segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOU ASSIM


Gracinda Calado

Às vezes tento caminhar em direção ao sol.

Oriento-me pela bússola da razão e às vezes encontro-me entregue ao coração.

Tento olhar o céu com olhos de poetas e sonhadores, acordo em sedas e cetins ou na relva fresca da madrugada fria.

Tento voar nas asas da saudade quando não encontro chão.

Meu pensamento voa alto procurando um ninho pra pousar ou um colo quente para me abrigar.

Sou como um pássaro que foge em busca de outras terras pra pousar.

Sigo o caminho do céu, esforço-me para chegar. Rastejo-me na relva rasa dos jardins dos corações.

Canto sempre uma canção para espantar meu sono e o som da minha voz sustenta-me na hora em que eu mais preciso.

Confio na força do universo e na energia das estrelas, sonho com os anjos e me inspiro no meu Deus!

O SOM DO SILÊNCIO


Gracinda Calado

O som mais suave é o som do silêncio!

Na infinitude do universo, esse som se espalha fazendo eco na imensidão.

Em nossos corações ele entra como uma linda canção!

Na contemplação da noite ouvimos o som das estrelas que se confunde com o som do silêncio e enchem a terra inteira de emoção!

O som do silêncio, é o som dos deuses quando querem nos falar. Nessa hora o mundo também silencia para ouvi-lo. Todos os povos se unem em inter-relacionamento universal!

O som do silêncio, está dentro de nossa alma, transformando-nos e levando-nos aos mais altos páramos do infinito céu!

O som do silêncio, silencia a natureza toda: os mares, os rios, as montanhas, os pássaros, as flores, o vento, os animais.

O som do silêncio acalma a nossa respiração e se faz luz dentro de nós.

A magia de Deus se instala nessa hora, podemos senti-lo em corpo e alma na imensidão do amor divino!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ADOLESCÊNCIA


Gracinda Calado

No desabrochar da minha adolescência

Corria pelos vales e pelos montes,

Brigava com o vento que agitava meus cabelos,

Pegava frutas no pé, subia nas ingazeiras...

Tomava banho no rio, domingos e feriados,

Espantava passarinhos, fazia bruxas de pano,

Jogava ‘de pedras no chão!’

Quão fagueira era a vida, não pensava em sofrimento,

Doença, nem solidão.

Corria de encontro ao sol, tomava chuva nas tardes frias,

De pés descalços, corria nas plantações para alcançar os passarinhos.

Desmanchava seus ninhos, cheios de ovinhos, tão lindos!!!

Jamais imaginei que a vida mudaria...

Mudou, ou mudei eu! Ainda vou descobrir.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MERGULHO NO INFINITO


Gracinda Calado

Abra o coração!

Mergulhe fundo no seu interior, observe os caminhos tortuosos, as cavernas escuras, os invasores que te atormentam destruindo teu corpo e tua mente.

Veja!

Lá no fundo da caverna, animais passeiam em ritmos acelerados, se transformam em meigos bichinhos inofensivos, injetam seus venenos mortais.
Uma cadeia enorme de esponjas e cogumelos do mar, cobras rasteiras peçonhentas te procuram e te perseguem o tempo todo.

Procura uma luz no fim do túnel, uma brecha para clarear o caminho de volta.
Não deixe que os animais que te sufocam com suas garras afiadas te dominem.
Procura a luz que ainda é a melhor saída.
Todo mergulho tem volta para cima, para o alto, para Deus!

Pensa!

A vida mata e a vida cura, só não há solução para quem não quer salvação.
Rastejar é próprio das serpentes venenosas, vivem no pântano, onde fazem sua morada.
Um filho de Deus não se entrega a solidão, a exaustão, ao porão da vida, ao desânimo, a ociosidade dos delinqüentes e marginais.
Deixa que a tua alma flua num ritmo fremente à procura de um equilíbrio, de uma paz que alivia a mente.

Procura a luminosidade das estrelas que elas estão sempre a ofertar o clarão que ilumina o céu!
Viva intensamente o momento do agora enquanto ainda há salvação.
Ignore o torpe estado do passado, não engane a tua pobre alma, que procura salvação!

sábado, 30 de outubro de 2010

RÉSTIA DE LUZ!

(Gracinda Calado
Através desta réstia de luz
Vejo a vida nascer novamente.
O brilho de ouro do sol aparece,
Em minha alma como esperança...
Cresce a chama da fé.
Em deus confio e em te penso!
Pela réstia desta luz te vejo.
És vivo e és real...

Posso te ver de longe.
Ainda não posso te alcançar,
Alcançar-te-ei um dia,
Serei feliz contigo, para sempre!

Minha alma anseia-te
Minha alma busca-te
Através desta réstia de luz
Que acende em mim,
Ó esperança louca!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DEUS, O UNIVERSO E O HOMEM

GRACINDA CALADO
O UNIVERSO ESTÁ SEMPRE SE ESPANDINDO, E ESSA EXPANSÃO INCOMODA AOS CIENTISTAS E ESTUDIOSOS E PESQUISADORES.
PENSAM ELES QUE JÁ SABEM TUDO, CONHECEM TUDO, NO ENTANTO O QUE NÃO CONHECEM CHAMAM DE ENERGIA ESCURA,O QUE ESPANTOSAMENTE VEM TIRANDO O SONO DOS MAIS PREOCUPADOS COM OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO.
CADA VEZ MAIS AGLOMERADOS DE ENERGIA, CHAMADOS DE ESTRELAS FORMAM COMUNIDADES ESPETACULARES NAS MAIS DIVERSAS GALÁXIAS DO ESPAÇO SIDERAL, OPORTUNIZANDO AOS CIENTISTAS MERGULHAREM NAS TENTATIVAS DE EXPLORAÇÕES FENOMENAIS, PORÉM INSONDÁVEIS A RESPEITO DOS MISTÉRIOS DO COSMOS.
O HOMEM SONDOU E ESTUDOU A LUA, E CHEGOU A CONCLUSÃO QUE JAMAIS VIVEREMOS LÁ, POIS NADA COMBINA COM A VIDA QUE TEMOS AQUI NA TERRA. NOSSAS LIMITAÇÕES TERRESTRES, HUMANAS, FÍSICAS,PSICOLÓGICAS, ETC ,NÃO COMBINAM COM OS COSTUMES LUNARES! A LUA É PARA SER VISTA E APRECIADA DE LONGE, COMO OS PLANETAS E ESTRELAS, E OUTROS CORPOS CELESTES.
SINTO QUE, O QUE MAIS INCOMODA AOS CIENTISTAS É A INCERTEZA DO TÃO CITADO “BIG BANG”, TEORIAS DA ORIGEM E FORMATO DO UNIVERSO OU DUALIDDE DE UNIVERSOS, A CAMADA “BRANAS” , NOME QUE ELES DÃO PARA A CAMADA QUE O ENVOLVE, COMO MEMBRANAS DE UM ORGÃO DO CORPO.
A FORMA DO UNIVERO É OUTRO PONTO DE PREOCUPAÇÃO. ALGUNS FALAM EM FORMA DE BOLHA DE SABÃO, CHEIA DE ENERGIA, COM DIMENSÕES IMAGINÁRIAS, TUDO ALÉM DA NOSSA IMAGINAÇÃO...
O HOMEM SEMPRE, DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS, PROCUROU DESMISTIFICAR OS SEGREDOS DO UNIVERSO.  TENTA COMPETIR COM O CRIADOR, COMO SE PUDESSE DECIFRAR SEUS PROJETOS E PLANOS.
A CORRIDA CIENTÍFICA RUMO AOS MISTÉRIOS DO DECONHECIDO UNIVERSO, DESAFIA A CRIAÇÃO SUPREMA E O HOMEM JAMAIS SABERÁ DE TUDO!
DEUS NA SUA INFINITA SABEDORIA, DEU AO HOMEM INTELIGÊNCIA SEMELHANTE AO OBJETO DE SUA CRIAÇÃO, MAS NUNCA IGUAL A ELE! QUANTO MAIS ELES INSISTEM EM CONHECER OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO, MAIS MISTÉRIOS EXISTIRÃO PARA SE DESCOBRIR.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SINAL VISÍVEL DE DEUS!

Gracinda Calado
Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.
Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos  livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossos ouvidos.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho nos impulsionará; uma rajada de vento suave na varanda; um olhar sonolento no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!
À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!

A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?
Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?
A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!




Gracinda Calado



Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.

Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos os livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossa janela.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho, uma rajada de vento suave, um olhar no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!



À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!



A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?



Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?



A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O TEMPO PEDIRÁ TEMPO DO MEU TEMPO

Gracinda Calado

Vivi fantasias e longas vitórias,
Viajei no tempo e no imenso espaço.
Cantei melodias, contei muitas histórias.

Plantei árvores no meu imenso jardim,
Chorei muitas lágrimas de saudades,
Não dei conta do tempo que passou para mim.

Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,
O que mais posso desejar nesse mundo,
Além da guarida da vida que me levará?

O tempo pedirá conta do tempo que passou,
Corre como um rio caudaloso sem parar,
Não me dei conta desse tempo precioso,
Que nunca virá e nunca mais voltará.

Tempo de nascer, de crescer, de morrer,
Tempo de amar, de plantar, de colher.
Tempo de sentir, de florir, de sorrir,
Tempo de cantar, de chorar, de rezar...

Somente agora me dou conta do tempo
Meu companheiro, meu caro engano,
Amigo, me ama, me abraça, me pune,
Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

EPITÁFIO

EPITÁFIO

Gracinda Calado

Como são belos os dias pra se amar!
Como são doces as horas de cantar!
Como são fortes os que erram pouco,
Nunca se envergonham de sonhar!

Cada qual sabe como proceder,
Entre a culpa e o pecado
Entre a tristeza e a alegria
Sem nunca ter sido amado.

Devia ter ouvido e falado mais,
Sonhado e trabalhado menos,
Jamais teria uma culpa assim,
Entre a derrota e a vitória.

O que não fiz foi por não querer fazer,
Vou os meus problemas resolver,
Se o acaso me trair de novo,
Vou os meus amores proteger.

Um dia na lousa escura e fria,
Jamais irei me arrepender,
De não ter chorado por loucura,
Levarei a saudade de não ver o sol nascer

BALADA DO VENTO

BALADA DO VENTO

Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia nossos corações.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ADEUS MINHA AMIGA DORALICE!

Gracinda Calado

381203 Recebi a notícia da morte de Doralice, fiquei muito triste, porém ela cumpriu sua missão na terra, e aos 100 anos, se foi levando na sua bagagem a devoção a Nossa Senhora, o amor a Deus acima de tudo e a certeza da salvação eterna, que ela sempre pregava aos amigos mais próximos.

Doralice foi uma amiga que gostava de ler e contar histórias... A sua vida inteira dedicara-se à leitura. Foi professora primária, porém seus conhecimentos superavam o grau de escolaridade que ela teve na mocidade. Quando nos aproximávamos dela tinha logo uma boa notícia de um bom livro que lera ultimamente.

Todo o meu amor pelos livros e pela literatura eu devo a essa mulher, pois quando pequena me emprestava livros de histórias, e romances na minha adolescência. O tempo passou e ela já estava velhinha e eu sempre a visitava nas férias, levando na sacola um bom pacote: livros e revistas culturais. Ela ficava ansiosa para lê-los logo, não tinha tempo mais para nada!!!

Que felicidade ela me proporcionou, e eu tenho certeza que a ela proporcionei também muita alegria!

DORA foi secretária de meu querido pai, na junta de alistamento militar nos anos 40 e 50, até 61. Ele terceu elogios grandiosos a sua pessoa e de muita gratidão pelos serviços prestados a ele e ao Exército brasileiro, na época da guerra.

Agora amiga Doralice, repousa no céu, tenho a certeza disto, pela mulher pura e virtuosa que era. Obrigada Deus, por ter conhecido em toda a minha vida uma mulher como Doralice Franco!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O OLHAR DA LUA

O OLHAR DA LUA
Gracinda Calado

A lua do alto vê a terra azul e chora.
Tem inveja do mar que beija a areia branca.
A lua solta beijos para os grandes rios
Que correm ligeiros para o mar beijar.

No céu as estrelas caem como lágrimas de luar.
Quando a noite chega e depois vai embora,
O mar ansioso revolta-se com as ondas,
As ondas vão beijar a praia e apreciar a lua.

A lua muitas noites chorou sem ver nosso planeta,
A terra ficou escura, não sorriu mais para a lua.
Lá de cima a lua viu a terra escura, a sombra azul.
Chorou pensando em nunca mais revê-la,
Aquela coisa linda redondinha e nua,
Toda revertida de saudade e de estrelas.

OLHANDO ESTRELAS

   OLHANDO ESTRELAS
     (Gracinda Calado)

Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
 Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ENCANTAMENTO

ENCANTAMENTO
Gracinda Calado

Sempre amei a noite, principalmente se ela for de lua.
A noite esconde mistérios insondáveis!
Milhões de corpos celestes se espalham pela amplidão, e o céu se manifesta em silêncio inconfundível.
Sempre amei o luar envolvido em nuvens passageiras;
Ora esconde-se, ora se abre para apreciar a terra e derramar seus raios de prata sobre o azul terrestre.
Como é linda a noite! Principalmente quando ela abre seu manto azul cravejados de estrelas sobre nós, são como cristais que brilham na escuridão noturna!
O nosso olhar perplexo fita o luar e a lua generosa espalha o amor entre as pessoas amantes da noite clara.
Os corações em brasas, derretem-se na suavidade dos encantamentos do universo!
Bendita noite que traz os seus mistérios, suas magias, seus encantos aos casais de namorados, testemunhas de amores clandestinos.
Noites de luar, o som dos anjos vem cantar em nossa janela, como uma eterna melodia de natal!
O mar sereno beija a praia e reverencia a noite inconfundível de luar.
Oh noites de primaveras e magias!
Perfumes e estrelas que se confundem em nossos corpos e acalmam nossos corações apaixonados! A noite caminha envolvida no silencio do luar e espera a hora de dormir!

AS BORBOLETAS VOLTARAM

AS BORBOLETAS VOLTARAM
Gracinda Calado

As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores sugam inteiro o roseiral.

Batem as asas, voam cobrindo o milharal.
Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei, meu amor sem igual.

Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos de mil beijos.
Na alcova do jardim em pleno mês de abril.

Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AOS SETENTA ANOS

Aos setenta anos

Gracinda Calado

Envelheço e não me dou conta disso, pois me firmo em minhas ações presentes e não esqueço o meu passado nem minhas lindas lembranças da mocidade. Sei que não nos transformamos porque envelhecemos, mas porque amadurecemos. Às vezes sinto medo e solidão, mas logo encontro mão amiga, colo quente e braços que me enlaçam com calor.

Envelheço e dou asas à imaginação futura que dorme calmamente em meu espírito jovem. Renovo pactos de amizades comigo mesma, com os outros e com a natureza.

Envelheço e dentro do meu coração ainda pulsa o amor que faz a vida mais bela a cada dia. Para o ódio e as tristezas não deixo espaço no meu coração. Aprendi com a vida somar e multiplicar, nunca diminuir. Cumpro o ritual da vida em harmonia comigo mesma e com meu Criador, que me dá forças para caminhar com os pés no chão, de mãos dadas com a sabedoria.

Envelheço, e na minha caminhada encontro algumas barreiras e as afasto do caminho para ver melhor as flores, os pássaros e a natureza bela. O sol  que ainda brilha para mim;  sinto o orvalho da noite e vejo a luz do luar com o mesmo brilho que eu via na mocidade!

Envelheço, olhando no espelho minhas poucas rugas e meus cabelos grisalhos, me sinto bonita sem pensar na morte como fim de tudo, como a ultima estação aqui na terra, mas como o começo de tudo que foi preparado para mim.

Envelheço e vivo como as borboletas, sem a preocupação com o fim, pois elas deixam o casulo e se transformam em lindos e coloridos bichinhos!

Envelheço e agradeço a Deus por ter me poupado todo esse tempo, suficiente para fazer meus filhos e netos felizes e muito amados!

domingo, 12 de setembro de 2010

AOS MEUS QUERIDOS IRMÃOS

Gracinda Calado

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Hoje, dia 12 de Setembro de 2010, tive o prazer de reencontrar meus irmãos que durante meses não os via.

A minha alegria foi tanta e não faltaram os assuntos para os bate-papos, sem falar da felicidade de nos revermos, todos com saúde e felizes.

Devo agradecer a Deus esses momentos que são indescritíveis e indispensáveis em nossa vida e em nossa história familiar, pois o corre-corre do dia a dia nos afasta, mesmo todos morando na mesma cidade.

Como é importante ter irmãos, é como se os nossos pais voltassem no tempo para nos visitar e em nosso coração uma centelha de amor explodisse no ar irradiando uma luz que não sabemos explicar a razão. Somos a mesma carne, o mesmo sangue saídos da mesma entranha que algum dia nos gerou com o mesmo amor.

Olhamos uns para os outros, são oito, e em cada um o sinal da nossa identidade e a lembrança de nossos pais, que não estão mais conosco.

Espero que Deus nos proporcione momentos como esses, para que nossa energia de vida seja renovada sempre no amor e na união de toda nossa família.

Aos irmãos:
Gracinda, João Batista (Dão), José César, Miguel Sérgio (Dedeu), Mª das Graças (Dadá), Tarcília, Antoniêta (Tuluca), Goretti e Fco de Assis (Tito) em memória.