quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O OLHAR DA LUA
OLHANDO ESTRELAS
terça-feira, 28 de setembro de 2010
ENCANTAMENTO
Sempre amei a noite, principalmente se ela for de lua.
A noite esconde mistérios insondáveis!
Milhões de corpos celestes se espalham pela amplidão, e o céu se manifesta em silêncio inconfundível.
Sempre amei o luar envolvido em nuvens passageiras;
Ora esconde-se, ora se abre para apreciar a terra e derramar seus raios de prata sobre o azul terrestre.
Como é linda a noite! Principalmente quando ela abre seu manto azul cravejados de estrelas sobre nós, são como cristais que brilham na escuridão noturna!
O nosso olhar perplexo fita o luar e a lua generosa espalha o amor entre as pessoas amantes da noite clara.
Os corações em brasas, derretem-se na suavidade dos encantamentos do universo!
Bendita noite que traz os seus mistérios, suas magias, seus encantos aos casais de namorados, testemunhas de amores clandestinos.
Noites de luar, o som dos anjos vem cantar em nossa janela, como uma eterna melodia de natal!
O mar sereno beija a praia e reverencia a noite inconfundível de luar.
Oh noites de primaveras e magias!
Perfumes e estrelas que se confundem em nossos corpos e acalmam nossos corações apaixonados! A noite caminha envolvida no silencio do luar e espera a hora de dormir!
AS BORBOLETAS VOLTARAM
Gracinda Calado
As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores sugam inteiro o roseiral.
Batem as asas, voam cobrindo o milharal.
Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei, meu amor sem igual.
Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos de mil beijos.
Na alcova do jardim em pleno mês de abril.
Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
AOS SETENTA ANOS
Gracinda Calado
Envelheço e não me dou conta disso, pois me firmo em minhas ações presentes e não esqueço o meu passado nem minhas lindas lembranças da mocidade. Sei que não nos transformamos porque envelhecemos, mas porque amadurecemos. Às vezes sinto medo e solidão, mas logo encontro mão amiga, colo quente e braços que me enlaçam com calor.
Envelheço e dou asas à imaginação futura que dorme calmamente em meu espírito jovem. Renovo pactos de amizades comigo mesma, com os outros e com a natureza.
Envelheço e dentro do meu coração ainda pulsa o amor que faz a vida mais bela a cada dia. Para o ódio e as tristezas não deixo espaço no meu coração. Aprendi com a vida somar e multiplicar, nunca diminuir. Cumpro o ritual da vida em harmonia comigo mesma e com meu Criador, que me dá forças para caminhar com os pés no chão, de mãos dadas com a sabedoria.
Envelheço, e na minha caminhada encontro algumas barreiras e as afasto do caminho para ver melhor as flores, os pássaros e a natureza bela. O sol que ainda brilha para mim; sinto o orvalho da noite e vejo a luz do luar com o mesmo brilho que eu via na mocidade!
Envelheço, olhando no espelho minhas poucas rugas e meus cabelos grisalhos, me sinto bonita sem pensar na morte como fim de tudo, como a ultima estação aqui na terra, mas como o começo de tudo que foi preparado para mim.
Envelheço e vivo como as borboletas, sem a preocupação com o fim, pois elas deixam o casulo e se transformam em lindos e coloridos bichinhos!
Envelheço e agradeço a Deus por ter me poupado todo esse tempo, suficiente para fazer meus filhos e netos felizes e muito amados!
domingo, 12 de setembro de 2010
AOS MEUS QUERIDOS IRMÃOS
Gracinda Calado
domingo, 29 de agosto de 2010
AMANHECE!

Amanhece !
O sol derrama sobre a cidade os seus primeiros raios de luz.
Sobre os telhados uma cor laranja feito brasas, se avista ao longe, enquanto a cidade ainda dorme e aos poucos vai se espreguiçando para cumprir o ritual do dia.
O clarão da manhã rompe o mistério da noite e transforma a cidade inteira em luz.
O fantástico espetáculo da aurora vai deslizando sobre os montes, emoldurados pelas flores das serranias, em despedida da noite que passou.
Pela janela aberta docemente, vejo pessoas que passam seguindo seus destinos, passos lentos, compassados, como quem não tem pressa de viver.
Na minha rua, flores se abrem nos jardins e perfumam o ar.
Na moldura das cores, dezenas de borboletas livram-se de seus casulos e fogem fartas de desejos em busca de beijos.
O sol, astro rei, traz vida e transforma todas as criaturas.
Os pássaros cantam nos galhos das árvores anunciando a felicidade de viver em comunhão com o universo.
Olho atentamente a paisagem da rua, enquanto meu corpo preguiçosamente sente a saudade da noite que passou e prenuncio o vazio do dia que virá para mim.
As belezas desta manhã ficarão na memória e nas recordações da minha história.
As saudades do passado me acompanham, e a tua imagem me persegue ainda, mergulhada na alegria daquela manhã de verão.
Pessoas vão e vêem pelas ruas da cidade, rumo ao trabalho cotidiano e em mim as saudades de um amor que se findou.
sábado, 21 de agosto de 2010
CHEIRO DE NATUREZA
CHEIRO DE NATUREZAGracinda Calado
Abro a janela ,sinto um vento suave que vem do mar e com ele um cheiro e gosto de sal que invade meu paladar com aquele sabor que conhecemos desde a pia batismal!
A maresia aumenta a cada hora e as ondas se avolumam, e o barulho é ouvido de longe. As nuvens estão pesadas parecem que vão cair; da terra um cheiro puro de chuva de verão se aproxima desperta nossa sensibilidade interiorana, é o cheiro da mãe natureza!
Da janela emoldurada bate um vento frio e forte com cheiro de mato e de flores...Sinto no meu rosto o gosto da manhã fresca que anuncia um lindo dia!
Na janela ao lado passarinhos fazem ninhos e soltam os últimos gorjeios matutinos. Alguns pingos de chuva fina molham minha face como se fossem lágrimas de saudades, e o meu rosto sonolento se refaz dos pensamentos de outrora!
Continuo olhando a rua e respirando o odor da manhã que invade toda a cidade. O cheiro do café coado se espalha pela vizinhança toda enquanto o padeiro entrega o pão a domicilio. O jornaleiro envolve o jornal em plástico transparente e joga nos jardins das casas. O relógio da Igreja bate as horas !
Apresso-me em tomar minha refeição matinal, depois de uma rápida oração.
A minha janela continua sendo os meus olhos, meus ouvidos e meu olfato.
A insônia me trouxe o dia mais lindo e com ele o sol, a luz e toda a energia do Universo!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
CAMINHANDO COM OS SONHOS
CAMINHANDO COM OS SONHOS
Gracinda Calado
Na vida todos nós temos momentos de altos e baixos em nossas relações.
Muitas vezes nos entregamos inteiramente a uma causa boa ou produtiva.
Viajamos nos sonhos quando o amor acontece.
Somos surpreendidos pelas decepções, os medos, as traições, os desencontros.
Sonhamos e nos sonhos depositamos nossos sentimentos de maneira singela, pura, confiável.
Esses sonhos nos dão esperanças de viver, porque neles fazemos a nossa história.
Nossa caminhada no planeta é uma luta constante. Caminhamos com pessoas sempre ao nosso lado, verdadeiros anjos ou demônios.
Muitas vezes erramos, outras acertamos, assim vamos caminhando nos sonhos.
Eles nos dão forças para enfrentarmos a caminhada do dia a dia.
Quando sonhamos, viajamos nas asas do vento, subimos até aos céus, cantamos pra lua, tecemos fios de prata nas estrelas. Viajamos nos pensamentos.
Através dos sonhos, somos deuses e coroamos reis e rainhas em nossos castelos.
Caminhando com os sonhos, damos asas as nossas paixões, as nossas ilusões e nossas alucinações.
O nosso mundo é fantástico, a nossa alma é transparente e translúcida.A nossa imaginação é mágica e feliz!
O nosso corpo é leve e nossos passos mais sutis.Nossos sonhos nos levam a lugares imagináveis!
Voamos como devem voar os anjos e fazemos festas para os querubins.
Falamos com Deus e nos sentimos parte da criação universal de amor!
Não sofremos, nem sentimos dores na magia louca de sonhar!
Quando deixarmos de sonhar estaremos mortos!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
QUANDO EU ERA CRIANÇA
QUANDO EU ERA CRIANÇA...
Gracinda Calado
“QUANDO EU ERA CRIANÇA PENSAVA COMO CRIANÇA”...
Pensava que os pássaros voavam até chegar ao céu;
Que todas as mães eram santas e puras;
Que os anjos falavam a linguagem do paraíso,
Que só Deus entendia suas falas.
Quando eu era criança pensava que os carneirinhos brincavam
Nas nuvens brancas e eu ficava momentos contando suas passagens.
Que o mar findava no encontro com o céu, por isso era azul.
Que são Jorge montava um cavalinho branco na lua.
Que a alma da gente viajava no espaço e ouvia os sons do universo.
Que as palavras nasciam da música de um piano (por causa da partitura).
Que o barquinho corria ligeiro empurrado pelas ondas do mar.
Que o vento ouvia a gente falar de amores e levava essas palavras para bem longe!
Que no fundo dos oceanos moravam dragões e sereias.
Que nas praias, as conchas, levadas aos ouvidos
Imitavam os sons do barulho das ondas.
Que meus pais nunca morreriam...
Que Deus amava as criancinhas e nunca as deixariam sozinhas.
Que do outro lado do mar, existia uma cidade perdida,
Onde moravam os reis e as rainhas em seus castelos.
Que a tristeza não existia, era coisa de gente grande.
Que a dor e o sofrimento só existem com os poetas.
Que toda alma é música que se toca sempre.
Que a vida é um mistério de Deus,
Que o fogo é feito de feitiço e de magia,
Que Deus mora nas igrejas e passeia com os anjos no céu.
Hoje, penso como gente grande: a alma sente nostalgia e muitas vezes é prisioneira.
Hoje me vejo ainda como criança quando volto ao passado,
Meu coração ainda pulsa como criança, mas não fala como criança,
Nem pensa como criança.
Como adulta, faço a viagem em sentido contrário.
Rastejo-me nas pegadas de minha infância feliz e abençoada.
Hoje minha alma sente saudades das minhas origens.
Às vezes se sente estranha, acanhada...
Anda para trás e navega ao sopro das recordações;
Hoje minha alma é de poeta, sofre a dor de ‘enganador’;
Nos versos que eu quero arrancar de meu interior!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
RETRATO DE MEUS PAIS
RETRATO DE MEUS PAIS
Gracinda Calado
Abri o álbum, por um instante, me emocionei...
Quem poderia me fazer ficar tão triste?
Um casal de braços dados como antigamente.
Chorei de emoção ao ver a velha fotografia
Não quero mais ver esta foto antiga,
Pois ela só me traz recordação.
Vejo meus pais, alegres, sorridentes,
Como se o tempo não passasse para eles.
Infelizmente já passou, ficou a saudade.
O que será de mim agora, nessa hora,
Sem eles, sem minha alegria e minha história.
Morrerei de saudades e de recordações.
Meu pai nos seus oitenta anos bem feliz,
Minha mãe nos seus setenta bem vividos.
Doces lembranças de amor e de felicidade!
Os filhos ao redor da mesa cantam parabéns,
Os netos gritam parabéns! Paz e felicidades!
Saudades de ti meu pai, e de ti minha mãe!
Volto ao passado tão distante sinto frio...
Onde ficaram aqueles que eu amava tanto
Meus olhos enchem-se de lágrimas sentidas.
Pareciam imortais na minha infância,
Na eterna felicidade dos seus filhos,
Onde estarão vocês agora meus pais?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
AS BORBOLETAS VOLTARAM
AS BORBOLETAS VOLTARAM
Gracinda Calado
As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores sugam inteiro o roseiral.
Batem as asas, voam cobrindo o milharal.
Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei, meu amor sem igual.
Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos de mil beijos.
Na alcova do jardim em pleno mês de abril.
Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
OS SINAIS DE DEUS NA NATUREZA
OS SINAIS DE DEUS NA NATUREZA
Gracinda Calado
Tudo que de mais belo existe na natureza são sinais de Deus.
Os pássaros que voam em bando nas campinas verdes ao despertar das manhãs, os passarinhos que alimentam seus filhotinhos no ninho, os que gorjeiam ao nascer da aurora!
Os mares com suas ondas esmeraldas quando cobrem de espumas as areias brancas da praia, as ondas que embalam sonhos de marinheiros e de pescadores.
As matas, as plantas silvestres, a flores, as árvores com seus frutos, os rios e os ribeirões, as cascatas, os grandes lagos...O céu azul de anil, as estrelas cintilantes, a luz do luar que ilumina as noites escuras, os astros e planetas, as poderosas constelações que enfeitam nossa galáxia.
Os sinais de Deus estão por toda parte, na voz dos animais, no murmúrio dos rios, no vento, na noite escura, no canto do rouxinol, nos segredos das florestas, na amplidão do universo, no canto da sereia, no borbulhar das águas claras, na fúria dos vulcões, na força dos vendavais...
Os sinais de Deus estão no sangue que corre em nossas veias, no nosso coração, no ar que respiramos, na energia do sol que nos ilumina e nos aquece, no sabor das frutas e no perfume das rosas, na beleza do arco Iris, nas cores do arrebol.
Deus a suprema perfeição, nos deu tudo isso de presente para que possamos sentir em todas as horas de nossa vida o sopro divino da sua eterna criação!
sábado, 12 de junho de 2010
NATUREZA VIVA
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NATUREZA VIVA
Gracinda Calado
Em meu pequeno jardim observo alguns animais e fico perplexa ao ver que cada um tem sua personalidade, seu modo de se conduzir, de se comportar, de interagir com a natureza.
Bem ali subindo no galho da árvore uma lagarta verde, cheia de pernas se contorce lentamente à procura de folhas verdes fresquinhas, novas e delicadas para comer. Seu corpo é de uma flexibilidade espetacular e seu contorcionismo é idêntico ao dos artistas de circo.
Fico atenta às borboletas douradas que dificilmente aparecem por aqui. É de extraordinária beleza e sedução. Ficam paradas no ar vibrando as asas, depois voam em outra direção. No mesmo instante, outras borboletas aparecem de cores multicoloridas como arco-íris. Elas chegam exibem suas asas brilhantes e fogem rapidamente.
Mais adiante numa papoula vermelha que acabara de desabrochar, chega um beija-flor faceiro, bate as asas com força que parece até uma música! Fica quase parado no ar e suga o mel da flor mas não se satisfaz, corre a beijar outra papoula amarela. A variedade de cores se mistura, o azul do beija-flor com a cor amarela da flor, as ramagens verdes e outras papoulas vermelhas tudo se combina, tudo se confunde com a natureza do lugar.Tento sair dali, não posso, pois está tudo muito interessante!
Sabe quem chegou de repente? Um velho sapo que meus netos chamam de “cazuza”, todos os dias ele chega passeia em todo o jardim, come alguns mosquitinhos e fica ali parado na beira da água esperando outras presas. “Cazuza” já está velho, há anos que nós o conhecemos aqui entre as gramas e nas plantinhas rasteiras onde os besouros fazem a festa de todas as manhãs.Deixo o velho sapo no seu canto e volto o olhar para o meu gatinho que está quase sentado na mureta do jardim apreciando todo movimento lá em baixo. Seus olhos azuis brilham e sua atenção é tão grande que parece está pensando algo que não sabemos, pois ele não se move, parece uma estátua viva.
Seu nome é Nino, muito meigo e manhoso, não se mistura com outros gatos, parece que é preconceituoso, só porque seu pelo é belo, marrom, sedoso, sua raça é siamês.A sua idade ninguém acredita, mas tem 17 aninhos é muito feliz!
Acho que eu já falei demais. Assim nessa carreira vou longe! Depois conto a história de outros animais.A lagartixa branca, a barata cascuda, a perereca rosada, e as abelhas africanas no caramanchão.Os sapinhos filhos do “cazuza”, só chegam à noite para divertir a criançada.
BALADA DO VENTO
BALADA DO VENTO
Gracinda Calado
O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.
Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.
Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.
Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia os corações.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
SENHOR JESUS!

SENHOR JESUS!
GRACINDA CALADO
Volto a ti como filha, criatura saída das entranhas da tua inteligência e da tua misericórdia.Peço-te Senhor Jesus que nunca se apague de minha memória, o brilho do olhar dos pobres, teus amigos.Que eu não deixe de reconhecer em ti a grandeza de um Deus criador e onipotente, que rege todas as coisas visíveis e invisíveis;Que em meu peito bata sempre um coração para amar de verdade, acima de qualquer preconceito ou adversidade; Que reine sempre em meu olhar de mãe a luz da verdade e do amor acompanhada de paixão e misericórdia, mesmo quando eu não for mais compreendida pelos meus filhos e meus amigos. Que nas caladas da noite os meus sonhos não sejam contaminados pelo medo e pela solidão; Que em minha vida seja eu sempre a que erre, que saberei compreender os mistérios do teu perdão; Que a minha história de vida se complete quando eu já tiver realizado tudo que preparaste para mim; Afaste do meu coração o medo do futuro e do desconhecido pois eu sei que tu estás sempre ao meu lado, como fizeste quando fui arremessada em acidente de carro; socorreste-me em pleno dia de Natal, isto para mim foi o melhor presente, saber que tu me amas de verdade e estás sempre a me proteger. A minha vida não teria sentido se Tu não existisses no meu coração e na minha pobre alma que luta para viver com dignidade. Ajude-me a caminhar firme, mesmo que meus pés tropecem nas pedras e sangrem nos espinhos; Volve o teu olhar de Pai amoroso para toda a minha família, não deixe que ela se desvie do teu caminho de paz e amor, ajude-a a enfrentar as dificuldades do dia a dia com confiança na tua força e na tua misericórdia; Que o raio do teu amor me cubra de bênçãos, agora e na hora da minha vez ultima aqui na terra. Que eu possa contigo cantar os louvores do céu!
domingo, 30 de maio de 2010
CENÁRIOS DE VIDA
CENÁRIOS DE VIDA
(MEUS NETINHOS)Gracinda Calado
Nossa infância marca um cenário de nossa vida.
Somos crianças ainda pequenas, indefesas, dependentes.
Seguimos os rastros da luz, caminhamos sem destino, sem nada questionar.
Queremos explicações de tudo que nos rodeia, nos incomoda, nos aflige e nos castiga.
Crescemos adolescentes, sem muitas explicações. Só vemos o que nos interessa e só queremos o que não é pra querer, assim dizem nossos pais.
Estudamos, brincamos, corremos, cantamos, a vida é pura alegria, porém de repente tudo fica chato, cinzento, triste, nada queremos. Que cenário esquisito!
Logo seremos adultos, melhorar ou piorar...
Somos adultos: aí tudo se complica. Sabemos de tudo, temos a sabedoria incondicional dos poderosos, dos que marcam suas vidas com a experiência majestosa dos que viveram mais e aprenderam mais.
Temos mais problemas existenciais, sentimentais, culturais, sociais, financeiros, amorosos, de relacionamentos etc.
Em nossa vida vivemos aprendendo e errando, errando e aprendendo, em todos os momentos somos policiados por nós mesmos, pelos outros, pela sociedade que não nos paga nada pra isso. Nossa vida é uma escravidão social, onde o que vale é o que tem mais, onde deveria ser o que ‘é mais e oferece mais’. É o cenário da incoerência.
Quando ficamos idosos, velhos e carentes, somos incompreendidos pelos familiares e pelos amigos somos abandonados. Quem se arrisca a querer ser nosso amigo?
Somos inúteis, incompetentes, desajeitados, doentes, desarrumados, surdos, mudos, só falamos demais...O nosso cenário é de penúria e doçura. Há os que se penalizam de nós, somos velhinhos, engraçadinhos parece que somos anormais...
Questionamos o que vivemos, agora vamos pra onde?
Para o céu dos normais? Já vivemos todos os cenários!
sábado, 22 de maio de 2010
O VENDEDOR DE FLORES

Gracinda Calado
Numa esquina da cidade seguia vendendo,
O jovem vendedor de flores mimosas.
De um lado para o outro oferecia rosas.
Vendia como se fosse a ultima do buquê.
Rosas vermelhas, brancas, azuis, amarelas,
Rosas mimosas, rosas como jóias raras,
Rosas viçosas perfumadas, singelas,
Rosas dos jardins mais lindos do coração.
O vendedor de rosas seguia vendendo,
“Queres uma rosa, é preço de ocasião”,
“Compre moço esta rosa tão formosa!”
“Presente para um feliz e amado coração!”
“Compre moço esta belíssima rosa,”
“Quem sabe para enfeitar outra rosa,”
Aquela que tem alma e coração,
Vermelha como carmim de emoção.
Sai por aí vendendo outras rosas,
Quem as comprará seu perfume?
São rosas- menina, rosas- mulher.
Rosas regadas no pé, são rosas cheirosas!
sábado, 8 de maio de 2010
A MEDIDA DO AMOR

A MEDIDA DO AMOR
Pe. Virgílio,ssp
O amor que Cristo revelou não é um sentimento vazio e indefinido. É a essência da vida, a essência do cristianismo. Mais ainda, é a essência do próprio Deus: “Deus é amor”.
Quando proclamamos que o amor deveria ser posto como base da convivência humana, podendo substituir e dispensar todas as leis, não estamos descambando no ridículo. Apenas estamos afirmando que Deus deveria ser posto como base da convivência humana.
O amor cristão não encobre as injustiças e a violência dos poderosos; ao contrário, revela-as aos olhos de todos, a fim de serem desmascarados. Não resolve as lutas entre as classes sociais com um simples aperto de mão, mas arranca pela raiz as causas que geram as lutas. Não apenas exige o perdão das ofensas, como também postula a conversão do agressor.
As medidas perfeitas do amor cristão foi o próprio Jesus que as estabeleceu: “como eu vos amei”. E até que ponto ele nos amou, bem o sabemos: entregando a própria vida. Amou-nos até a última gota do seu sangue.
Nossos antepassados da antiga aliança não tinham Cristo como modelo de amor. Nós O temos. Está na hora de entrarmos em sintonia com Ele, para finalmente acertarmos as medidas do nosso amor.
terça-feira, 4 de maio de 2010
COMO UMA FOLHA NO AR

COMO UMA FOLHA NO AR.
Gracinda Calado
Seguindo o rumo do vento, a vida segue o destino como uma folha no ar.
Muitas vezes o vento sopra a favor da ‘folha’ levando-a para bem longe, subindo e descendo conforme a força das correntezas.
Às vezes o vento sopra ao contrário e a folha desce, rodopia no ar como um balão sem rumo.
A controvérsia da vida nos leva para longe desfazendo nossos planos, nossos projetos e nossas emoções caem nas depressões infinitas do destino.
Algo nos impulsiona para cima e como uma folha ao vento, segue o seu rumo, nem percebemos que um dia poderemos rodopiar no espaço sem porto para parar.
O que fazer nessa imensidão etérea diante de tanta insegurança e incerteza tomadas pela garantia que nunca cairemos? Uma mão amiga pode nos ajudar nessa corrida maluca que é a vida quando solta no ar como uma folha ao vento nos leva para bem longe.
Só há um caminho: segurar na mão daquele que nos criou e está sempre ao nosso lado para nos amparar e nos mostrar a rota certa do caminhar firme, com os pés no chão.
Nosso Senhor Jesus Cristo é como um barqueiro que nos guia mar a fora seguindo sempre o caminho do vento para além das tempestades.
Nunca devemos nos deixar levar pelas correntes que nos sufocam com seus altos e baixos e nos deixam tontos sem visão para escolher o que é certo para seguirmos caminhando. Acordados e seguros saberemos definir o que de melhor será para nós.



