quarta-feira, 31 de outubro de 2007

SE EU MORRESSE AMANHÃ


SE EU MORRESSE AMANHÃ
( Gracinda Calado)

Levaria as lembranças da minha terra, onde dias felizes eu vivi.
Levaria as alegrias do tempo da mocidade, dos arroubos da juventude esquecidos no tempo. As canções que eu gostava de cantar em noites de luar.
As lembranças de meus pais e meus irmãos, meus amigos mais chegados.
Levaria comigo as saudades das famosas férias de junho no sítio de minha irmã, no alto da serra, onde se ouvia a noitinha o canto das cigarras em desespero no verão.
As lembranças das festas e dos salões enfeitados nas noites de são João.
Ah! Se eu morresse amanhã, levaria comigo todos os conhecimentos que aprendi nos livros e na minha vida.
Levaria as saudades dos meus filhos e a amizade dos amigos verdadeiros de todas as horas.
Acima de tudo levaria a felicidade de ter sido mãe e de ter sentido o aconchego dos meus filhos no meu coração.
Levarei a triste saudade do beijo dos meus netinhos.
Sei que não irei amanhã, pois não completei ainda o ciclo missionário de minha vida.
Não brigarei com o tempo, só peço a Deus que me espere mais um pouco!

AO MEU AMOR

AO MEU AMOR
( Gracinda Calado)

Ao meu amor que hoje faz anos de vida eterna:31 de outubro.

Gostaria de te dizer neste dia que nem tudo está como era antes.
E as saudades a cada dia tomam rumos diferentes.
Os nossos filhos cresceram e tiveram filhos que tu não conheces.

Os nossos netos são lindos, e em cada um vejo-te de perto.
Como é triste uma separação.
O lar perdeu a graça, a cor, somente sombras me perseguem,
Recordações e fotos já antigas, quase apagadas do nosso casamento.

Como tu eras lindo! Eu era muito feliz contigo e não sabia.
O orgulho me fez perder muito tempo ao teu lado,
Feito menina, mimada por ti, sinto tua falta.
O teu cheiro, o teu perfume, a tua voz.

Em minhas orações falo contigo e com Deus,
Que te guarde para sempre seres feliz com ele,
Que teu lugar no céu seja bendito,
E enfeitado de flores brancas e perfumadas.

Agora, meu amor recebe o beijo que sempre te dei,
Guarda contigo, com muito carinho;
E os beijos dos teus netos e filhos,
Que já cresceram, e de ti nunca esqueceram.

Amanhã é aniversário do teu filho, Gualber,
Depois de amanhã é dia de finados,
Quero rezar em tua lousa fria,
E dos meus pais, eu nunca esqueci também.
AO MEU AMOR
( Gracinda Calado)

Ao meu amor que hoje faz anos de vida eterna:31 de outubro.

Gostaria de te dizer neste dia que nem tudo está como era antes.
E as saudades a cada dia tomam rumos diferentes.
Os nossos filhos cresceram e tiveram filhos que tu não conheces.

Os nossos netos são lindos, e em cada um vejo-te de perto.
Como é triste uma separação.
O lar perdeu a graça, a cor, somente sombras me perseguem,
Recordações e fotos já antigas, quase apagadas do nosso casamento.

Como tu eras lindo! Eu era muito feliz contigo e não sabia.
O orgulho me fez perder muito tempo ao teu lado,
Feito menina, mimada por ti, sinto tua falta.
O teu cheiro, o teu perfume, a tua voz.

Em minhas orações falo contigo e com Deus,
Que te guarde para sempre seres feliz com ele,
Que teu lugar no céu seja bendito,
E enfeitado de flores brancas e perfumadas.

Agora, meu amor recebe o beijo que sempre te dei,
Guarda contigo, com muito carinho;
E os beijos dos teus netos e filhos,
Que já cresceram, e de ti nunca esqueceram.

Amanhã é aniversário do teu filho, Gualber,
Depois de amanhã é dia de finados,
Quero rezar em tua lousa fria,
E dos meus pais, eu nunca esqueci também.
AO MEU AMOR
( Gracinda Calado)

Ao meu amor que hoje faz anos de vida eterna:31 de outubro.

Gostaria de te dizer neste dia que nem tudo está como era antes.
E as saudades a cada dia tomam rumos diferentes.
Os nossos filhos cresceram e tiveram filhos que tu não conheces.

Os nossos netos são lindos, e em cada um vejo-te de perto.
Como é triste uma separação.
O lar perdeu a graça, a cor, somente sombras me perseguem,
Recordações e fotos já antigas, quase apagadas do nosso casamento.

Como tu eras lindo! Eu era muito feliz contigo e não sabia.
O orgulho me fez perder muito tempo ao teu lado,
Feito menina, mimada por ti, sinto tua falta.
O teu cheiro, o teu perfume, a tua voz.

Em minhas orações falo contigo e com Deus,
Que te guarde para sempre seres feliz com ele,
Que teu lugar no céu seja bendito,
E enfeitado de flores brancas e perfumadas.

Agora, meu amor recebe o beijo que sempre te dei,
Guarda contigo, com muito carinho;
E os beijos dos teus netos e filhos,
Que já cresceram, e de ti nunca esqueceram.

Amanhã é aniversário do teu filho, Gualber,
Depois de amanhã é dia de finados,
Quero rezar em tua lousa fria,
E dos meus pais, eu nunca esqueci também.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A FÉ


A FÉ
(Gracinda Calado)

Desde os mais remotos tempos, o homem reconheceu a existência de um deus criador.
Aquele que lhe preparou tudo, que na vida existe com perfeição.
Aplainou os montes, limitou os mares e aos rios deu-lhe o caminho do mar.
Fez o homem corpo inteiro similar à perfeição

A natureza com sua vida própria, toda perfeitinha pelos séculos e séculos.
Porém não esqueceu de colocar dentro do homem sentimentos extraordinários.
Razão, inteligência própria que nenhum outro animal tem igual.
Deu-lhe também um coração para amar e ser feliz.
Para completar essa perfeição, temos que encontrar dentro de nossa alma a fé.

Ela nos impulsiona para além do firmamento, à procura da verdade suprema.
Sem a fé não sentimos o prazer de aproveitar destas maravilhas que Deus nos presenteou.
Sem a fé somos mortos vivos, caminhando sem destino nessa vida.
Com a fé transportamos montanhas, sofrimentos, dificuldades e perigos.

A fé nos eleva , nos santifica e nos faz mais santos, verdadeiros.
A fé faz parte de nossa vida, de nosso destino e de nossa morte!
Sem a fé estamos mortos, porque não acreditamos na vida.
A fé é a confiança magnífica, que somos filhos de Deus!
.

TENHO SAUDADES...
( Gracinda Calado )

Tenho saudade de ti,
Saudade do teu olhar.
Saudade da tua voz,
Do teu jeito de amar,
Do teu jeito de viver
Do teu jeito de falar,

Saudade que faz doer,
Saudade do teu penar,
Saudade do teu perfume,
Saudade de te abraçar.
Saudade que faz sofrer,
Saudade de te beijar.
BANCO DE JARDIM
( Gracinda Calado )

Vi um casal lá na praça
Naquele banco de jardim
Seus corpos abraçados
Trocavam juras de amor.

Parecia que suas vidas,
A ninguém interessava,
Trocavam beijos sem fim,
Enquanto a vida passava.

Ficaram por muito tempo,
Naquele banco, abraçados,
De mãos dadas, apertadas,
E juras de amor trocavam.

Estavam tão juntinhos,
Que a todos faziam inveja
Naquele banco da praça,
Como dois lindos pombinhos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


Uma resposta para Gandhi " Como fazer para encontrar a saida
( Gracinda Calado) de buscar no interior a paz?"

"Como fazer para essa busca ter resposta? "

Abrir o coração e a alma, deixar que fluam
os ares do universo em equilíbrio.
Perdoar a quem só na vida , lhe fez mal.
Sentir dentro do peito a energia que do outro emana.

Abraçar, sentir as mágoas do irmão,
E o coração bater junto do seu.!
E no abraço mergulhar fundo, no infinito da alma,
Em busca de alívio e satisfação.

Lavar as pequenas sujeiras que nos cantos ainda moram,
Rever conceitos há muito esquecidos pelo tempo a fora.
Dividir as alegrias, participar dos dissabores.
Voltar seu olhar para o alto, muito além ,
Dos anjos, e para Deus voar seu pensamento!

ALMA DE POETA


ALMA DE POETA

(Gracinda Calado)

O poeta tem duas almas:
A que ri e a que chora.
O poeta não se faz, ele nasce.
Sofre, pensa, sente a dor
Que amargamente dói.

Alma de poeta é triste,
Alma de poeta abandonado;
Seu coração é um sacrário de sentimentos,
Sofre o que vai na alma amargurada,
Sofre o que sai do peito retalhado.

O coração do poeta não tem dono,
É filho da tristeza e da alegria,
A solidão é sua irmã e a alma é gêmea.
Guarda uma dor que não se explica,
Finge sofrer a dor que nunca passa.

O poeta é um sofredor!
Tem coração de amante
Enquanto o peito rasga
A ferida, sangra a sorte,
O poeta canta até a morte.

Dispensa a rima, abarca a lágrima
Que cai vermelha, em sangue.
O coração do poeta é insaciável,
Precisa da dor, da tristeza e solidão,
Para fugir da triste decepção
De amar sem ser amado.

Escravo das palavras e dos sentidos,
O poeta é enganador
Engana a si e a própria dor!
É um sonhador e nunca um perdedor.

Fala o que sente
Diz o que quer
Às vezes mente
Por mulher!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

MINHA OPINIÃO
( Gracinda Calado )

Na minha opinião, a obra de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, trás ao presente a situação de penúria que vive o nordestino.
Quando chove, fica feliz,sorri à toa, quando seca tudo, arranja forças para superar a solidão do deserto. Muitas vezes abandona sua terra e sai por aí em busca de vida; muda-se para algum lugar onde possa escapar da seca que destrói sua própria alma. Até os animais sofrem com a desolação da falta de água.
A cachorra baleia era testemunha da vida miserável de uma família que foge da desolação, coitada!
“Estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo ósseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam cobertas de moscas. Fabiano ( o dono dela ) resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda. Num canto do terreiro baleia, se coçava. Espiou o dono, desconfiada saiu e foi se esconder. Fabiano atirou na miserável e o tiro pegou nas suas patas traseiras. Ela corria e chorava alto, mancando em três pés, depois em dois, arrastando-se com dificuldade.Uivava baixinho e os uivos iam diminuindo, quase imperceptíveis. Começou a arquejar. Encostou a cabecinha numa pedra e dormiu. Sonhou com preás, e com crianças brincando com ela. O mundo dela era outro.
A cachorra baleia foi para o céu dos cachorros.”
Tragicamente sentimos pena dela, pobre animal!
Esta história ficou na minha memória desde pequena, para sempre. Sinto que o dono da baleia queria antecipar o seu sofrimento, pois gostava muito dela. Ela era sua companheira de caçadas, era brinquedo dos seus filhos, e guardiã da família toda. Era um animal de estimação.
Por que a cachorra baleia teve esse fim trágico?
A culpa era da seca que castigava a todos até animais, que padeciam por causa dela.
Talvez Fabiano não tivesse intenção de matá-la, porém de um jeito ou de outro ela seria sacrificada, pois a seca devastadora lhe roeria até os ossos. Fabiano apenas apressaria sua morte.
É assim com o nordestino. Pessoas sacrificadas pela sorte, pelo destino, pela morte. A seca expulsa, castiga ou mata...O problema não é de Deus, é dos homens que fazem a nação e nada fazem pelo seu povo sofredor. Nós nordestinos somos abandonados, resignados, conformados...
Maldita seca que castiga nosso chão!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

MINHAS MEMÓRIAS


MINHAS MEMÓRIAS
( Gracinda Calado)

Quando eu morrer, quem ficará com minhas memórias,
Quem herdará meus sonhos lindos de criança.

Quando eu morrer quem mostrará minhas histórias,
Quem herdará minhas doces lembranças.

Quando eu morrer, minhas memórias vão se perder,
Ou levarei todas comigo, na alma e na lembrança.

Tenho que presenteá-las logo para alguém,
Alguém que se comprometa de guardá-las.

Todos nós guardamos alguma coisa nessa vida
Algo que para nós foi caro, e emocionante.

Minhas memórias são muitas fotografias,
Mil sonetos guardados e mil poesias.

Quando eu morrer quem levará meus tesouros,
Que guardei da infância e da juventude.

Da vida não se leva nada, só solidão, saudade,
Ou uma doce ilusão do tempo da mocidade.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007


AMOR NÃO TEM PREÇO
( Gracinda Calado )

Amor não se vende
E nem se compra.
Amor é estado de graça,
É semeado ao amanhecer
E morre ao anoitecer.

Amor não se negocia
Porque não tem preço,
Não é mercadoria.
Amor se sente e se vive.
Amor é envolvente
É tranqüilidade é paz.

Ao mesmo tempo vendaval,
É agitado como carnaval.
Amor toma conta de nós,
Sem jeito e sem explicação
Preenche o vazio da alma
Ou derrete o coração.

Amor é dengoso,
É divino,é sobrenatural,
É sentimento manhoso
É paixão angelical.
Amor é vida e é morte,
É destino e é sorte.

domingo, 21 de outubro de 2007

PASSEIO NA SERRA


PASSEIO NA SERRA
( Gracinda Calado )

No casarão do sítio a vista era maravilhosa.!
Enquanto na serra se avistava uma cordilheira de picos, cada qual, mais alto entre os rios da região.
O que a vista alcançava, o verde predominava naquela manhã de verão.
O sítio são Francisco era um paraíso! Na época de safra boa, a cana era levada para o engenho para fazer rapaduras.
Enquanto a garapa escorria no engenho, bebíamos aquela gostosura, mais doce que o mel que saía das caldeiras quentes.
À tardinha íamos apreciar as cachoeiras que caiam em vários lugares, abertos aos que delas quisessem aproveitar o banho maravilhoso!
Muitas surpresas nos guardava o dia a dia lá na serra!.
Pela manhã, o frio não deixava que acordássemos cedinho para ver o sol nascer nos montes enfileirados.
Depois do café, vestíamos nossa roupa de banho e saíamos rumo aos poços de águas cristalinas para o banho.
A volta era triste, no caminho , enfrentávamos as pedras e os espinhos que geralmente só andávamos descalços.
Como era boa essa aventura! Melhor ainda era subir nas goiabeiras e retirar dali o fruto maduro.
Depois as siriguelas, tirados do pé, geladinhas pela própria natureza!
A maior curiosidade era assistir as rapaduras saírem das “ gamelas”, ainda quentes, já queríamos comer.
Corríamos de lá pra cá , na estrada do engenho para ver quem chegava primeiro em casa e se fartar com aquele balaio de frutas fresquinhas: laranjas, bananas, goiabas, siriguelas, tangerinas, abacates.
Uma verdadeira maravilha!
A noite chegava cedo, na serra; alegrava-nos a orquestra improvisada das cigarras, que cantavam fazendo grande barulho para nós.
A serra toda rezava às seis horas das ave-marias, e se ouvia os murmúrios das árvores e dos pássaros, procurando seus ninhos para dormir.
Ficávamos ali, quietinhos, calados sem saber o que dizer, maravilhados com aquele mistério da natureza.
Nossos corações batiam fortes e se uniam a tudo aquilo naquela hora mágica!
Logo chegou a hora de dormir e descansar das aventuras do dia que passou!

sábado, 20 de outubro de 2007


POR UM MOMENTO
(Gracinda Calado )


Por um momento revi velhos conceitos,
Vesti meu vestido de seda,
Coloquei baton vermelho,
Assisti você partir.

Por um momento não me deixei levar
Por velhos preconceitos,
Soltei meus cabelos compridos,
Sem medo de enganar...

Deixei que a marca do sapato,
Não insinuasse o dourado
Que eu calçava com todo gosto,
Nas festas e feriados.

Deixei marcar um sorriso,
Alegre e esfuziante,
Na minha boca vermelha,
Para chamar a atenção.

Depois dancei e cantei,
Só Deus sabe a razão
De encobrir a saudade
Dentro do meu coração.

Ò coração vagabundo,
Que chora, reza e canta,
Solta a tristeza que agora
Domina todo teu ser!

Por um momento me senti gente,
Não tive inveja dos novos,
Senti que eu estava viva,
Vou sorrir novamente.

Em cada instante da vida,
A gente tem “seus momentos,”
De tristezas e fantasias,
Que nos pega de repente!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

COMO SÃO BELOS OS LIVROS!


COMO SÃO BELOS OS LIVROS!
( Gracinda Calado )

O que mais me encanta e sempre me encantou são “os livros”.
Livros são cheios de vida, pequenos ou grandes, coloridos ou pretos ou brancos, têm os seus mistérios.
Quando eu era pequena sonhava com o inicio das aulas para abrir os meus livros.
O meu livro de leitura era muito especial. Ficava eu a olhar aquela capa enfeitada de borboletas azuis e amarelas, voando em cima das flores e eu até podia sentir o seu cheiro.
Contava todas as páginas e as lia de trás para frente tão grande era minha ansiedade de ver seu final.
Passava assim muitos dias namorando aquele compêndio mágico misterioso, onde dali iriam sair bonitas histórias, de reis e de rainhas, de animais que falavam, parábolas e contos de fada.( A melhor parábola foi a do semeador ).
Aquelas leituras me fascinavam de um certo modo que eu não esquecia de nada que o livro me dizia, não me preocupava com os erros que eu cometesse de ortografia pois a história para mim era a coisa mais importante. Contava história para meus pais e meus irmãos na hora do almoço, na hora do jantar, e misturava o real com a fantasia. Muitas vezes eu mesma não sabia onde havia lido aquela história.
Mergulhava na pequena biblioteca de meu pai á procura de algo novo, de leituras extraordinárias, de devaneios, de fantasias, somente as encontrava nos livros velhos já desbotados pelo tempo, mas eu não me incomodava com isso.
Na biblioteca da escola já no ginásio, tive o privilégio de estudar em colégio de freiras salesianas, lá sim, me alimentei de verdade de tantas leituras.Enchi a alma de prazer.
Muitas vezes me emocionava, chorava, sorria, refletia sobre alguns temas e me transportava para além dos sonhos
Lembro-me que por merecimento de boas notas no boletim mensal, ganhei um livro cujo título era:HOMEM ALGUM É UMA ILHA de Thomas Merton, inquietei-me.
Que maravilha! Que presente sensacional!. Até hoje o tenho guardado.
Concordo com Monteiro Lobato que disse que “ um país se faz com homens e livros”.
Sou professora e aos meus alunos não dispensava de adotar um bom livro de leitura, principalmente de autores brasileiros.
Quem ler envereda por caminhos desconhecidos mas nunca impenetráveis, sonha e vive a realidade que alimenta o sonho, alimenta a alma e fortifica o corpo e o cérebro vazio.
Os livros fazem parte da minha vida, não importa o tempo que levo para devorá-los, abraçá-los, acariciá-los, bebê-los, namorá-los, são meus companheiros inseparáveis.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

POEMA SEM RIMAS

POEMA SEM RIMAS
( Gracinda Calado )

Rajadas de vento
Noites de tempestades,
Palavras ao vento,
Cantigas ao luar,
Olhar de serpente,
Pronto pra atacar,
Canções do cais,
Em noites de luar,
Brisa que sopra
Tua face nua,
Silencio da noite,
Pingos de orvalho
Canção do mar,
Sereno da noite,
Luz das estrelas
Frio da madrugada
Visão do firmamento
Manhã chegando
No meu jardim.
POEMA SEM RIMAS
( Gracinda Calado )

Rajadas de vento
Noites de tempestades,
Palavras ao vento,
Cantigas ao luar,
Olhar de serpente,
Pronto pra atacar,
Canções do cais,
Em noites de luar,
Brisa que sopra
Tua face nua,
Silencio da noite,
Pingos de orvalho
Canção do mar,
Sereno da noite,
Luz das estrelas
Frio da madrugada
Visão do firmamento
Manhã chegando
No meu jardim.

POEMA SEM RIMAS
( Gracinda Calado )

Rajadas de vento
Noites de tempestades,
Palavras ao vento,
Cantigas ao luar,
Olhar de serpente,
Pronto pra atacar,
Canções do cais,
Em noites de luar,
Brisa que sopra
Tua face nua,
Silencio da noite,
Pingos de orvalho
Canção do mar,
Sereno da noite,
Luz das estrelas
Frio da madrugada
Visão do firmamento
Manhã chegando
No meu jardim.

POEMA SEM RIMAS

POEMA SEM RIMAS
( Gracinda Calado )

Rajadas de vento
Noites de tempestades,
Palavras ao vento,
Cantigas ao luar,
Olhar de serpente,
Pronto pra atacar,
Canções do cais,
Em noites de luar,
Brisa que sopra
Tua face nua,
Silencio da noite,
Pingos de orvalho
Canção do mar,
Sereno da noite,
Luz das estrelas
Frio da madrugada
Visão do firmamento
Manhã chegando
No meu jardim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

FORTALEZA


FORTALEZA
( Gracinda Calado )

Fortaleza cidade formosa, cidade dos mares agitados, e das noites de luar.
Cidade dos mares verdes ao cair da tarde, enquanto o sol declina no horizonte.
Capital do Ceará, terra de Iracema, onde canta a jandaia na palha da carnaúba.
Praias formosas, céu azul, estrelado, onde cantam os menestréis do amor.


Dos mares desta terra, surgem guerreiros, homens fortes em suas jangadas,
Deslizam nas águas quentes da enamorada praia de Iracema de Alencar.
Pulsam corações gigantes em canaviais de açúcar na terra da libertação negreira,
Nas caladas da noite, como fugitivos escravos, nos engenhos de seus senhores.

Cidade da luz e do sol, cidade dos pescadores valentes que vivem em alto mar,
Do banho na praia do futuro, dos forrós e das baladas nas segundas feiras,
Das rendas, do artesanato, das areias coloridas, da praia de Beberibe,
Das caipirinhas, da cachaça branca, das peixadas e dos camarões,
Das lagostas, da mandioca, da rapadura, da paçoca e do “ baião de dois.”

Fortaleza das novenas, das procissões e das festas e orações,
Dos passeios de barco, das peixadas, no cumbuco e Icaraí,
Das noites de lua cheia , das serestas , dos chorinhos e chorões,
Dos acordes sonoros , dos violões, e das festas dos peões.