sábado, 28 de novembro de 2009
MARCS DO QUE SE FOI...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LÁGRIMAS.
Gracinda Calado
Quando uma lágrima cai é o coração que chora a falta de Deus.
Lágrima é o sangue transformado em líquido quente, salgado.
Quando choramos, expulsamos através das lágrimas os males do nosso penar.
Arrastamos ilusões, decepções, sofrimentos guardados, escondidos...
Volvemos aos páramos da sublimação da alma aflita no vazio imenso.
A lágrima que cai, é como um rio de segredos e de enredos,
Sopro quente de Deus na amplidão infinita do nosso mundo irreal.
Lágrimas são pérolas quentes, são jóias luzentes no abismo do ser.
Lágrimas, mistérios da natureza , magia da solidão, mergulho na imensidão do céu.
Lágrimas, remédio para as dores dos males de amores e dos casos singulares.
Benditas lágrimas! São como gotas de cristal a refletir a paz!
sábado, 21 de novembro de 2009
MINHA ÁRVORE DE NATAL

Gracinda Calado
Pensei fazer uma árvore com tudo de bom que eu tenho guardado.
Como as grandes árvores que conheço, inicio pelo ‘começo’.
Na raiz ponho adubo, que é o amor do meu coração.
Meu fertilizante preferido é o carinho, a amizade, a união.
No seu caule forte e viçoso, a gratidão de meus filhos e o calor de meus netos.
Minha árvore é bem florida!
Nos seus galhos toda a força e seiva da vida!
Galhos frondosos, muito verdes, cartões postais verdadeiros.
Meus irmãos, meus amigos, as amizades escolhidas.
Em sua copa, lembranças dos meus pais tão queridos!
Na ponta de cada galho uma luz, assim a árvore fica enfeitada,
E no dia do aniversário de Jesus, vou com ela adorá-lo.
Lá no alto, no galho mais distante, para que todos vejam minha árvore.
Colocarei uma faixa, toda feita de orvalho: “Hoje é aniversário”,
De um menino prodígio.
De tanto amar o seu povo, morreu no madeiro sagrado”.
As flores de cada galho são vermelhas de carinho,
São brancas e perfumadas, carregadinhas de paz.
Algumas são amarelas, são como o ouro de ofir
Outras são multicores, são jóias de primaveras.
Jesus morreu / Ressuscitou para maior glória da gente,
Um dia voltará glorioso, triunfante e reluzente!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O MAR E SEUS MISTÉRIOS

O MAR E SEUS MISTÉRIOS
Gracinda Calado
O mar quando encrespa suas ondas, demonstra seu estado natural de fúria.
Os marinheiros que navegam nos mares sabem que eles escondem segredos e mistérios.
Nas profundezas dos mares bravios, milhões de seres habitantes das mais longínquas cavernas, vivem sem ver a luz do sol, nunca tiveram contato com as pessoas e não conhecem a superfície do mar.
Mares que se espalham por todos os continentes, levam saudades e trazem alegrias, nos seus caminhos entrelaçados de marés e de impetuosas ondas.
Seus segredos não revelam a ninguém ,nem seus mistérios. Testemunhas eles são de vidas que se foram ceifadas pelo destino cruel das suas ondas enfurecidas. Repousam no solo úmido dos seus leitos aglomerados de crustáceos e de peixes, talvez de lindos cristais.
Poucos homens se atrevem enfrentar essa aventura de explorar seu solo fértil, onde a natureza exuberante abusa de sua fertilidade noite e dia.
Mar cravejado de esmeraldas em suas ondas verdes!
Em majestoso abraço entre o céu e a terra, vem a lua refletir em seu corpo azul, da cor do céu em noites enluaradas.
Mar que nos apavora e nos amedronta; mar que nos enleva em pensamentos e mistérios...
Mar que nos alimenta e nos envolve em poesias.
Mar das grandes viagens e histórias de dragões. Mar das fantasias, mar das alegrias e dos soluços escondidos nas noites de solidão. Mar dos marinheiros destemidos, apaixonados pelo balanço das ondas frias. Mar do verbo amar e das canções de ninar!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ESTRELAS NO AZUL DO CÉU!

ESTRELAS NO CÉU
Gracinda Calado
Quando eu era pequena, ficava horas inteiras olhando o céu à procura de alguma estrela que caísse no mar.
Comecei a imaginar que entre o céu e a terra havia uma grande cumplicidade tendo o mar como berço de todas as estrelas que caiam.
O seu vôo era um caminho cintilante, que cortava o céu e se despencava sorrindo como se aquela viagem fosse conduzida por Deus, sem medos de se precipitarem nas alturas.
Uma mão divina levava todas as estrelinhas e as conduzia numa viagem maravilhosa em direção à terra!
A mesma mão que fez o céu, a terra, os planetas, os cometas, todas as estrelas, a lua, as plantas, os animais, o homem, TUDO, com suas perfeições inigualáveis.
Somente um poder supremo poderia fazer tão inigualáveis seres!
Ficava assim por alguns momentos de admiração e reflexão, via em tudo a presença de um Deus que ama e nos presenteia com tão maravilhosos presentes! Nada nos impede de apreciar tudo isso em sua magnífica beleza.
Quão grande presente Deus nos deu, apreciar o firmamento, sonhar com estrelas, viajar até o fim do horizonte e beijar o sol, viajar com os pássaros, acordar com os pardais, ouvir o canto das ondas do mar, o murmúrio dos rios, o palpitar dos corações!
Fazemos parte de tudo que nos rodeia. Triste seria a terra se não tivéssemos o céu azul , a luz do luar, as estrelas, o sol que nos aquece, o barulho das ondas que cantam sem cessar, o verde do mar, suas brancas espumas deitando na areia, o vento batendo em nossos cabelos, o gorjeio dos pássaros, o sorriso de uma criança, um abraço de uma mãe carinhosa, uma voz em oração, um riacho e uma canção de ninar!
Algum dia serei estrela, e lá no infinito azul do céu cantarei com os anjos lindas canções e rezarei fervorosas orações para glorificar ao meu Deus! Obrigada Senhor!
domingo, 8 de novembro de 2009
A MORTE DE UMA ESTRELA

A MORTE DE UMA ESTRELA
GRACINDA CALADO
A estrela pálida agoniza, enquanto milhões de estrelinhas nascem!
Numa galáxia bem distante, onde nem o sol chegou, uma luz cor de vinho suspira em espumas brancas, girando até encontrar a cor da luz. O céu aparece todo amarelo, fugindo da solidão do espaço sideral, enquanto os anjos cantam uma canção para acompanhar a estrela que adormece quase morta.
Suspiros de agonia soltos no espaço, se transformam em mágicos luzeiros, e a estrela agoniza e morre. De repente um círculo misterioso se formou,e contornou o céu, girando em todas as direções tragou para o seu interior a estrela que morreu.
Surgiu então dentro da estrela uma rajada de luz azul,e fez nascer dentro de si milhões de estrelinhas que brilhavam sem parar, ofuscando a noite escura sem luar.
Festa no céu! As estrelinhas de todas as cores se espalharam na imensidão do universo.
Todos os planetas e cometas chegaram para festejar a ocasião!
Na terra o verde do mar se encrespou para receber a estrelinha azul que caiu; chegou a terra para proteger os homens, filhos de Deus!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
TUAS MÃOS!
TUAS MÃOS!
Gracinda Calado
Tuas mãos enrugadas pelo tempo,
Pelo trabalho e pelo zelo de servir.
Tuas mãos mimosas, perfumadas,
Abraçam meu corpo em contratempo,
Erguem-me ao mais alto pedestal de amor.
Mãos que agradam e batem palmas,
Mãos que acariciam docemente o filho,
Mãos que viveram e conviveram
Mãos que sustentam e abençoam,
Mãos que batizam e purificam.
Tuas mãos tão delicadas, carinhosas,
Tuas mãos por onde corre o sangue vivo
Tuas mãos tão delicadas e perfumosas
Tuas mãos que seguram meu destino,
Mãos de mãe e de mulher maravilhosa!
Mãos que embalam nossos corações,
Mãos que adormecem e tecem carinho,
Seguram o tempo e o berço do filhinho,
Enlaçam o abraço do pobre velhinho;
Mãos que sempre rezam orações!
Mãos, tuas mãos! São minhas mãos!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A VIDA DAS BORBOLETAS

GRACINDA CALADO
EM UM PEQUENO JARDIM DEZENAS DE CASULOS PENDURAM-SE NOS GALHOS FLORIDOS DAS TREPADEIRAS.
ESPERAM O TEMPO DE PARTIR.
DEPOIS DE VIVEREM ASSIM PRISIONEIROS, SEM VER A LUZ DO SOL, SOLTAM-SE VAGAROSAMENTE OS CASULOS, SE ABREM E VOAM EM BUSCA DE SEUS SONHOS.
SÃO LINDAS BORBOLETAS MULTICORES, PERFEITA CRIAÇÃO DA NATUREZA. VOAM EM ZIGUE ZAGUE OU DANÇAM NAS COPAS DOS GIRASÓIS OU DAS ROSEIRAS, ENFEITANDO OS CANTEIROS DOS JARDINS.
INVADEM O AR, FAZEM A FESTA NO MEIO DE MIL CORES E DOS PERFUMES DAS ROSAS E DOS JASMINS.
O TEMPO DO CASULO FOI UM TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA VIDA.
O CASULO SE ABRE, ABREM-SE AS ASAS DAS BORBOLETAS PARA ENFRENTAR OS PERIGOS QUE A VIDA LHES OFERECE.
MUITAS VEZES NO MEIO DAS FESTAS E DAS BELEZAS É QUE O MUNDO LHES APRESENTA, PORÉM UM PEQUENO ACIDENTE PODE TIRAR-LHES A FRÁGIL VIDA.
ASSIM SOMOS NÓS, COMO PEQUENAS BORBOLETAS EM FESTA.
AO PEQUENO ACIDENTE PODEREMOS PERECER DEPOIS DE PASSARMOS POR TODOS OS ESTÁGIOS DA VIDA, ORA LAGARTAS, ORA CASULOS, E ENFIM BORBOLETAS.
NASCEMOS, VIVEMOS E MORREREMOS UM DIA.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
VIAJANTE DAS ALÁCIAS

Viajante das galácias
Gracinda Calado
Viajante das estrelas sei que fui um dia!
Andei errante nos céus que guardam os grãos de estrelas mortas.
Passei despercebida em frente mil galáxias e planetas cintilantes.
Sorvi o ar do etéreo e místico esplendor do cosmo em ebulição.
Nas caladas da noite fiz meu ninho nas estrelas vivas pequeninas,
Dancei ao som do vendaval dos astros e do sol,
Senti o vento do luar que abraça a lua inteira.
Pisei no chão lunar, na areia branca reluzente,
Senti o cheiro de Deus lá nas alturas; rezei uma oração
Para que meu coração nunca se canse de bater feliz!
domingo, 18 de outubro de 2009
SE EU TE ENCONTRAR...

SE EU TE ENCONTRAR...
Gracinda Calado
Quando a noite vem chegando com seu véu noturno,
Paro e penso em te encontrar na garoa fina que cai.
O mar silencia o som das suas ondas para te esperar.
A noite cai trazendo com ela a solidão dos poetas.
No céu as estrelas piscam esperando uma resposta minha,
Para que eu possa te encontrar e realizar meu sonho de felicidade.
Se eu te encontrasse seria tão bom, tão romântico, uma noite assim!
A areia fina da praia se estende tal qual um manto branco,
As estrelas soltam beijos de luz; na esperança de te encontrar.
A lua chega para te receber e te acolher em seus braços de brilhantes.
Num só abraço te enlaçarei com meus braços fortes nessa noite azulterça-feira, 13 de outubro de 2009
AOS PROFESSORES

AOS PROFESSORES
(Gracinda Calado)
Dia dos professores!
Dia de reflexão, de pensar a profissão escolhida.
Dia de festejar com os alunos o dia do amigo de todas as horas, aquele que vive em função do seu próximo todos os dias de sua vida.
A missão do professor é curar as feridas da alma, é levar luz aos que vivem na escuridão do saber. Lutar para transformar o cidadão do mundo, com suas paixões, suas opiniões,
Ideologias; agarrar-se ao projeto de um futuro melhor para todos, nesse mundo de incertezas, grandes transformações tecnológicas, científicas, e educacionais.
Quando o desânimo bate em nossa porta e as tentações são fortes demais, ou quando vacilamos, tem uma voz que grita mais alto aos nossos ouvidos, é a do professor. Conselheiro, amigo, companheiro, são as qualidades desejadas pelos alunos.
Ser professor é uma experiência fantástica de vida!
Quando ama, suporta decepções, ingratidões, aprende a ser melhor, mais compreensivo, alegre e mais feliz.
Aprende muito com os alunos também. O dia a dia, é um convívio de irmãos, de amigos, não pode ser diferente.
O professor é aquele que fica marcado para sempre em nossos corações.
É um pedaço de nós mesmos, quando ele divide o seu saber, ou partilha conosco sua história, sua própria vida.
Ah! Quem me dera, neste dia homenagear a todos os professores com rosas; escolheria as que tivessem os melhores perfumes e as mais fascinantes cores, pra cobrir a todos eles com pétalas perfumadas.
Faria um enorme tapete multicolorido para que sua passagem aqui na terra fosse mais festiva, alegre, amena e mais feliz!
Parabéns nobre professor no seu grande dia!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
MIRAGEM

MIRAGEM (PARA ALDEMAR)
Gracinda Calado
Senti saudades de você,
Corri pra ver o luar.
Eu vi você numa estrela,
Não me cansei de olhar!
Você brilhava tanto!
Sua cor era branca,
Cristalina, cintilante,
Ofuscante, purpurina!
Soltei beijos pra você,
Tive vontade de ir até lá.
Senti um forte desejo de
Tocar teu corpo estelar!
CADEIRAS NA CALÇADA

CADEIRAS NA CALÇADA
MEMÓRIAS DE BATURITÉ
Gracinda Calado
Todas as noites soprava o vento do Cangatí. O calor era grande e na calçada todos se reuniam para tomar uma fresca na hora que o vento passava.
Ali , na calçada pessoas passavam, algumas paravam para trocar um dedo de prosa.
Não havia quem não se aproveitasse daquela situação singular, com suas cadeiras de balanço na mesma hora e local na calçada.
Vizinhos se reuniam para aproveitar o frescor nas largas calçadas da cidade.
Vendedores de picolé, de coxão de noiva,’ tijolim,’ cocada, puxa-puxa, etc.
.Iam e vinham vendendo seus produtos e guloseimas aos freqüentadores das calçadas.
Os assuntos que saíam nas conversas, dependiam dos acontecimentos daquele dia: quem fugiu com quem, quem se casou com quem, fulano se separou, a filha do sr.F está no caritó, o menino do casal R, nasceu, e por ai se desenrolava até meia-noite o “converser.” Às vezes as gargalhadas ecoavam no silencio da quase madrugada, quando a conversa era engraçada.
Quem morreu, quem nasceu, todos os freqüentadores das calçadas sabiam logo, e ao,amanhecer as noticias saíam quentinhas como o pão da padaria mais próxima.
Em meia hora toda a cidade já sabia o que acontecera durante a noite.
Mesmo assim era muito divertida a vida naquela cidade!
Hoje não se pode mais sentar nas calçadas...
Todos se fecham em seus portões e obrigatoriamente vão assistir televisão.
Até quando viveremos assim, prisioneiros, dentro de nossas próprias casas!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
CANÇÃO DO TEMPO

CANÇÃO DO TEMPO
GRACINDA CALADO
CANÇÃO DO TEMPO DE CRIANÇA NO JARDIM,
ENTRE AS FLORES MATINAIS, ORNAMENTAIS.
CANÇÃO DO VENTO NA JANELA FAZ PENSAR .
CANÇÃO DA NOITE FRIA NAS RUAS ABERTAS,
CANÇÃO DOS NAMORADOS NOS CORETOS,
CANÇÃO DO MAR NAS PRAIAS DESERTAS,
CANÇÃO DO FILHO PRÓDIGO NO CINEMA,
CANÇÃO DOS SEUS CABELOS EM CARACÓIS,
CANÇÃO PARA NINAR VOCÊ E EU,
CANÇÃO DE UM IMENSO AMOR!
CANÇÃO DO TEMPO E DO LAMENTO
CANÇÃO DO NEGRO ESCRAVIZADO,
CANÇÃO DE UMA GRANDE DOR!
domingo, 4 de outubro de 2009
A NATUREZA CHORA SILENCIOSAMENTE

Gracinda Calado
Aonde eram flores, rosas e chorões,
Hoje plantas daninhas, lodos e musgos.
Nas encostas verdejantes, tapetes de avencas,
Hoje plantas selvagens nascidas nos grotões.
Os rios já não correm mais com tanta coragem,
Os pássaros já não cantam mais suas canções,
Tudo perdeu o sabor e a cor, não há aragem,
Só sequidão, devastação, no coração da serra.
O orvalho da manhã cai preguiçosamente
Das pétalas das rosas em extinção secreta.
Não se ouve no telhado o canto da cotovia,
Partiu sem dizer nenhum adeus saudosamente.
A natureza chora o silencio da escuridão da mata,
Ninguém ouve seu soluçar de agonia e dor.
Suas lágrimas caem como a seiva das plantinhas,
Que morrem ao calor do sol que lhes maltrata.
O rio corre sempre lentamente todo ano,
Como um velho caminhando em ziguezague,
Roubaram-lhe as forças de seguir andando,
Rumo ao destino puro e natural do oceano.
O vento agora passa ligeiro como quem domina
a vida, cheia de verdes e amarelos caules,
Devasta tudo de maneira atrevida e pequenina,
nos rincões da serra, da cidade e dos sertões.
Como era linda a natureza em festa e cor,
Quando os pardais faziam belos festivais,
Todos cantavam para agradecer a vida,
Nas manhãs de lindos e dourados matinais.
Um dia choraremos a falta do verde e da campina,
Da luz do luar, do canto do galo e do rouxinol,
Da água caindo em dias de chuva na colina,
Do verde do mar, do canto dos pássaros e do arrebol.
sábado, 3 de outubro de 2009
FLOR DO CACTUS

Gracinda Calado
Quem disse que a rosa é a mais bela?
A flor do cactus entre todas as flores
É a mais bonita a mais faceira e mais singela.
Nasce entre espinhos, sem medo de morrer,
Sua beleza encanta até quem lhe despreza,
Respira altaneira com vontade de crescer.
Nunca se viu assim tão invejável flor,
Com ares de princesa ou de rainha,
A flor do cactus, é a flor do bem e do amor.
Na sua história de perfeição real,
Outras existem que sempre a invejam,
Sua cor, sua beleza, seu perfume natural.
Flor do asfalto, das pedras e das caatingas,
O seu destino é enfeitar e perfumar
Todos os espinhos que lhe transpassam
Sem correr sangue, nem lágrima a derramar.
Eu queria ser como a flor do cactus,
Em vez de chorar a dor de espinhos,
Perfumar as lágrimas de amores.
domingo, 27 de setembro de 2009
TUDO ME FALA DE SAUDADES

Gracinda Calado
Dia de chuva, água caindo no telhado,
Gotas de pingos reluzentes, transparentes,
Enchem a minha alma de doce molhado.
Céu azul na amplidão do infinito,
Poeiras de estrelas na imensidão,
Pintam o céu num quadro mais bonito.
Noites iluminadas de luar no céu azul,
Treme meu corpo na escravidão serena,
No espaço sideral a imagem de Jesus.
Riacho que corre manso e transparente,
Águas claras, música suave de agonia,
Deslizam sobre pedras de cristais ardentes.
Mar, doce mar que embala as ondas,
Embala os meus sonhos de criança,
Na agonia da maré quase vazante.
sábado, 26 de setembro de 2009
MIRAGEM

MIRAGEM
Gracinda Calado
Senti saudades de você,
Corri pra ver o luar.
Eu vi você numa estrela,
Não me cansei de olhar!
Você brilhava tanto!
Sua cor era branca,
Cristalina, cintilante,
Ofuscante, purpurina!
Soltei beijos pra você,
Tive vontade de ir até lá.
Senti um forte desejo de
Tocar teu corpo estelar!
Será que todas as estrelas,
São assim como você?
Quanto mais a gente olha,
Mais vontade tem de vê-las?
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O MEU DEUS É O DEUS DA VIDA!

O MEU DEUS É O DEUS DA VIDA!
Gracinda Calado
A vida explode toda em verso
Na amplidão do infinito céu azul,
Nas profundezas do mar imenso,
Nos ninhos dos pássaros do universo.
Nas grutas livres e escurecidas,
Nos rios que correm para o mar,
Nas profundezas da mãe terra,
Nos abismos e lugares esquecidos.
Nas matas densas e nas serranias,
Nos lugares aonde não chega o sol,
Na casa do “muito pobre” e do rico,
Onde morre e desponta o arrebol.
Meu Deus é o Deus da vida!
Do desabrochar das primaveras,
Da solidão do outono e do verão,
Do frio do inverno e da serração.
O meu Deus é o Deus do amor divino,
Do homem, à sua imagem e semelhança,
Do Pai do Filho e do Santo Espírito,
Que vivem em nós todos os dias de nossa vida!
Em 19/09/2009.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MARCAS QUE SE FORAM PELO CHÃO DA VIDA.
