terça-feira, 29 de novembro de 2011

AS BORBOLETAS VOLTARAM


Gracinda Calado

As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores, sugam inteiro o roseiral.
Batem as asas, voam cobrindo o milharal.


Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei: meu amor sem igual.
Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos e de mil beijos,


Na alcova do jardim em pleno mês de abril.
Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O ARCOIRIS DE JANEIRO


Gracinda Calado

Depois da chuva o arco Iris!

No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.

A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!

O ARCOIRIS DE JANEIRO

Gracinda Calado

Depois da chuva o arco Iris!
No horizonte, por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco Iris. Um verdadeiro festival de cores brilhava no céu encantando a todos que passavam por ali. O sol parecia sair de trás dos montes, era o sinal que a chuva ia embora para longe. O espetáculo se apresentava em várias cores e a mata virgem das florestas enfeitava os caminhos e as íngremes estradas.
A cor do amarelo ouro enfeitava a mata, parecia o sol caindo em distancia infinita em busca do horizonte vasto. O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das borboletas e das araras que voavam de galho em galho. A cor lilás, o alaranjado, o branco pérola, o carmim, traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava de outras cores. A mistura inconfundível resplandecia numa magia louca, deixando em nosso peito saudades eternas que a cada hora se multiplicavam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e das flores, o canto dos pássaros, ornamentavam o arco íris num fenômeno espetacular e único! Aos poucos o arco íris foi embora sugando toda a água da chuva e o lugar ficou sombrio e triste.
Meu coração ficou apertado de tanta emoção, enquanto outros se despediam do lugar. O dia estava findo, o céu sereno vestia-se de luto na despedida do sol.
A serração destilava suas primeiras gotas e logo tudo se transformou em névoa fria.
A noite chegou e com ela a solidão do lugar. Amanhã nascerá outro dia e novamente o sol brilhará!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A COR MARRON


Gracinda Calado
Que seria do branco se não fosse o marrom com suas nuances claras e escuras trazidas pelo calor e a luz do sol!
Nos desertos as cordilheiras de areias de tonalidades variadas de marrom se misturam ao branco da areia e ao ouro do sol.
Nas grandes matas tropicais e florestas densas, animais de grandes portes de pele escura ou plumagens cor da terra desfilam suas belezas à luz do solstício confundem-se com plantas que nos dão seus frutos deliciosos.
O chocolate que consumimos extraídos do cacau, alimento exótico, sensual da cor de nossa pele morena.
No solo forte onde tiramos o barro escuro, jorra água límpida que mata a sede e serve de alimento para revigorar as energias perdidas e vitalizar nossas células.
No chão, folhas secas caídas ao solo voam ao sopro do vento, exibem o seu brilho natural e mais tarde se transformam em adubo para alimentar as plantas que nos dão seus frutos.
A pele macia e sedosa das mulatas que causa inveja a muitos estrangeiros, cuja mistura de raça, herança de nossos ancestrais originou a nossa cor. Nos músculos fortes e rígidos dos mulatos o cenário emoldurado dos trabalhadores da negra etnia de nossa brasilidade.
As árvores que exalam perfumes de suas flores escuras, sucos e chás nos servem de remédio e calmante como a ‘canela’, planta trazida da África para nossa flora tropical. Além de tudo as árvores que nos dão seus caules marrons de todos os tons, servem na fabricação dos móveis e de construção de casas e fortes habitações.
A cor marrom, da cor da terra que pisamos e dela tiramos o nosso sustento, um dia servirá de sepultura e guardará para sempre nossos corpos.

HOJE É DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

(ESTE TEXTO FOI APRESENTADO NO DIA DA CONCIÊNCIA NEGRA DO ANO PASSADO)

AUTORA: GRACINDA CALADO

Hoje é o dia da Consciência negra.
O que se tem feito para acabar com o preconceito entre raças?
O que observamos no dia a dia, é uma especulação boba a respeito da cor da pele.
Somos todos negros, brancos, amarelos, indios, somos todos brasileiros, amamentados nas tetas pretas de nossas babás ou nos peitos brancos de nossas mães.
O nosso sangue é violeta, a raça é brasinegra, e a nossa pele é canela ou amarela, morena, perfumada, uma mistura multicor que em nenhuma terra tem.
Nossos irmãos comemoram hoje e sempre, aquilo que eles defendem: respeito e os direitos de viverem em paz com todos.
A liberdade de ir e vir sem ter que pedir licença a ninguém; livres como a lei áurea.
Se a pele é negra, a alma é branca, isso é o que interessa.
Depois da vida, a morte iguala a todos na sepultura.
Bendita a negra me me alimentou!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DE CORPO E ALMA


Gracinda Calado

Abra sua alma e deixe que a luz que emana do seu interior brilhe e espalhe seus raios sobre todos que estão nas trevas.
Comece ainda hoje, a sentir o que fala o seu coração e ouça a voz do silencio que grita alto em seus ouvidos.
Receba o calor que emana do seu próximo e das pessoas que lhe amam.
Saiba dar e receber sem nada exigir, agradeça e proporcione momentos de alegria àqueles que sofrem, sem ter a quem socorrer.
Distribua com seus gestos, carinho e amor, e esse sentimento lhe envolverá de bênçãos e paz.
Navegue no oceano dos mistérios da vida, onde nossa inteligência não chega, pois somos pequenos aos mistérios de Deus.
Ascenda o fogo do amor nos corações, para que sua chama queime de paixão.
No oásis da vida espalhe água viva, para matar a sede que nasce no deserto da solidão.
Viva na harmonia dos anjos, suba aos patamares mais altos da tolerância e da justiça.
Sorria sempre na transparência de seus projetos traçados com perfeição e otimismo.
Use sua criatividade para fugir do mal que assola o chão que pisamos todos os dias.
Filie-se ao bem, para que sua riqueza seja repleta dos tesouros do céu.
Cante um canto novo de glórias ao nosso Deus Criador!

domingo, 13 de novembro de 2011

POEMA DO AMOR INFINITO


GRACINDA CALADO


Você sempre viveu em minha vida e,


Como uma sinfonia me cobria de cores
E me enfeitava de flores.


Você sempre fez parte da minha vida,


Ajudando-me a viver um amor intenso,


Amor que salva e enobrece a alma.


Você me fez sentir o frescor das manhãs,


O calor do sol em dias de alegria,


O fogo do amor em noites de encanto

Você me fez ser sua alma gêmea


E  sentir o ardor de seus desejos,


Guardados no sacrário de seu coração.


Você trouxe-me a paz e a confusão,


A alegria e a solidão dos apaixonados,


Trouxe-me também o fel e o mel.


Você, meu amor infinito, verdadeiro,


Poema de meu coração, sinfonia de luz,


Razão da minha própria existência!





sexta-feira, 11 de novembro de 2011

UM PINGO DÁGUA


GRACINDA CALADO

Um pingo de água que cai é como a gota de orvalho
Nas pétalas macias de uma rosa.

Um pingo de água que escorre da boca entreaberta
De uma mulher, é bálsamo divino dos deuses.

Um pingo de água que escorre das mãos calejadas de uma mãe,
É remédio e alivio a um coração!
Um pingo de água que brota da terra é rio caudaloso
Que jorra em busca do mar e do seu destino!

Um pingo de água que cai da chuva fresca,
Nas noites quentes de verão, sacia a sede de esperar.
Um pingo de água que explode em meu coração cura as feridas
E as dores de um amor perdido na escuridão.

Um pingo de água sacia a sede de um desejo, de uma emoção!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VENTO QUE SEPARA A GENTE

VENTO QUE SEPARA A GENTE


Gracinda Calado

Há um vento que separa a gente,
Separa meu barco e o teu.
O vento de lá sopra para ir,
E o vento de cá sopra pra vir,
Que vontade de pegar os teus cabelos,
Que vontade de soltar meus cabelos...
Para o vento balançar e te alcançar.
Que vontade de fazer o vento parar,
Unir meu barco e o teu, até singrar,
Reviveremos no mar as nossas fantasias.


Quem trouxe o meu barco pro lado de cá?
Quem levou o teu barco pro lado de lá?
Será que nossos barcos não vão se encontrar?
Vento que sopra lá poderá voltar, poderá ficar,
Poderá parar, poderá singrar os barcos no mar.
Vento que sopra cá poderá chegar ao teu lugar,
Poderá deixar de um dia te procurar no mar...




 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O TEMPO

GRACINDA CALADO

O tempo é o inimigo do homem,
corre veloz, corre ligeiro,
destrói marcas que o passado teimou em deixar.

O tempo é o falso remédio para curar as feridas
que o passado teimou em guardar.
É a correnteza da vida. Segue veloz,
tal qual correntes de águas claras.

Com força, leva nossas histórias,
apaga nossas lembranças...
Anda conosco, lado a lado
juntando trapos e pedaços,
que se espalham pelo caminho,
no chão de giz de nossas vidas...

O tempo castiga os que fizeram pouco
do tempo...
O tempo passa com o passar do tempo,
o tempo não tem tempo de ter tempo,
porque há um tempo certo para cada tempo...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SE O AMANHÃ NÃO CHEGAR...


Gracinda Calado
Se o amanhã não chegar para mim e para ti, seguiremos juntos rumo ao caminho de Deus.
Cantaremos músicas de amor, e voaremos para o céu.
Se o amanhã não chegar para ti, chorarei de saudades ao te ver partir.
Lavarei com lágrimas minhas faces tristes de chorar.
Ao ti ver sair por aquela porta, me lançarei em teus braços e te direi “eu te amo, meu amor!”
Se o amanhã não chegar para mim, sentirei saudades tuas. Sorrindo lembrarei o teu sorriso lindo e teus olhos castanhos. Levarei comigo as lembranças dos beijos quentes, daquelas noites frias de inverno.
Chorarei ao te deixar. Pedirei ao meu Deus um momento antes de partir para beijar os lábios teus!
Juntinhos tu e eu, no último momento de nossas vidas, ficaremos abraçados, enlaçados pelos laços do ultimo abraço, do ultimo adeus!





segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OLHANDO ESTRELAS

(Gracinda Calado)
Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!

OLHANDO ESTRELAS

(Gracinda Calado)

Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

AGRADEÇA A DEUS

Gracinda Calado

Agradeça a Deus pela noite que passou e o dia que se levanta.
Agradeça pelo calor do sol e pelo brilho das estrelas em noite de luar.
Olhe-se no espelho e sorria, porque você está viva, com saúde e sorrindo!
Você que é bela e a todos encanta não pode ficar triste.
Alimente sua alma com a esperança e o amor que brota em seu coração.
Comemore a vida, cante as belezas da natureza e das flores dos jardins.
Lave sua alma das impurezas dos maus sentimentos e das amarguras.
Lave as sujeiras que atrapalham sua visão cósmica.
Veja o mundo como ele é e como Deus se preocupou com você ao criá-lo.
Não deixe que as pequenas coisas do dia a dia estraguem seu humor,
Elas fazem parte da vida dos mortais.
Não viva radicalmente do passado, não sofra por aquilo que não volta mais.
Sorria para o espelho, converse com ele como se fosse para você mesma.
Proteja-se dos males do corpo e da alma e adore a vida, que ela é bela.
Diga palavras doces e amáveis, abrace as pessoas que você ama.
Procure sentir o prazer de viver nos braços de Jesus, apenas com uma oração.
Erga a cabeça e dê uma volta por cima desta sua tristeza.
Renove-se. Saia por aí cantando, enxugue as lágrimas que molham seu rosto.
Proporcione ao seu coração a imensa felicidade de amar.
Saia por aí gritando: ”como é linda a vida”!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ADOLESCÊNCIA

ADOLESCÊNCIA
Gracinda Calado

No desabrochar da minha adolescênciaCorria pelos vales e pelos montes,

Brigava com o vento que agitava meus cabelos,

Pegava frutas no pé, subia nas ingazeiras...

Tomava banho no rio, domingos e feriados,

Espantava passarinhos, fazia bruxas de pano,

Jogava “de pedras no chão!”

Quão fagueira era a vida, não pensava em sofrimento,

Doença, nem solidão.

Corria de encontro ao sol, tomava chuva nas tardes frias,

De pés descalços, corria nas plantações para alcançar os passarinhos.

Desmanchava seus ninhos, cheios de ovinhos, tão lindos!!!

Jamais imaginei que a vida mudaria...

Mudou, ou mudei eu! Ainda vou descobrir.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MÚSICA

Gracinda Calado


Divina invenção!
Sons dos deuses do universo, és tu divina música a deusa encantada de todas as horas.
Paixão da minha vida!
Doces acordes e perenes melodias soltas no ar que eu respiro e sugo sem medo.
Divina escolha de Deus em versos no infinito dos céus.
Sagrada música!
Lágrimas dos anjos, poesias em formas de estrelas que cintilam nas noites musicais.
Sons universais dos astros e dos cometas entrelaçados de luar nas noites escuras.
Ó música, magia dos cérebros protegidos pelos deuses gregos e romanos!
Ópio dos poetas e dos apaixonados, dos que sofrem por amor.
Remédio dos inválidos e dos que no peito traçam sentimentos vazios.
Melodias com gosto de mar e de luar em noites de solidão.
Bendita música enlevo das almas perdidas amedrontadas.
Guardas em seu seio nu os segredos dos musicais e das tragédias gregas.
Tangos, valsas e boleros cheios de histórias de amor e desventuras.
Canção do infinito, divina música dos menestréis de outrora!
Paixão, saudade é seu destino enganar corações apaixonados e sofredores nas tabernas das vilas sombrias.
Divina música!
Sopro dos anjos e dos deuses,és minha vida e minha morte,
Meu destino e minha sorte!
Sons de mistérios e de magias em noites de lua cheia olhando o clarão do luar.
Meu vicio preferido que em tudo me faz sorrir e cantar!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ARREPIO

Gracinda Calado

 
Arrepio-me ,quando ouço o barulho da chuva no telhado,
Quando o frio toca em meu corpo tal navalha,
Nas horas de solidão, ouvindo o sino da estação.
Quando o frio envolve o corpo numa sensação de vazio,
Fala de saudades e invade a minha alma de esperança.
Cada pingo de chuva é uma história, uma canção!
Gotas de chuva que rolam também em minha face,
Cansada de chorar e de gritar no silencio da noite,
A espera da lua e das estrelas com sua eterna magia!
Arrepio na minha alma enfeitiçada de luares
Adornada de flores e mistérios do universo,
Enquanto o sol despede-se da terra em brasa!




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BLOG PORTAL DO CONHECIMENTO, ESTE EU INDICO ...

PORTAL DO CONHECIMENTO

BLOG DA  RESPONSABILIDADE DO MEU AMIGO E COLEGA DA FACULDADE DE TEOLOGIA, PESSOA ÍNTEGRA, INTELIGENTE E DEVOTADA  ÀS CAUSAS SOCIAIS.

GOSTARIA DE FAZER REFERENCIA A ESSA PESSOA PELA QUALIDADE DO SEU BLOG: PORTAL DO CONHECIMENTO, QUE VISITEI HOJE E GOSTEI MUITO, PELA ESCOLHA DE SEUS TEXTOS APRESENTADOS A TODOS NÓS, PELO CARINHO DA ESCOLHA...

É UM SEGUIDOR DESTE BLOG, VERSOS E REVERSOS E SEI QUE SEMPRE NOS ACOMPANHA COM MUITA DEDICAÇÃO.
AO MEU AMIGO ROCHA ASSUNÇÃO, O MEU ABRAÇO E OS MEUS SINCEROS PARABÉNS PELO SEU BLOG, QUE É DE BOA QUALIDADE!
UM ABRAÇO DA AMIGA: GRACINDA CALADO.    EM 14/09 /11.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ACREDITEM NO AMOR!

                                Gracinda Calado
Há dois anos ganhei um lindo jarro com uma das flores mais belas que eu já vi em minha vida: Uma orquídea lilás revestida de organdi, encantadora!
Zelei, dei-lhe água, adubo para que vivesse pelo menos uns três meses como haviam me dito que viveria. A cada dia que passava eu ia lá ao jarro da minha orquídea e falava com ela, e pedia que ela não morresse.
O tempo foi passando e o ritual seguia todos os dias, logo que eu acordava ia correndo ver a flor. Seis meses depois me surpreendi com algumas pétalas caídas, outras já murchas, condenadas a morte. Fiquei muito triste!
Todas as pétalas caíram e o pé de orquídea ficou com duas folhinhas, triste eu quase não esperava mais nada dele.
Um dia pela manhã levantei-me e decidi aguar as duas folhinhas, mesmo assim quase sem vida. A cada dia esforçava-me para ver algo naquele jarro que me trouxesse alegria, em vão minhas expectativas. Certo dia acordei e contei o tempo de vida daquela planta que tanto me comoveu um dia! Um ano se passou e apenas uma folha nova apareceu. Não insisti mais, apenas aguava e adubava a planta, pois não queria que ela morresse.
Mais um ano se passou e a minha aflição continuava. Todos já zombavam de mim, pelo tempo que eu estava perdendo com aquela pobre plantinha. Procurei esquecer que ela ainda produziria uma flor sequer!
Plasmem vocês! Hoje dois anos e meio do aniversário da orquídea ela apareceu com galho cheio de botões milimétricos, pareciam pequenos grãos. Animei-me! Coloquei novamente adubo e água fresca! Conversei com ela e para minha surpresa, vários botões se abriram lindas orquídeas enfeitavam aquele vaso, de um lilás perfeito, encantador, mais bonito que a primeira flor! O milagre aconteceu estou feliz, como um filho que acabara de nascer!
Grande Deus do Universo, bendito tu és pela natureza que nos deste! Envia teus anjos para abençoar as minhas lindas orquídeas e que elas vivam pelo menos mais dois anos!
O AMOR VENCEU. ACREDITEM  NELE!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PREÇO DA IDADE

(Gracinda Calado)
Qual o preço da idade?

Direi sem rodeios, nem medos: é o peso da inconformação.

O que não aceitas? Olhar no espelho ou o branco dos teus cabelos?

Tuas rugas no rosto?

Por que não te olhas com olhar de menina?

Este teu olhar de velha inconformada com o tempo é o teu castigo!
O tempo que passou te deixou marcas, fragmentos de uma vida bem vivida!

Ama tua pele, ama o teu coração que tanto amou um dia!

Não rejeite as aparências do tempo, pois nelas está toda tua sabedoria!

Não rejeite os mistérios da tua alma, que ela foi um dia testemunha das tuas vitórias e das tuas alegrias.

Agradeça tudo que da vida tiraste e o que ela te ofereceu!

Confia que um dia passaremos e levaremos o que de mais sagrado temos.

Um dia olharás no espelho da alma e não mais verás as rugas do teu rosto, nem teus cabelos brancos, verás somente a transparência do amor que tu levaste para a outra vida.
Não chorarás de amores vividos, pois o tempo não existirá mais.

Agora aceita o preço da tua idade!

Sonha com flores e jardins.

Não desista nunca de viver!

Crê, um dia ou a cada dia tudo começará novamente!