultimo adeus!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
OLHANDO ESTRELAS
(Gracinda Calado)
Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!

Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!
Assinar:
Postagens (Atom)
















