QUANDO EU DISSER ADEUS
Gracinda Calado
Quando eu disser adeus não chore
Levarei saudades suas, adeus!
Ficarei longe dos seus olhos
De sua pele quente e macia
Não chore meu amor, eu voltarei.
Seremos muito felizes um dia.
Não quero viver triste abandonado
Sem seu amor não é possível viver.
Não chore por mim, eu voltarei
Não chorarei agora na partida.
Um dia farei versos e reversos
E lembrarei sorrindo este adeus.
Ando brincando com minha emoção
Ando brincando com seu coração.
Guardarei as juras tão secretas.
Que um dia prometemos juntos.
Não chore amor da minha vida!
Sentirei saudades do beijo seu.
Meu coração levará comigo
A lembrança do sorriso seu.
“Você se foi, apenas está do lado de lá e eu do lado de cá. Você está com o Criador e eu estou com a criatura.” Continue rezando por mim e eu aqui pedirei a Deus por ti. 2/11/2012
Agostinho
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
PARABÉNS PRA VOCÊ GUALBER!
GRACINDA CALADO
Parece que foi ontem eu te peguei em meus braços como uma grande peça de louça branca com cuidados para não te deixar cair.
Eras pequenino e vermelhinho como um botão de rosa. O teu choro era forte e sabias como conquistar os teus pais. Imaginas a minha alegria quando te vi ali pertinho do meu coração depois de nove meses de espera para ter um filho homem!
Entreguei-te a Deus para que fosses feliz e ao meu santo de devoção São Francisco das chagas. Daí o teu nome Francisco Gualber. Teu pai te escolheu o nome e ficou radiante ao te ver crescer firme e forte, inteligente e observador de tudo ao teu redor.
Hoje me lembro de tua tia Cesarina que te pegava no colo e te abraçava e beijava com um amor tão grande que tu nem imaginas. Assim foi te acompanhando e não deixava espaço no coração dela para mais ninguém!
Meu filho! Parabenizo-te pelo teu aniversário, pela tua força em teres vencido a tua sorte, sem a presença de teu pai que nos deixou para Deus muito cedo e soubeste enfrentar o mundo com dignidade e soberania. Soubeste honrar o nome de nossa família e respeitar as adversidades de tua mãe.
Nos momentos de intranquilidade eras tu que me acalmavas com os teus cuidados de filho e amigo.
Receba o meu abraço e perdoe-me se na vida te fiz algum constrangimento ou ingratidão, ou se te causei decepção. Te amo muito e peço sempre a Deus que te ampare e que tu não esqueças sempre que temos um pai que nos guarda e nos protege lá do céu.
Beijos de tua mãe Gracinda Calado.
GRACINDA CALADO
Parece que foi ontem eu te peguei em meus braços como uma grande peça de louça branca com cuidados para não te deixar cair.
Eras pequenino e vermelhinho como um botão de rosa. O teu choro era forte e sabias como conquistar os teus pais. Imaginas a minha alegria quando te vi ali pertinho do meu coração depois de nove meses de espera para ter um filho homem!
Entreguei-te a Deus para que fosses feliz e ao meu santo de devoção São Francisco das chagas. Daí o teu nome Francisco Gualber. Teu pai te escolheu o nome e ficou radiante ao te ver crescer firme e forte, inteligente e observador de tudo ao teu redor.
Hoje me lembro de tua tia Cesarina que te pegava no colo e te abraçava e beijava com um amor tão grande que tu nem imaginas. Assim foi te acompanhando e não deixava espaço no coração dela para mais ninguém!
Meu filho! Parabenizo-te pelo teu aniversário, pela tua força em teres vencido a tua sorte, sem a presença de teu pai que nos deixou para Deus muito cedo e soubeste enfrentar o mundo com dignidade e soberania. Soubeste honrar o nome de nossa família e respeitar as adversidades de tua mãe.
Nos momentos de intranquilidade eras tu que me acalmavas com os teus cuidados de filho e amigo.
Receba o meu abraço e perdoe-me se na vida te fiz algum constrangimento ou ingratidão, ou se te causei decepção. Te amo muito e peço sempre a Deus que te ampare e que tu não esqueças sempre que temos um pai que nos guarda e nos protege lá do céu.
Beijos de tua mãe Gracinda Calado.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
QUISERA EU TER ASAS PARA VOAR
Gracinda Calado
Como um grande pássaro quisera eu ter asas para voar!
Cortaria o vento e deslizaria nas alturas onde o espaço não tem limites.
Minhas grandes asas azuis chegariam ao topo dos montes serpenteando as cordilheiras.
Como um grande pássaro dirigiria meu rumo e chegaria ao sol no sentido do vento.
Nas noites enluaradas beijaria o luar e abraçaria as estrelas solitárias, enfrentaria as dificuldades do espaço,
e no meu peito levaria consolo aos que de mim precisassem.
Nas alturas ficaria mais perto de Deus e avistaria a terra como uma grande bola azul recheada de pessoas e de mistérios!
No espaço faria meu ninho de amor e nada nesse mundo iria me incomodar ou castigar.
Minhas grandes asas levariam aos montes noticias alvissareiras de amor e paz para toda a humanidade!
Gracinda Calado
Como um grande pássaro quisera eu ter asas para voar!
Cortaria o vento e deslizaria nas alturas onde o espaço não tem limites.
Minhas grandes asas azuis chegariam ao topo dos montes serpenteando as cordilheiras.
Como um grande pássaro dirigiria meu rumo e chegaria ao sol no sentido do vento.
Nas noites enluaradas beijaria o luar e abraçaria as estrelas solitárias, enfrentaria as dificuldades do espaço,
e no meu peito levaria consolo aos que de mim precisassem.
Nas alturas ficaria mais perto de Deus e avistaria a terra como uma grande bola azul recheada de pessoas e de mistérios!
No espaço faria meu ninho de amor e nada nesse mundo iria me incomodar ou castigar.
Minhas grandes asas levariam aos montes noticias alvissareiras de amor e paz para toda a humanidade!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
ARREPIO
Gracinda Calado
Arrepio-me ,quando ouço o barulho da chuva no telhado,
Quando o frio toca em meu corpo tal navalha,
Nas horas de solidão, ouvindo o sino da estação.
Quando o frio envolve o corpo numa sensação de vazio,
Fala de saudades e invade a minha alma de esperança.
Cada pingo de chuva é uma história, uma canção!
Gotas de chuva que rolam também em minha face,
Cansada de chorar e de gritar no silencio da noite,
A espera da lua e das estrelas com sua eterna magia!
Arrepio na minha alma enfeitiçada de luares
Adornada de flores e mistérios do universo,
Enquanto o sol despede-se da terra em brasa!
Gracinda Calado
Arrepio-me ,quando ouço o barulho da chuva no telhado,
Quando o frio toca em meu corpo tal navalha,
Nas horas de solidão, ouvindo o sino da estação.
Quando o frio envolve o corpo numa sensação de vazio,
Fala de saudades e invade a minha alma de esperança.
Cada pingo de chuva é uma história, uma canção!
Gotas de chuva que rolam também em minha face,
Cansada de chorar e de gritar no silencio da noite,
A espera da lua e das estrelas com sua eterna magia!
Arrepio na minha alma enfeitiçada de luares
Adornada de flores e mistérios do universo,
Enquanto o sol despede-se da terra em brasa!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
HÁ SEMPRE UM MAR PARA UM MARINHEIRO
GRACINDA CALADO
NO MAR, GRANDES ONDAS VAGAM COMO
OS PENSAMENTOS DOS QUE VAGAM NAS NOITES
DE ESCURIDÃO DO MAL, SEM PORTO E SEM SINAL...
O VENTO QUE SOPRA FORTE DO CENTRO DO OCEANO,
VARRE AS ESPUMAS BRANCAS EM DIREÇÃO À PRAIA
BRANCA, DESTRUINDO OS CASTELOS DE AREIA E SAL.
E O MAR COR DE ESMERALDAS E CRISTAIS DOS DEUSES,
RUGE COMO UM LEÃO MOSTRANDO SUA FORÇA E GARRAS
NA INTREPIDEZ DE SUAS MAJESTOSAS ONDAS BRAVAS...
NA LINHA IMAGINÁRIA DO IMENSO HORIZONTE,
HISTÓRIAS DE DRAGÕES E SEREIAS FLUTUAM COMO
AMORES PERDIDOS NA AMPLIDÃO INFINITA DO OCEANO...
NO CÉU A MASSA ESCURA PRENUNCIA A QUEDA
DO FENÔMENO HABITUAL, QUE DESCERÁ EM BREVE,
LAVANDO A TERRA INTEIRA EM FORMA DE TEMPORAL...
EM MEU CORAÇÃO VAGUEIA COMO AS MARÉS DE LUA,
UMA TRISTEZA SALPICADA DE ALEGRIA, COMO ALIVIO
E REFRIGÉRIO A MINHA ALMA AFLITA DE AGONIA...
MILHÕES DE SERES SE MISTURAM NAS PROFUNDEZAS,
COMO OS PROJETOS DOS HOMENS IRRACIONAIS,
QUE NA SUA INSENSSATEZ, DESTROEM E PRECIPITAM
A NATUREZA PARA O CAOS, TRANSFORMANDO O QUE É NATURAL
EM TRAGÉDIA PARA O PRÓPRIO MAL...
GRACINDA CALADO
NO MAR, GRANDES ONDAS VAGAM COMO
OS PENSAMENTOS DOS QUE VAGAM NAS NOITES
DE ESCURIDÃO DO MAL, SEM PORTO E SEM SINAL...
O VENTO QUE SOPRA FORTE DO CENTRO DO OCEANO,
VARRE AS ESPUMAS BRANCAS EM DIREÇÃO À PRAIA
BRANCA, DESTRUINDO OS CASTELOS DE AREIA E SAL.
E O MAR COR DE ESMERALDAS E CRISTAIS DOS DEUSES,
RUGE COMO UM LEÃO MOSTRANDO SUA FORÇA E GARRAS
NA INTREPIDEZ DE SUAS MAJESTOSAS ONDAS BRAVAS...
NA LINHA IMAGINÁRIA DO IMENSO HORIZONTE,
HISTÓRIAS DE DRAGÕES E SEREIAS FLUTUAM COMO
AMORES PERDIDOS NA AMPLIDÃO INFINITA DO OCEANO...
NO CÉU A MASSA ESCURA PRENUNCIA A QUEDA
DO FENÔMENO HABITUAL, QUE DESCERÁ EM BREVE,
LAVANDO A TERRA INTEIRA EM FORMA DE TEMPORAL...
EM MEU CORAÇÃO VAGUEIA COMO AS MARÉS DE LUA,
UMA TRISTEZA SALPICADA DE ALEGRIA, COMO ALIVIO
E REFRIGÉRIO A MINHA ALMA AFLITA DE AGONIA...
MILHÕES DE SERES SE MISTURAM NAS PROFUNDEZAS,
COMO OS PROJETOS DOS HOMENS IRRACIONAIS,
QUE NA SUA INSENSSATEZ, DESTROEM E PRECIPITAM
A NATUREZA PARA O CAOS, TRANSFORMANDO O QUE É NATURAL
EM TRAGÉDIA PARA O PRÓPRIO MAL...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
COISAS QUE NÃO SAEM DE MIM
GRACINDA CALADO
Tentei levar meu mundo para fora,
Com fotos e lembranças mil,
Coisas que não vão embora,
Fortes demais pra esquecer!
Cada hora que passa é eternidade
De recordações e de saudades!
Quisera eu apagar da minha mente
Os arranhões da minha história!
Clamo ao vento levar pra longe essa agonia,
Ela se faz presente a cada hora.
Tentei buscar caminhos adversos,
Mas nos reversos da caminhada ela foi embora!
GRACINDA CALADO
Tentei levar meu mundo para fora,
Com fotos e lembranças mil,
Coisas que não vão embora,
Fortes demais pra esquecer!
Cada hora que passa é eternidade
De recordações e de saudades!
Quisera eu apagar da minha mente
Os arranhões da minha história!
Clamo ao vento levar pra longe essa agonia,
Ela se faz presente a cada hora.
Tentei buscar caminhos adversos,
Mas nos reversos da caminhada ela foi embora!
JANELA ABERTA PARA O CÉU
Gracinda Calado
Abri a janela e olhei para o céu.
As nuvens passavam como tocadas lentamente pelo vento formando torres enormes como lindos castelos medievais. Aos poucos diversas torres tomavam formas de fictícios animais, flores, ondas de marés, rios que corriam lentamente, caras conhecidas, alegorias fantásticas, finalmente de um lindo anjo de asas abertas como se voasse no balanço tranquilo do vento; logo se desfez, e o céu escurecia com um pequeno rastro de luz muito longe.
Naquela hora imaginei mergulhar no céu, depois descer ao mar e voar, fazer o caminho de volta à imaginação e no reverso pousar novamente em minha janela! Fiquei parada, pensado chegar até ao anjo que parecia ainda sorrir para mim. As plumas e algodões como flocos de neve caíam se desprendendo do céu para a terra como beijos de amor!
Oh Noite aquela! Fantasticamente experimentei por alguns segundos os mistérios do céu! Depois a lua calmamente ocupou o espaço na escuridão do céu! As estrelas chegaram timidamente como pequenos pontos luminosos. O vento passava ligeiro levando minha fantasia para longe!
Gracinda Calado
Abri a janela e olhei para o céu.
As nuvens passavam como tocadas lentamente pelo vento formando torres enormes como lindos castelos medievais. Aos poucos diversas torres tomavam formas de fictícios animais, flores, ondas de marés, rios que corriam lentamente, caras conhecidas, alegorias fantásticas, finalmente de um lindo anjo de asas abertas como se voasse no balanço tranquilo do vento; logo se desfez, e o céu escurecia com um pequeno rastro de luz muito longe.
Naquela hora imaginei mergulhar no céu, depois descer ao mar e voar, fazer o caminho de volta à imaginação e no reverso pousar novamente em minha janela! Fiquei parada, pensado chegar até ao anjo que parecia ainda sorrir para mim. As plumas e algodões como flocos de neve caíam se desprendendo do céu para a terra como beijos de amor!
Oh Noite aquela! Fantasticamente experimentei por alguns segundos os mistérios do céu! Depois a lua calmamente ocupou o espaço na escuridão do céu! As estrelas chegaram timidamente como pequenos pontos luminosos. O vento passava ligeiro levando minha fantasia para longe!
sábado, 13 de outubro de 2012
COISAS QUE NÃO SAEM DE MIM
Gracinda Calado
Tentei levar meu mundo para fora,
Cada hora que passa é eternidade
De recordações e de saudades!
Quisera eu apagar da minha mente
Os arranhões da minha história!
Clamo ao vento levar pra longe essa agonia,
Ela se faz presente a cada hora.
Tentei buscar caminhos adversos,
Mas nos reversos da caminhada ela foi embora!
Gracinda Calado
Tentei levar meu mundo para fora,
Com fotos e lembranças mil,
Coisas que não vão embora,
Fortes demais pra esquecer!

De recordações e de saudades!
Quisera eu apagar da minha mente
Os arranhões da minha história!
Clamo ao vento levar pra longe essa agonia,
Ela se faz presente a cada hora.
Tentei buscar caminhos adversos,
Mas nos reversos da caminhada ela foi embora!
Buquê de Flores na Primavera!
Gracinda Calado
Hoje o dia amanheceu brilhante, perfumado, esplendido!
A primavera aponta humildemente desabrochando botões coloridos dando viva a vida e a natureza.
Nas serranias a paisagem derrama-se em milagres crescentes, enquanto os rios sorriem para o céu e cantam canções e louvores. Os pássaros gorjeiam numa alegria invejável, enquanto arrumam seus ninhos para guardar seus filhotes. O vento frio se espalha pelas serrações refrescando as flores, as árvores, os coqueirais, os mangueirais e toda a floresta em festa!
Em cada canto dos rios e ribeirões, a água pura e transparente expõe os peixinhos prontos para desovar, e a natureza em festa obedece a explosão da vida! No céu azul a noite chega despedindo-se do sol num abraço de cores avermelhadas como caramelos e gosto de frutas. No ar o odor do mel se espalha fazendo a gente sentir que a natureza vibra e ora pela magnitude da primavera.
No meu coração sentimentos de saudades e de alegrias se misturam com os sentidos na expectativa de sugar o perfume das frutas e sentir o colorido das flores em buquê que se desprendem dos galhos das orquídeas e dos ipês, que se espalham por todos os lugares enfeitando nossos passos no caminho.
Que chegue a Primavera! Que cheguem as flores e os frutos, que cheguem os pássaros e os peixes, que chegue o amor nos corações dos homens! 22/09/2012
Gracinda Calado
Hoje o dia amanheceu brilhante, perfumado, esplendido!
A primavera aponta humildemente desabrochando botões coloridos dando viva a vida e a natureza.
Nas serranias a paisagem derrama-se em milagres crescentes, enquanto os rios sorriem para o céu e cantam canções e louvores. Os pássaros gorjeiam numa alegria invejável, enquanto arrumam seus ninhos para guardar seus filhotes. O vento frio se espalha pelas serrações refrescando as flores, as árvores, os coqueirais, os mangueirais e toda a floresta em festa!
Em cada canto dos rios e ribeirões, a água pura e transparente expõe os peixinhos prontos para desovar, e a natureza em festa obedece a explosão da vida! No céu azul a noite chega despedindo-se do sol num abraço de cores avermelhadas como caramelos e gosto de frutas. No ar o odor do mel se espalha fazendo a gente sentir que a natureza vibra e ora pela magnitude da primavera.
No meu coração sentimentos de saudades e de alegrias se misturam com os sentidos na expectativa de sugar o perfume das frutas e sentir o colorido das flores em buquê que se desprendem dos galhos das orquídeas e dos ipês, que se espalham por todos os lugares enfeitando nossos passos no caminho.
Que chegue a Primavera! Que cheguem as flores e os frutos, que cheguem os pássaros e os peixes, que chegue o amor nos corações dos homens! 22/09/2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O RELÓGIO E O RETRATO
(Gracinda Calado)
Confesso que sinto um grande encantamento pelo relógio!
Dele dependo a maior parte do meu tempo.
Entrego a minha vida e meu destino em seus ponteiros vadios de lidar com o tempo.
Tece as horas embaladas pelo tempo que roubou.
Anuncia o tempo que foi gasto nos devaneios, nas disputas e nas concorrências da vida.
Quem nunca possuiu um relógio? Certamente não sabe de que estou falando agora.
O retrato e o tempo são amigos, neles o preço de histórias e de segredos, lembranças perdidas do passado e fatos do presente: No retrato as marcas de um destino, uma juventude ultrapassada, marcas que se foram pelos caminhos da vida, perfil de saudades, amores vividos e romances acabados, encontros e desencontros de primaveras, sinais do tempo e do vento!
O relógio faz questão de marcar a cada hora o que se vai, avisando que o tempo já passou!
Não serei amiga do tempo sem ver o relógio nem revelar meu retrato!
Há outros que preferem sofrer a deixar de ver o relógio, e as horas batem loucas para irem embora!
Grande invenção, o relógio, boa invenção o retrato, neles marcamos histórias, contamos passados, fugimos para o futuro, sempre a olhar pelo relógio, e o relógio não pára de avisar as horas que passaram e as que hão de vir e o retrato a nos avisar que estamos passando...
Olho o retrato e na parede junto ao relógio, há uma história inteirinha de vida a minha espera!
(Gracinda Calado)
Confesso que sinto um grande encantamento pelo relógio!
Dele dependo a maior parte do meu tempo.
Entrego a minha vida e meu destino em seus ponteiros vadios de lidar com o tempo.
Tece as horas embaladas pelo tempo que roubou.
Anuncia o tempo que foi gasto nos devaneios, nas disputas e nas concorrências da vida.
Quem nunca possuiu um relógio? Certamente não sabe de que estou falando agora.
O retrato e o tempo são amigos, neles o preço de histórias e de segredos, lembranças perdidas do passado e fatos do presente: No retrato as marcas de um destino, uma juventude ultrapassada, marcas que se foram pelos caminhos da vida, perfil de saudades, amores vividos e romances acabados, encontros e desencontros de primaveras, sinais do tempo e do vento!
O relógio faz questão de marcar a cada hora o que se vai, avisando que o tempo já passou!
Não serei amiga do tempo sem ver o relógio nem revelar meu retrato!
Há outros que preferem sofrer a deixar de ver o relógio, e as horas batem loucas para irem embora!
Grande invenção, o relógio, boa invenção o retrato, neles marcamos histórias, contamos passados, fugimos para o futuro, sempre a olhar pelo relógio, e o relógio não pára de avisar as horas que passaram e as que hão de vir e o retrato a nos avisar que estamos passando...
Olho o retrato e na parede junto ao relógio, há uma história inteirinha de vida a minha espera!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
SOU ASSIM...
Gracinda Calado
Às vezes tento caminhar em direção ao sol.
Oriento-me pela bússola da razão e às vezes encontro-me entregue ao coração.
Tento olhar o céu com olhos de poetas e sonhadores, acordo em sedas e cetins ou na relva fresca da madrugada fria.
Tento voar nas asas da saudade quando não encontro chão.
Meu pensamento voa alto procurando um ninho pra pousar ou um colo quente para me abrigar.
Sou como um pássaro que foge em busca de outras terras pra pousar.
Sigo o caminho do céu, esforço-me para chegar. Rastejo-me na relva rasa dos jardins dos corações.
Canto sempre uma canção para espantar meu sono e o som da minha voz sustenta-me na hora em que eu mais preciso.
Confio na força do universo e na energia das estrelas, sonho com os anjos e me inspiro no meu Deus!
Gracinda Calado
Às vezes tento caminhar em direção ao sol.
Oriento-me pela bússola da razão e às vezes encontro-me entregue ao coração.
Tento olhar o céu com olhos de poetas e sonhadores, acordo em sedas e cetins ou na relva fresca da madrugada fria.
Tento voar nas asas da saudade quando não encontro chão.
Meu pensamento voa alto procurando um ninho pra pousar ou um colo quente para me abrigar.
Sou como um pássaro que foge em busca de outras terras pra pousar.
Sigo o caminho do céu, esforço-me para chegar. Rastejo-me na relva rasa dos jardins dos corações.
Canto sempre uma canção para espantar meu sono e o som da minha voz sustenta-me na hora em que eu mais preciso.
Confio na força do universo e na energia das estrelas, sonho com os anjos e me inspiro no meu Deus!
CHEGADAS E PARTIDAS
Gracinda Calado
De repente na estação. Todos os olhos demonstram um medo ou ansiedade. As pessoas andam para lá e para cá, não se cumprimentam, não falam, ficam pensativas, olhares distantes reflexivos...
Nos bancos da estação a espera corroi o peito enquanto esperam e de “olho” no relógio suam as mãos e os pés.
Em cada coração pulsa uma saudade, dos que se vão, ou dos que ficam com vontade de partir também. Por um momento fleches de alegria invadem a passarela da estação como se o trem se aproximasse para acabar de vez com a angustia dos que ficam e aliviar a dor e a saudade dos que partem.
Choros e lágrimas calidamente escorrem nos rostos pálidos de algumas pessoas que partirão para nunca mais voltarem. Deixam atrás momentos de amores que passaram e nos desencontros de primaveras não souberam fechar o enredo de sua história. Os últimos momentos são eternos e delirantes na incerteza de não saberem o que o destino espera para acontecer.
Casais de namorados despedem-se com beijos e abraços, como se fossem os últimos de suas vidas. Enquanto isso o trem apita na curva do caminho avisando a chegada e em breve apitará avisando a partida.
O sino toca, depois de alguns minutos de pausa para as despedidas. Poucos são os minutos que correm rápidos separando os pares na estação. Todos tomam seus lugares. O trem começa a sair vagarosamente e os acenos se encontram na despedida louca de um adeus!
O que restou de tudo foram momentos que se foram com os que partiram, e a estação está deserta, calada, vazia, pois todos já seguiram seu destino. Os que ficaram saem sorrateiramente ainda enxugando as lágrimas derramadas nas saudades.
Gracinda Calado
De repente na estação. Todos os olhos demonstram um medo ou ansiedade. As pessoas andam para lá e para cá, não se cumprimentam, não falam, ficam pensativas, olhares distantes reflexivos...
Nos bancos da estação a espera corroi o peito enquanto esperam e de “olho” no relógio suam as mãos e os pés.
Em cada coração pulsa uma saudade, dos que se vão, ou dos que ficam com vontade de partir também. Por um momento fleches de alegria invadem a passarela da estação como se o trem se aproximasse para acabar de vez com a angustia dos que ficam e aliviar a dor e a saudade dos que partem.
Choros e lágrimas calidamente escorrem nos rostos pálidos de algumas pessoas que partirão para nunca mais voltarem. Deixam atrás momentos de amores que passaram e nos desencontros de primaveras não souberam fechar o enredo de sua história. Os últimos momentos são eternos e delirantes na incerteza de não saberem o que o destino espera para acontecer.
Casais de namorados despedem-se com beijos e abraços, como se fossem os últimos de suas vidas. Enquanto isso o trem apita na curva do caminho avisando a chegada e em breve apitará avisando a partida.
O sino toca, depois de alguns minutos de pausa para as despedidas. Poucos são os minutos que correm rápidos separando os pares na estação. Todos tomam seus lugares. O trem começa a sair vagarosamente e os acenos se encontram na despedida louca de um adeus!
O que restou de tudo foram momentos que se foram com os que partiram, e a estação está deserta, calada, vazia, pois todos já seguiram seu destino. Os que ficaram saem sorrateiramente ainda enxugando as lágrimas derramadas nas saudades.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
NO SILÊNCIO DA NOITE
Gracinda Calado
É no silêncio da noite que minha voz ecoa,
Debaixo deste céu estrelado de notas azuis,
Deixo falar meu coração perto do teu.
É no silêncio que se cala a alma,
Para ouvir os gemidos do coração.
Neste quadro frio desta noite calma.
Ouço vozes e sussurros mais além,
É o vento frio que passa e que vem
Amenizar a noite calma do meu bem.
Silencio frio imortal sem alma,
Fala ao meu ardente e doce coração,
Uma palavra de amor que acalma.
Na noite fria de tantos amores,
Só o silencio fala para nós dois,
Na noite escura de místicos temores.
Ò pobre alma, ilusão errante!
Vida da minha vida, luz verdadeira,
Divina prece de um amor distante!
Gracinda Calado
É no silêncio da noite que minha voz ecoa,
Debaixo deste céu estrelado de notas azuis,
Deixo falar meu coração perto do teu.
É no silêncio que se cala a alma,
Para ouvir os gemidos do coração.
Neste quadro frio desta noite calma.
Ouço vozes e sussurros mais além,
É o vento frio que passa e que vem
Amenizar a noite calma do meu bem.
Silencio frio imortal sem alma,
Fala ao meu ardente e doce coração,
Uma palavra de amor que acalma.
Na noite fria de tantos amores,
Só o silencio fala para nós dois,
Na noite escura de místicos temores.
Ò pobre alma, ilusão errante!
Vida da minha vida, luz verdadeira,
Divina prece de um amor distante!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
SINFONIA INACABADA
GRACINDA CALADO
Partindo, levo comigo a grande esperança
Dos dias febris das doces primaveras,
Ouvindo o canto puro dos passarinhos,
Que me alegravam nas manhãs fagueiras!
Nas palhas dos coqueiros balançavam ao vento,
Os cachos perfumados dos cocais em flor,
Que se debruçavam em lágrimas ardentes,
Sentindo o beijo do vendaval do amor!
Partindo, levo comigo as mais lindas saudades,
De um tempo maravilhoso que no passado ficou.
Levo no peito,no coração, na alma e no pensamento,
As lembranças de um tempo bom que já se foi!
São lembranças cheias de sabor e doce mel,
Das flores e dos florais dos cajueiros em flor,
Dos mangueirais pesadinhos de coloridos sutis,
Embaixo de suas sombras, o sonho virava um céu!
A música das águas claras do esplendoroso riacho,
Subia aos nossos ouvidos, cheios de amor e fantasia,
Cada vez que o vento dava e nossos cabelos varria,
Era a música dos anjos, dos menestréis da alegria!
GRACINDA CALADO

Partindo, levo comigo a grande esperança
Dos dias febris das doces primaveras,
Ouvindo o canto puro dos passarinhos,
Que me alegravam nas manhãs fagueiras!
Nas palhas dos coqueiros balançavam ao vento,
Os cachos perfumados dos cocais em flor,
Que se debruçavam em lágrimas ardentes,
Sentindo o beijo do vendaval do amor!
Partindo, levo comigo as mais lindas saudades,
De um tempo maravilhoso que no passado ficou.
Levo no peito,no coração, na alma e no pensamento,
As lembranças de um tempo bom que já se foi!
São lembranças cheias de sabor e doce mel,
Das flores e dos florais dos cajueiros em flor,
Dos mangueirais pesadinhos de coloridos sutis,
Embaixo de suas sombras, o sonho virava um céu!
A música das águas claras do esplendoroso riacho,
Subia aos nossos ouvidos, cheios de amor e fantasia,
Cada vez que o vento dava e nossos cabelos varria,
Era a música dos anjos, dos menestréis da alegria!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
CANÇÃO PARA CLETO
CANÇÃO PARA CLETO
Gracinda Calado
Teus olhos não brilhavam mais,
Com o vigor da tua juventude.
Onde ficaram os doces sorrisos,
E os passos fortes do teu caminhar?
Quem te roubou a alegria de viver entre nós?
Quem te feriu assim desse jeito
Com tempo para findar?
Querido irmão, sangue de meu sangue,
Quem haverá de agora te incomodar ?
Subiste ao paramos da glória divina,
Foste ao encontro do eterno Pai,
Conheces agora o jardim dos santos,
E o som mavioso dos anjos!
Roga por nós, teus amigos,
Tua esposa e teus filhos,
Roga por todos teus irmãos,
Para sempre viverás em nossos corações!
13/08/2012
Gracinda Calado
A ultima vez que te vi
Não faz tanto tempo assim,
Com o vigor da tua juventude.
Onde ficaram os doces sorrisos,
E os passos fortes do teu caminhar?
Quem te roubou a alegria de viver entre nós?
Quem te feriu assim desse jeito
Com tempo para findar?
Querido irmão, sangue de meu sangue,
Quem haverá de agora te incomodar ?
Subiste ao paramos da glória divina,
Foste ao encontro do eterno Pai,
Conheces agora o jardim dos santos,
E o som mavioso dos anjos!
Roga por nós, teus amigos,
Tua esposa e teus filhos,
Roga por todos teus irmãos,
Para sempre viverás em nossos corações!
13/08/2012
sábado, 25 de agosto de 2012
CARAS E BOCAS
CARAS E BOCAS...
Gracinda Calado
Cada fisionomia exprime uma face nua.
Face tranqüila, calma sorridente, alegre, cheia de vigor.
Expressa carinho desejo e amor, emoção sinceridade mesmo na dor.
Cara sofrida, triste, perdida, sem rumo na vida, às vezes
calada, tristonha, às vezes cansada, manhosa, sincera, às vezes amada.
Cara de olhar penetrante, lábios excitantes, boca carmim,
deixa transparecer muito amor, também muita dor no seu interior.
Cara de pele macia, perfil delicado, olhar de princesa,
parece ser bela por fora, por dentro é pura ironia, monotonia.
Cara de sorriso largo, nariz afilado, empinado, cheia de
segredos, gosta de brinquedos de amor e não sabe o que é dor.
Cara de amigo sincero, frescor de criança, cara cheia de
esperança. Coração aberto sempre disponível em todos os momentos da vida, na
tristeza e na alegria.
Cara de irmão brincalhão, sempre cantando uma canção,
saudoso, querido, retraído, preocupado com seu coração.
Em cada cara uma canção, uma lição, uma ação!
Em cada cara uma verdade, uma saudade, uma vontade de viver.
Em cada cara um poema, um sistema de viver. Uma coragem de
agir e de sentir o amor e a dor sem se entregar ou sofrer.
Cada rosto tem o seu retrato, com trato ou maltrato, com cor
ou sem cor, com viço ou frescor!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
A DANÇA DAS BORBOLETAS
(Minhas memórias de Baturité)
Gracinda Calado
Uma borboleta chegou muito faceira, invadiu o jardim e ficou.
Dançou e rodopiou na roseira.
Chegou assim de repente, sem pedir licença a ninguém.
Fez festa nas flores, sugou o mel de todas elas e dançou.
Chegaram outras borboletas...
Na dança das borboletas eu sonhei.
Na dança das borboletas eu imaginei você sorrindo...
Na dança das borboletas o seu amor era lindo!
Lindo, colorido de mil cores sem igual.
A borboleta faceira era azul me entreguei;
A borboleta vermelha era bailarina, dancei.
As cores rosadas eram das borboletas elegantes, não competi.
A borboleta amarela era a mais singela, atrativa e sensual...
No meu sonho eu era a borboleta lilás, agressiva, poderosa sem igual.
Você fazia parte do meu sonho, das minhas cores e da minha vida.
Você era a roseira preferida de todas as borboletas do jardim!
(Minhas memórias de Baturité)
Gracinda Calado
Uma borboleta chegou muito faceira, invadiu o jardim e ficou.
Dançou e rodopiou na roseira.
Chegou assim de repente, sem pedir licença a ninguém.
Fez festa nas flores, sugou o mel de todas elas e dançou.
Chegaram outras borboletas...
Na dança das borboletas eu sonhei.
Na dança das borboletas eu imaginei você sorrindo...
Na dança das borboletas o seu amor era lindo!
Lindo, colorido de mil cores sem igual.
A borboleta faceira era azul me entreguei;
A borboleta vermelha era bailarina, dancei.
As cores rosadas eram das borboletas elegantes, não competi.
A borboleta amarela era a mais singela, atrativa e sensual...
No meu sonho eu era a borboleta lilás, agressiva, poderosa sem igual.
Você fazia parte do meu sonho, das minhas cores e da minha vida.
Você era a roseira preferida de todas as borboletas do jardim!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
AO APAGAR DAS LUZES!
GRACINDA CALADO
DEPOIS DE TUDO ESCURECER, QUEM IRÁ NOS AMPARAR SE ALUZ NÃO VEM?
QUEM CHEGARÁ PARA DIZER UMA PALAVRA DE CARINHO, UM GESTO DE AMOR, OU UM ALÔ?
SÓ SEI QUE ENTRAREMOS EM LUGAR DESCONHECIDO E INFINITAMENTE ESTRANHO PARA NÓS. SEGUIREMOS O RUMO DO INFINITO E LÁ TUDO ACONTECERÁ DIFERENTE DO QUE IMAGINAMOS. UMA FLOR SURGIRÁ E SE ABRIRÁ DIANTE DE NÓS. O SOL RENASCERÁ E JAMAIS SE APAGARÁ!
O VÉU DO INFINITO SE DESCURTINARÁ AOS NOSSOS OLHOS, UMA FIGURA TRANSPARENTE, RELUZENTE SURGIRÁ PARA NOS LEVAR NO COLO.
NO ACONCHEGO DA TRANSPARENCIA, SURGIRÁ NO CÉU A IMAGEM DA PERFEIÇÃO. LÁ NÃO SENTIREMOS MAIS AS DORES DO NOSSO CANSADO CORPO, POIS A TERRA SE ENCARREGARÁ DE TRANSFORMÁ-LO. NOSSOS OLHOS VERÃO A FACE NUA DE DEUS CARA A CARA, E OS SONS QUE ECOAM SUAVEMENTE EM NOSSOS OUVIDOS RECONFORTARÃO A NOSSA ALMA, ILUMINADA PELA LUZ QUE BRILHA SEM PARAR NA IMENSIDÃO DO ESPAÇO SIDERAL.
O VÉU DO FIRMAMENTO SE ABRIRÁ COMO UMA POÉTICA ÓPERA TEATRAL, DRIBLANDO AS CORES, MULTICORES QUE PERMEIAM OS CÉUS COM SEUS MISTÉRIOS INSONDÁVEIS!
A LEVEZA DO NOSSO SER É ALGO SENSACIONAL AO NOSSO ESPÍRITO REDIMIDO PELO AMOR DE DEUS, QUE NOS LEVARÁ AO VÔO MAIS ALTO E MAIS DISTANTE !
JAMAIS PRECISREMOS DE ALGUÉM PARA NOS AMPARAR OU SEGURAR A MÃO, O MEDO NÃO EXISTIRÁ PARA NÓS NA OUTRA DIMENSÃO! SOMOS LUZ DO UNIVERSO EM EXPANSÃO! SOMOS O AMOR EM PERFEIÇÃO! SOMOS O BRILHO DAS ESTRELAS NO CORAÇÃO DO CRIADOR!
GRACINDA CALADO
DEPOIS DE TUDO ESCURECER, QUEM IRÁ NOS AMPARAR SE ALUZ NÃO VEM?
QUEM CHEGARÁ PARA DIZER UMA PALAVRA DE CARINHO, UM GESTO DE AMOR, OU UM ALÔ?
SÓ SEI QUE ENTRAREMOS EM LUGAR DESCONHECIDO E INFINITAMENTE ESTRANHO PARA NÓS. SEGUIREMOS O RUMO DO INFINITO E LÁ TUDO ACONTECERÁ DIFERENTE DO QUE IMAGINAMOS. UMA FLOR SURGIRÁ E SE ABRIRÁ DIANTE DE NÓS. O SOL RENASCERÁ E JAMAIS SE APAGARÁ!
O VÉU DO INFINITO SE DESCURTINARÁ AOS NOSSOS OLHOS, UMA FIGURA TRANSPARENTE, RELUZENTE SURGIRÁ PARA NOS LEVAR NO COLO.
NO ACONCHEGO DA TRANSPARENCIA, SURGIRÁ NO CÉU A IMAGEM DA PERFEIÇÃO. LÁ NÃO SENTIREMOS MAIS AS DORES DO NOSSO CANSADO CORPO, POIS A TERRA SE ENCARREGARÁ DE TRANSFORMÁ-LO. NOSSOS OLHOS VERÃO A FACE NUA DE DEUS CARA A CARA, E OS SONS QUE ECOAM SUAVEMENTE EM NOSSOS OUVIDOS RECONFORTARÃO A NOSSA ALMA, ILUMINADA PELA LUZ QUE BRILHA SEM PARAR NA IMENSIDÃO DO ESPAÇO SIDERAL.
O VÉU DO FIRMAMENTO SE ABRIRÁ COMO UMA POÉTICA ÓPERA TEATRAL, DRIBLANDO AS CORES, MULTICORES QUE PERMEIAM OS CÉUS COM SEUS MISTÉRIOS INSONDÁVEIS!
A LEVEZA DO NOSSO SER É ALGO SENSACIONAL AO NOSSO ESPÍRITO REDIMIDO PELO AMOR DE DEUS, QUE NOS LEVARÁ AO VÔO MAIS ALTO E MAIS DISTANTE !
JAMAIS PRECISREMOS DE ALGUÉM PARA NOS AMPARAR OU SEGURAR A MÃO, O MEDO NÃO EXISTIRÁ PARA NÓS NA OUTRA DIMENSÃO! SOMOS LUZ DO UNIVERSO EM EXPANSÃO! SOMOS O AMOR EM PERFEIÇÃO! SOMOS O BRILHO DAS ESTRELAS NO CORAÇÃO DO CRIADOR!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
A MORTE NÃO É NADA
A morte não é nada
Santo Agostinho
“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês eu continuarei sendo.
Dêem-me o nome que vocês me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo, sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado, porque aí eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas do outro lado do caminho.” “Vocês que aí estão sigam em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.
Santo Agostinho
“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês eu continuarei sendo.
Dêem-me o nome que vocês me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo, sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado, porque aí eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas do outro lado do caminho.” “Vocês que aí estão sigam em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.
terça-feira, 3 de julho de 2012
VIDAS SOFRIDAS..VIDAS SOFRIDAS....
Gracinda Calado.
Pelas ruas da cidade pessoas perambulam sem destino, sem ter aonde encostar a cabeça.
Outras se arrastam pelos parques a fim de encontrar alguém para um desabafo.
Nas alamedas pessoas intranqüilas vão e vêem, sempre passando pelos mesmos lugares à procura de abrigo.
São pessoas agitadas preocupadas, tensas, sem muitas perspectivas de viver.
São jovens e velhos, são pretos e brancos, disputam os lugares dos passeios nas primeiras horas da manhã.
Nas avenidas, pessoas refletem nos bancos da praça seus sofrimentos suas frustrações.
Sem empregos, sem amores, sem companhias, sem ninguém, vivem a remoer fantasias e lembranças.
Vidas sem vidas, bares cheios de homens vazios, bolsos vazios, cabeças vazias, estômagos vazios...
Mulheres aventureiras, interesseiras, mendigam o amor de algum homem, de algum forasteiro.
Olhos cansados, bocas amargas, trafegam como trapos nos parques da cidade grande.
Ninguém aparece para lhes dar a mão. Medo é o que impera em cada coração, em cada irmão.
Somente Deus olha por todos, e a esperança é a ultima que morre.
SOFRIDAS...
Gracinda Calado.
Pelas ruas da cidade pessoas perambulam sem destino, sem ter aonde encostar a cabeça.
Outras se arrastam pelos parques a fim de encontrar alguém para um desabafo.
Nas alamedas pessoas intranqüilas vão e vêem, sempre passando pelos mesmos lugares à procura de abrigo.
São pessoas agitadas preocupadas, tensas, sem muitas perspectivas de viver.
Nas ruas homens e mulheres desfilam exibindo seus corpos sarados, malhados, pelas caminhadas diárias.
São jovens e velhos, são pretos e brancos, disputam os lugares dos passeios nas primeiras horas da manhã.
Nas avenidas, pessoas refletem nos bancos da praça seus sofrimentos suas frustrações.
Sem empregos, sem amores, sem companhias, sem ninguém, vivem a remoer fantasias e lembranças.
Vidas sem vidas, bares cheios de homens vazios, bolsos vazios, cabeças vazias, estômagos vazios...
Mulheres aventureiras, interesseiras, mendigam o amor de algum homem, de algum forasteiro.
Olhos cansados, bocas amargas, trafegam como trapos nos parques da cidade grande.
Ninguém aparece para lhes dar a mão. Medo é o que impera em cada coração, em cada irmão.
Somente Deus olha por todos, e a esperança é a ultima que morre.
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