Gracinda Calado
Ela morava na colina e todos os dias ia olhar o mar, passear na areia branca da praia.
À noite quando estava tudo calmo ela saía sem medo e sem segredo ia sentar-se nas pedras para olhar a lua.
Conversava com a lua e as estrelas; fazia seus pedidos aos seus deuses e esperava que um dia acontecesse um milagre.
A rotina estava lhe deixando cansada.
Contava as estrelas, sentia o vento soprar nos seus ouvidos, sentia o silencio da noite,
Mas não tinha solidão.
A Moça da colina, certa vez foi olhar o luar e se esqueceu das horas, dormiu e quando acordou era manhã.
O mar estava agitado e quase beijando seus pés.
Ficou ali mais um instante e resolveu passear na praia.
De longe viu algo boiando na quebrada das ondas, entrou no mar e pegou o objeto de sua curiosidade. Era uma garrafa, com uma mensagem, bem lacrada. Abriu a garrafa e leu o que estava escrito.
O autor da mensagem era um alemão. Seu nome era Gerald Fristel.
Tudo indicava que era uma pessoa solitária e desejava casar com uma moça que gostasse do mar e da natureza.
Era marinheiro. A solicitação que fazia era: “quem encontrar esta garrafa escreva pra mim ou telefone para o numero “x”; se for mulher quero conhecê-la para casar.”
A moça da colina não teve duvidas fez tudo direitinho.
Hoje vive com seu marinheiro, na colina e todos os dias eles vão olhar o mar e agradecer a Deus o presente que o mar lhes deu.
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
TARDE MORNA
Depois de uma manhã triste como um coração magoado, sinto-me perdida em meus pensamentos.
Tudo me incomoda nesta tarde morna em que a alma da gente perde completamente a força de viver feliz.
Olho a rua deserta, parece que não mora ninguém.
Não passa nada, nem uma pessoa, nem um cãozinho para alegrar-me.
Aos poucos minha alma chora, e um arrepio forte cobre todo meu corpo.
Ouço ao longe o som de um relógio e em seguida um sino toca na igreja.
Quantas recordações de minha terra quando eu ficava ouvindo e contando as badaladas do sino centenário, ao chamar os devotos para as orações!
A tarde é morna e meu coração é quente de emoções e de saudades!
Aos poucos a tarde morre e com ela a esperança de alegria.
Não quero ser triste nem chorar pelo que perdi um dia.
O que foi plantado em minha alma, tento arrancá-lo e sempre brota algumas folhinhas para avisar-me que a minha planta ainda está viva e precisa de cuidados.
Anoitece! Entro em desespero e logo me acalmo lendo um livro de Neruda.
Ele também sofreu de tristeza e de amor!
Tento sorrir, tento fingir que sou feliz!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A ROSA AZUL
Aquela rosa era azul, brilhava como as estrelas em noites de luar.
Nas noites de lua cheia ela surgia radiante e perfumada igual à flor jasmim.
Era uma rosa tão linda, da cor do céu e dos olhos de Maria, mãe de Jesus.
Às vezes eu ficava pensando nos mistérios da natureza, entendia como é belo viver, sentir o cheiro do mar, ver a luz das estrelas clareando a escuridão, ouvir o canto dos pássaros, o pio das corujas em noites de serração esquentando seus filhotes nos galhos secos com frio.
Assim a natureza como a rosa azul, iluminava tudo ao redor do jardim, com sua cor diferente, seu perfume embriagava até o coração da gente.
A rosa azul era um mistério, uma rosa de rara beleza, suas pétalas eram mágicas e só se abriam em noites de lua cheia, para confundir as outras rosas que sorriam da sua cor.
A rosa azul era alegre, vibrante cheia de graça e de sedução!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A FLOR DO CACTUS
Gracinda Calado
Nasce entre espinhos, sem medo de morrer,
Sua beleza encanta até quem lhe despreza,
Respira altaneira com vontade de crescer.
Nunca se viu assim tão invejável flor,
Com ares de princesa ou de rainha,
A flor do cactus, é a flor do bem e do amor.
Na sua história de perfeição real,
Outras existem que sempre invejam,
Sua cor, sua beleza, seu perfume natural.
Flor do asfalto, das pedras e das caatingas,
O seu destino é enfeitar e perfumar
Todos os espinhos que lhe transpassam
Sem correr sangue, nem lágrima a derramar.
Eu queria ser como a flor do cactus,
Em vez de chorar a dor de espinhos,
Perfuma as lágrimas de amores.
A flor do cactus entre todas as flores
É a mais bonita a mais faceira e mais singela.Nasce entre espinhos, sem medo de morrer,
Sua beleza encanta até quem lhe despreza,
Respira altaneira com vontade de crescer.
Nunca se viu assim tão invejável flor,
Com ares de princesa ou de rainha,
A flor do cactus, é a flor do bem e do amor.
Na sua história de perfeição real,
Outras existem que sempre invejam,
Sua cor, sua beleza, seu perfume natural.
Flor do asfalto, das pedras e das caatingas,
O seu destino é enfeitar e perfumar
Todos os espinhos que lhe transpassam
Sem correr sangue, nem lágrima a derramar.
Eu queria ser como a flor do cactus,
Em vez de chorar a dor de espinhos,
Perfuma as lágrimas de amores.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
PENSAMENTOS DESIGUAIS
Gracinda Calado
Enquanto as brumas beijam a areia,
Vejo teu vulto nas ondas da praia,
E a minha vontade era te ver sorrindo.
Diante de tantos pensamentos desiguais,
Revejo teu retrato desbotado pelo tempo,
Volto a areia branca molhada pelo orvalho,
Escrevo teu nome em letras garrafais;
De longe alguém observa e chega para ver.
Quantos anos são passados, eu sem tua tua presença;
Quantas noites, quantas luas, quantos sonhos!
Sem tua presença não viverei em paz,
Espero a lua novamente invadir a praia para ver-te.
Aí, irei buscar-te e te guardar para sempre em meus sonhos.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A VISITA
Um vento frio passou em meus cabelos, ,cobriu meu rosto e beijou-me os lábios demoradamente.Uma luz branca como um clarão místico inundou meu quarto.
Um som angelical surgiu misteriosamente embriagando-me com aquela música.Uma sensação de bem estar senti ao ver teus olhos brilhando de amor ao olhar para mim.O teu sorriso emoldurado em tua boca, sorriu, deixando—me tonta. As minhas faces ficaram rubras pelo calor que vinha de ti. Tentei pegar as tuas mãos, mas não consegui alcançá-las pelo calor de teu corpo divinal. Uma grande sensação instalou-se em mim. Minha alma foi subindo aos céus por um instante, devagarzinho ao teu encontro.
Aos poucos o vento foi se dissipando lentamente e a bela visão daquela madrugada foi-se embora...Minha alma ficou extasiada e plena, iluminada! O teu encontro trouxe-me paz, isso é tudo o que eu desejo meu amor!
A tua visita inesperada foi como um bálsamo para a minha alma. Sei que estás com Deus no lugar onde moram os anjos e onde cantam os querubins!
Sentiste saudades de mim e eu sempre te guardei em meus pensamentos, em minha vida!
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