terça-feira, 7 de dezembro de 2010

MINHA ÁRVORE DE NATAL

Gracinda Calado

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Pensei fazer uma árvore
com tudo de bom que eu tenho guardado,
como as grandes árvores que conheço.
Inicio pela raiz: ponho muito adubo,
que é o amor do meu coração.

Meus fertilizantes preferidos são: o carinho, a amizade, a união.
No caule, para ficar forte e viçoso,
a gratidão de meus filhos e o calor de meus netos.
Minha árvore é bem florida!

Nos galhos toda a força e seiva da vida!
Galhos frondosos, muito verdes, cartões postais verdadeiros.
Meus irmãos, meus amigos, as amizades escolhidas...
Em sua copa, lembranças dos meus pais tão queridos!

Na ponta de cada galho, uma luz, assim a árvore ficará enfeitada
e no dia do aniversário de Jesus, vou com ela adorá-lo!
Lá no alto, no galho mais distante, para que todos vejam minha árvore,
colocarei uma faixa, toda feita de orvalho, escrito assim:
“hoje é o aniversário de um menino prodígio, de tanto amar o seu povo, morreu no madeiro sagrado!”

Nas pontas de cada galho colocarei flores vermelhas de carinho;
outras brancas perfumadas, carregadinhas de paz!!!!
Algumas amarelas, como o ouro de Offir, outras multicores,
como jóias de primavera!

Tudo isso para glorificar meu Jesus,
que morreu/ ressuscitou para maior glória da gente,
um dia voltará glorioso, triunfante reluzente!!!!!!
Jesus!

domingo, 5 de dezembro de 2010

DOCE BALANÇO DE AMOR!



Gracinda Calado

As ruas, as paisagens, o chão molhado de orvalho , os roseirais, as samambaias penduradas nos terraços, as janelas abertas o dia todo, são características da minha cidade.

À noite cadeiras nas calçadas com ar de fraternidade, amizade, socialização. Suas ruas, seus casarões seculares, suas ladeiras em curvas, flores miúdas à beira dos caminhos, riachos que cantam em todos os lugares!

Assim é minha cidade! Uma saudade! Sempre levando a gente, nas coisas pequenas, simples, nos inspirando amores, enchendo nossos corações de lembranças: de uma linda mangueira, uma rua onde brincamos quando criança, um pomar, uma estação de trem, uma igreja, uma roda gigante, campo de futebol, um banho de rio, um passeio de bicicleta, os amigos, um sorriso largo!

Quando penso em minha gente, me vejo naquele coreto da praça ornamentado de flores e florais e de benjamins. Sinto-me sentada nos bancos da pracinha com os amigos, namorados, esperando o sol se por, ou a lua chegar. No colégio, as colegas de classe, as brincadeiras, jogos de bola ou de pedras, pula corda, ou balanços ingênuos, brinquedos sem pretensões!

Saudades das novenas, das missas, dos desfiles na semana da pátria, dos carnavais, das festas juninas e sabe Deus o que mais penso que me dá saudades!

É preciso ir na minha cidade para novamente sentir o seu cheiro, o seu sabor, o seu tempero, o seu calor, sua música, seu jeito de mulher madura!

Mulher de fé, cheia de mistérios e pudores, é minha cidade chamada Baturité!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

MEU PRESÉPIO DE NATAL!

Gracinda Calado

A manjedoura foi feita de laços de amizade. Ao seu redor muitas flores de paixão e rosas do coração! Forrei a caminha com cetim azul anil, da cor do manto de Maria.

Enfeitei os quatro cantos por onde os reis magos iriam passar e a Jesus adorar, com palmas verdes da esperança de um mundo inteiro melhor!

Perfumei todo o lugar com jasmins, orquídeas, rosas brancas e vermelhas, as cores da caridade e do amor, incensos de alecrim, alfazemas, como o amor de Maria.

Coloquei um lindo tapete de pétalas vermelhas, da cor do sangue de Jesus, que mais tarde derramaria na cruz!

São José, Nossa Senhora, lado a lados do presépio esperando a criancinha que logo nasceria, e anunciaria ao mundo inteiro o Evangelho verdadeiro!

Uma luz, igual a uma estrela branca reluzente, transparente, coloquei em cima da gruta iluminando a todos os que esperavam Jesus!

À meia noite ou noite e meia, o menino chorou na manjedoura, estava toda enfeitada e iluminada. Nessa hora os anjos de papel que eu fiz, criaram vida e cantaram para o nosso Salvador: Jesus, o Filho querido de Deus!

Todos os homens O veneram, o mundo se ajoelhou, agora na manjedoura, o divino Menino nasceu!

Aos poucos tudo se transformou em verdade desde o seu nascimento: O Filho que Deus nos deu de corpo e alma como nós, é nosso irmão, nosso pulsar do coração, a nossa salvação!


MEU PRESÉPIO DE NATAL


Gracinda Calado

A manjedoura foi feita de laços de amizade. Ao seu redor muitas flores de paixão e rosas do coração! Forrei a caminha com cetim azul anil, da cor do manto de Maria.

Enfeitei os quatro cantos por onde os reis magos iriam passar e a Jesus adorar, com palmas verdes da esperança de um mundo inteiro melhor!

Perfumei todo o lugar com jasmins, orquídeas, rosas brancas e vermelhas, as cores da caridade e do amor, incensos de alecrim, alfazemas, como o amor de Maria.

Coloquei um lindo tapete de pétalas vermelhas, da cor do sangue de Jesus, que tempos depois iria derramar na cruz!

São José, Nossa Senhora, lado a lados do presépio esperando a criancinha que logo nasceria, e diria ao mundo inteiro o Evangelho verdadeiro!

Uma luz, igual a uma estrela branca reluzente, transparente, ficou em cima da gruta iluminando a todos os que esperavam Jesus!

À meia noite ou noite e meia, o menino chorou na manjedoura, estava toda enfeitada e iluminada. Nessa hora os anjos de papel que eu fiz, criaram vida e cantaram para o nosso Salvador: Jesus, o Filho querido de Deus!

Todos os homens O veneram, o mundo se ajoelha, adora na manjedoura, o divino Menino está nascendo!

Aos poucos tudo se transforma em verdade desde o seu nascimento: O Filho que Deus nos deu de corpo e alma como nós, é nosso irmão, nosso pulsar do coração, a nossa salvação!



sábado, 20 de novembro de 2010

QUERIDA BEATRIZ!

COÉGIO DAS IRMÃS SALESIANAS
Fiquei emocionada com a tua festa de aniversário (setenta anos), porém não sinto que o tempo passou assim tão depressa! Estavas alegre, como sempre, feliz, cheia de vitalidade que me encorajou a dizer que também tenho a tua idade.
Relembrei-me  nosso passado na nossa linda cidade, quando estudávamos no colégio das imãs salesianas, nem imaginávamos que novamente iríamos nos encontrar nessa festa de amor e fraternidade.
Sentí tua felicidade com teus filhos, esposo, amigos e familiares, transbordavas de tanto amor e sei que ali naquele momento Deus estava ao teu lado dizendo-te: Missão cumprida, minha filha!
Chorei de emoção ao te ver e ouvir declamares um dos meus versinhos, na simplicidade que eles transmitem de amizade aos amigos.
Muito obrigada pela tua linda festa!
Que Deus conserve a pessoa maravilhosa e prestativa que és, amiga e sincera, integra em tuas ações e muito amada por Maria, mãe de Jesus!
Abrace a amiga que é desde a infância e será para sempre: Gracinda Calado

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MARCAS QUE SE FORAM PELO CHÃO DA VIDA

GRACINDA CALADO

O! INFÂNCIA DOS DIAS DE ANELOS E DOS CAMINHOS SEGUROS!

SEGURANDO A MÃO DO FILHO A MÃE SE AGITA E É FELIZ!

COMO SÃO DOCES OS DIAS DE CHUVA OU DE SOL BEIJANDO A ÁGUA CRISTALINA DO RIBEIRÃO EM BUSCA DE UM PORTO!

BENDITA MOCIDADE QUE EU VIVI E SONHEI UM DIA, NAS CALADAS DA NOITE, O SONHO DE PRIMAVERA ACONTECIA.

O JARDIM EM FLOR SE DEBRUÇAVA PARA OUVIR MEU CANTO; SUAVE ERA A CANÇÃO QUE EU CANTAVA PARA ELE, PARA ACORDAR SEU SONO.

MANHÃS FAGUEIRAS GESTADAS NAS MADRUGADAS FRIAS DA VIDA AINDA EM BOTÃO.

OH! MOCIDADE DOS LIVROS E DESCOBERTAS, DOS SEGREDOS E DOS MEDOS DA JUVENTUDE.

RETRATOS DE AMOR QUE AINDA NÃO CHEGARA E QUE PROMETERA A VIDA INTEIRA.

MOMENTOS DE OUTONO EM PLENA PRIMAVERA, TÃO QUERIDOS, BEM VIVIDOS E CHEIOS DE MISTÉRIOS.

MARCAS PROFUNDAS SE ARRASTAM HOJE PELO CHÃO DA VIDA, DESFRALDADAS PELOS CAMINHOS TORTUOSOS PASSAGEIROS.

CICATRIZES, SINAIS DE SABEDORIA E EXPERIÊNCIA, ANSIEDADE DE VIVER INTENSAMENTE A VIDA!

ASSIM SÃO AS MARCAS QUE SE FORAM PELO CHÃO DA VIDA NA MINHA  CIDADE!

ASSIM SÃO AS MARCAS QUE FICARAM EM MEU CORAÇÃO!



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOU ASSIM


Gracinda Calado

Às vezes tento caminhar em direção ao sol.

Oriento-me pela bússola da razão e às vezes encontro-me entregue ao coração.

Tento olhar o céu com olhos de poetas e sonhadores, acordo em sedas e cetins ou na relva fresca da madrugada fria.

Tento voar nas asas da saudade quando não encontro chão.

Meu pensamento voa alto procurando um ninho pra pousar ou um colo quente para me abrigar.

Sou como um pássaro que foge em busca de outras terras pra pousar.

Sigo o caminho do céu, esforço-me para chegar. Rastejo-me na relva rasa dos jardins dos corações.

Canto sempre uma canção para espantar meu sono e o som da minha voz sustenta-me na hora em que eu mais preciso.

Confio na força do universo e na energia das estrelas, sonho com os anjos e me inspiro no meu Deus!

O SOM DO SILÊNCIO


Gracinda Calado

O som mais suave é o som do silêncio!

Na infinitude do universo, esse som se espalha fazendo eco na imensidão.

Em nossos corações ele entra como uma linda canção!

Na contemplação da noite ouvimos o som das estrelas que se confunde com o som do silêncio e enchem a terra inteira de emoção!

O som do silêncio, é o som dos deuses quando querem nos falar. Nessa hora o mundo também silencia para ouvi-lo. Todos os povos se unem em inter-relacionamento universal!

O som do silêncio, está dentro de nossa alma, transformando-nos e levando-nos aos mais altos páramos do infinito céu!

O som do silêncio, silencia a natureza toda: os mares, os rios, as montanhas, os pássaros, as flores, o vento, os animais.

O som do silêncio acalma a nossa respiração e se faz luz dentro de nós.

A magia de Deus se instala nessa hora, podemos senti-lo em corpo e alma na imensidão do amor divino!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ADOLESCÊNCIA


Gracinda Calado

No desabrochar da minha adolescência

Corria pelos vales e pelos montes,

Brigava com o vento que agitava meus cabelos,

Pegava frutas no pé, subia nas ingazeiras...

Tomava banho no rio, domingos e feriados,

Espantava passarinhos, fazia bruxas de pano,

Jogava ‘de pedras no chão!’

Quão fagueira era a vida, não pensava em sofrimento,

Doença, nem solidão.

Corria de encontro ao sol, tomava chuva nas tardes frias,

De pés descalços, corria nas plantações para alcançar os passarinhos.

Desmanchava seus ninhos, cheios de ovinhos, tão lindos!!!

Jamais imaginei que a vida mudaria...

Mudou, ou mudei eu! Ainda vou descobrir.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MERGULHO NO INFINITO


Gracinda Calado

Abra o coração!

Mergulhe fundo no seu interior, observe os caminhos tortuosos, as cavernas escuras, os invasores que te atormentam destruindo teu corpo e tua mente.

Veja!

Lá no fundo da caverna, animais passeiam em ritmos acelerados, se transformam em meigos bichinhos inofensivos, injetam seus venenos mortais.
Uma cadeia enorme de esponjas e cogumelos do mar, cobras rasteiras peçonhentas te procuram e te perseguem o tempo todo.

Procura uma luz no fim do túnel, uma brecha para clarear o caminho de volta.
Não deixe que os animais que te sufocam com suas garras afiadas te dominem.
Procura a luz que ainda é a melhor saída.
Todo mergulho tem volta para cima, para o alto, para Deus!

Pensa!

A vida mata e a vida cura, só não há solução para quem não quer salvação.
Rastejar é próprio das serpentes venenosas, vivem no pântano, onde fazem sua morada.
Um filho de Deus não se entrega a solidão, a exaustão, ao porão da vida, ao desânimo, a ociosidade dos delinqüentes e marginais.
Deixa que a tua alma flua num ritmo fremente à procura de um equilíbrio, de uma paz que alivia a mente.

Procura a luminosidade das estrelas que elas estão sempre a ofertar o clarão que ilumina o céu!
Viva intensamente o momento do agora enquanto ainda há salvação.
Ignore o torpe estado do passado, não engane a tua pobre alma, que procura salvação!

sábado, 30 de outubro de 2010

RÉSTIA DE LUZ!

(Gracinda Calado
Através desta réstia de luz
Vejo a vida nascer novamente.
O brilho de ouro do sol aparece,
Em minha alma como esperança...
Cresce a chama da fé.
Em deus confio e em te penso!
Pela réstia desta luz te vejo.
És vivo e és real...

Posso te ver de longe.
Ainda não posso te alcançar,
Alcançar-te-ei um dia,
Serei feliz contigo, para sempre!

Minha alma anseia-te
Minha alma busca-te
Através desta réstia de luz
Que acende em mim,
Ó esperança louca!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DEUS, O UNIVERSO E O HOMEM

GRACINDA CALADO
O UNIVERSO ESTÁ SEMPRE SE ESPANDINDO, E ESSA EXPANSÃO INCOMODA AOS CIENTISTAS E ESTUDIOSOS E PESQUISADORES.
PENSAM ELES QUE JÁ SABEM TUDO, CONHECEM TUDO, NO ENTANTO O QUE NÃO CONHECEM CHAMAM DE ENERGIA ESCURA,O QUE ESPANTOSAMENTE VEM TIRANDO O SONO DOS MAIS PREOCUPADOS COM OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO.
CADA VEZ MAIS AGLOMERADOS DE ENERGIA, CHAMADOS DE ESTRELAS FORMAM COMUNIDADES ESPETACULARES NAS MAIS DIVERSAS GALÁXIAS DO ESPAÇO SIDERAL, OPORTUNIZANDO AOS CIENTISTAS MERGULHAREM NAS TENTATIVAS DE EXPLORAÇÕES FENOMENAIS, PORÉM INSONDÁVEIS A RESPEITO DOS MISTÉRIOS DO COSMOS.
O HOMEM SONDOU E ESTUDOU A LUA, E CHEGOU A CONCLUSÃO QUE JAMAIS VIVEREMOS LÁ, POIS NADA COMBINA COM A VIDA QUE TEMOS AQUI NA TERRA. NOSSAS LIMITAÇÕES TERRESTRES, HUMANAS, FÍSICAS,PSICOLÓGICAS, ETC ,NÃO COMBINAM COM OS COSTUMES LUNARES! A LUA É PARA SER VISTA E APRECIADA DE LONGE, COMO OS PLANETAS E ESTRELAS, E OUTROS CORPOS CELESTES.
SINTO QUE, O QUE MAIS INCOMODA AOS CIENTISTAS É A INCERTEZA DO TÃO CITADO “BIG BANG”, TEORIAS DA ORIGEM E FORMATO DO UNIVERSO OU DUALIDDE DE UNIVERSOS, A CAMADA “BRANAS” , NOME QUE ELES DÃO PARA A CAMADA QUE O ENVOLVE, COMO MEMBRANAS DE UM ORGÃO DO CORPO.
A FORMA DO UNIVERO É OUTRO PONTO DE PREOCUPAÇÃO. ALGUNS FALAM EM FORMA DE BOLHA DE SABÃO, CHEIA DE ENERGIA, COM DIMENSÕES IMAGINÁRIAS, TUDO ALÉM DA NOSSA IMAGINAÇÃO...
O HOMEM SEMPRE, DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS, PROCUROU DESMISTIFICAR OS SEGREDOS DO UNIVERSO.  TENTA COMPETIR COM O CRIADOR, COMO SE PUDESSE DECIFRAR SEUS PROJETOS E PLANOS.
A CORRIDA CIENTÍFICA RUMO AOS MISTÉRIOS DO DECONHECIDO UNIVERSO, DESAFIA A CRIAÇÃO SUPREMA E O HOMEM JAMAIS SABERÁ DE TUDO!
DEUS NA SUA INFINITA SABEDORIA, DEU AO HOMEM INTELIGÊNCIA SEMELHANTE AO OBJETO DE SUA CRIAÇÃO, MAS NUNCA IGUAL A ELE! QUANTO MAIS ELES INSISTEM EM CONHECER OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO, MAIS MISTÉRIOS EXISTIRÃO PARA SE DESCOBRIR.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SINAL VISÍVEL DE DEUS!

Gracinda Calado
Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.
Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos  livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossos ouvidos.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho nos impulsionará; uma rajada de vento suave na varanda; um olhar sonolento no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!
À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!

A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?
Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?
A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!




Gracinda Calado



Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.

Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos os livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossa janela.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho, uma rajada de vento suave, um olhar no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!



À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!



A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?



Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?



A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O TEMPO PEDIRÁ TEMPO DO MEU TEMPO

Gracinda Calado

Vivi fantasias e longas vitórias,
Viajei no tempo e no imenso espaço.
Cantei melodias, contei muitas histórias.

Plantei árvores no meu imenso jardim,
Chorei muitas lágrimas de saudades,
Não dei conta do tempo que passou para mim.

Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,
O que mais posso desejar nesse mundo,
Além da guarida da vida que me levará?

O tempo pedirá conta do tempo que passou,
Corre como um rio caudaloso sem parar,
Não me dei conta desse tempo precioso,
Que nunca virá e nunca mais voltará.

Tempo de nascer, de crescer, de morrer,
Tempo de amar, de plantar, de colher.
Tempo de sentir, de florir, de sorrir,
Tempo de cantar, de chorar, de rezar...

Somente agora me dou conta do tempo
Meu companheiro, meu caro engano,
Amigo, me ama, me abraça, me pune,
Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

EPITÁFIO

EPITÁFIO

Gracinda Calado

Como são belos os dias pra se amar!
Como são doces as horas de cantar!
Como são fortes os que erram pouco,
Nunca se envergonham de sonhar!

Cada qual sabe como proceder,
Entre a culpa e o pecado
Entre a tristeza e a alegria
Sem nunca ter sido amado.

Devia ter ouvido e falado mais,
Sonhado e trabalhado menos,
Jamais teria uma culpa assim,
Entre a derrota e a vitória.

O que não fiz foi por não querer fazer,
Vou os meus problemas resolver,
Se o acaso me trair de novo,
Vou os meus amores proteger.

Um dia na lousa escura e fria,
Jamais irei me arrepender,
De não ter chorado por loucura,
Levarei a saudade de não ver o sol nascer

BALADA DO VENTO

BALADA DO VENTO

Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia nossos corações.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ADEUS MINHA AMIGA DORALICE!

Gracinda Calado

381203 Recebi a notícia da morte de Doralice, fiquei muito triste, porém ela cumpriu sua missão na terra, e aos 100 anos, se foi levando na sua bagagem a devoção a Nossa Senhora, o amor a Deus acima de tudo e a certeza da salvação eterna, que ela sempre pregava aos amigos mais próximos.

Doralice foi uma amiga que gostava de ler e contar histórias... A sua vida inteira dedicara-se à leitura. Foi professora primária, porém seus conhecimentos superavam o grau de escolaridade que ela teve na mocidade. Quando nos aproximávamos dela tinha logo uma boa notícia de um bom livro que lera ultimamente.

Todo o meu amor pelos livros e pela literatura eu devo a essa mulher, pois quando pequena me emprestava livros de histórias, e romances na minha adolescência. O tempo passou e ela já estava velhinha e eu sempre a visitava nas férias, levando na sacola um bom pacote: livros e revistas culturais. Ela ficava ansiosa para lê-los logo, não tinha tempo mais para nada!!!

Que felicidade ela me proporcionou, e eu tenho certeza que a ela proporcionei também muita alegria!

DORA foi secretária de meu querido pai, na junta de alistamento militar nos anos 40 e 50, até 61. Ele terceu elogios grandiosos a sua pessoa e de muita gratidão pelos serviços prestados a ele e ao Exército brasileiro, na época da guerra.

Agora amiga Doralice, repousa no céu, tenho a certeza disto, pela mulher pura e virtuosa que era. Obrigada Deus, por ter conhecido em toda a minha vida uma mulher como Doralice Franco!