sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SINAL VISÍVEL DE DEUS!

Gracinda Calado
Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.
Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos  livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossos ouvidos.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho nos impulsionará; uma rajada de vento suave na varanda; um olhar sonolento no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!
À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!

A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?
Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?
A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!




Gracinda Calado



Quando amanhece, o primeiro suspiro de vida nos enche de energia e de prazer.

Prazer pela vida, pelo ar que respiramos, pelos primeiros raios de sol em nossa janela, pelos primeiros sons que passam em nossa porta, pelos os livres e soltos gorjeios dos pássaros em nossa janela.

O cheiro forte do café, em breve nos alimentará, a força de nossa mente em direção ao trabalho, uma rajada de vento suave, um olhar no espelho, e eis a razão: estou viva!!!

Obrigada meu Deus, pelos sinais visíveis de tua existência!



À noite quando chegam os primeiros raios de luar e as estrelas começam a despontar no infinito azul do céu, tudo vira mistério na imensidão do universo!



A razão começa a nos proporcionar inquietações concretas, materialistas, existenciais, começamos a refletir sobre, para que vivemos e o que faremos com essa nossa vida, por que não somos árvores nem animais daninhos, ou peixes que deslizam nas águas dos rios e do mar; por que vivo, e qual a razão da minha existência?



Deus na sua infinita sabedoria nos mostra a luz no caminho, de repente uma rosa entre os espinhos surge tão bela e perfumada, com sua cor escarlate, viva e brilhante!

De onde vem esse sinal visível de força maior que se espalha sobre todos os montes, no infinito azul do céu, nas profundezas do mar, no vôo dos pássaros e na voz do vento que nos embala a toda hora?



A voz do criador se instala em nosso ser, e a gestação do amor divino toma corpo e renasce em nosso coração com uma magnitude tão imensa que não cabe no universo inteiro!

No coração de Deus o amor se faz morada, sinal visível do Supremo Criador!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O TEMPO PEDIRÁ TEMPO DO MEU TEMPO

Gracinda Calado

Vivi fantasias e longas vitórias,
Viajei no tempo e no imenso espaço.
Cantei melodias, contei muitas histórias.

Plantei árvores no meu imenso jardim,
Chorei muitas lágrimas de saudades,
Não dei conta do tempo que passou para mim.

Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,
O que mais posso desejar nesse mundo,
Além da guarida da vida que me levará?

O tempo pedirá conta do tempo que passou,
Corre como um rio caudaloso sem parar,
Não me dei conta desse tempo precioso,
Que nunca virá e nunca mais voltará.

Tempo de nascer, de crescer, de morrer,
Tempo de amar, de plantar, de colher.
Tempo de sentir, de florir, de sorrir,
Tempo de cantar, de chorar, de rezar...

Somente agora me dou conta do tempo
Meu companheiro, meu caro engano,
Amigo, me ama, me abraça, me pune,
Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!
O TEMPO CONTRA O TEMPO






Gracinda Calado



Vivi fantasias e longas vitórias,

Viajei no tempo e no imenso espaço.

Cantei melodias, contei muitas histórias.



Plantei árvores no meu imenso jardim,

Chorei muitas lágrimas de saudades,

Não dei conta do tempo que passou para mim.



Tive filhos, netos, irmãos e meus pais,

O que mais posso desejar nesse mundo,

Além da guarida da vida que me levará?





O tempo pedirá conta do tempo que passou,

Corre como um rio caudaloso sem parar,

Não me dei conta desse tempo precioso,

Que nunca virá e nunca mais voltará.



Tempo de nascer, de crescer, de morrer,

Tempo de amar, de plantar, de colher.

Tempo de sentir, de florir, de sorrir,

Tempo de cantar, de chorar, de rezar...



Somente agora me dou conta do tempo

Meu companheiro, meu caro engano,

Amigo, me ama, me abraça, me pune,

Ainda me guarda aos setenta anos!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

EPITÁFIO

EPITÁFIO

Gracinda Calado

Como são belos os dias pra se amar!
Como são doces as horas de cantar!
Como são fortes os que erram pouco,
Nunca se envergonham de sonhar!

Cada qual sabe como proceder,
Entre a culpa e o pecado
Entre a tristeza e a alegria
Sem nunca ter sido amado.

Devia ter ouvido e falado mais,
Sonhado e trabalhado menos,
Jamais teria uma culpa assim,
Entre a derrota e a vitória.

O que não fiz foi por não querer fazer,
Vou os meus problemas resolver,
Se o acaso me trair de novo,
Vou os meus amores proteger.

Um dia na lousa escura e fria,
Jamais irei me arrepender,
De não ter chorado por loucura,
Levarei a saudade de não ver o sol nascer

BALADA DO VENTO

BALADA DO VENTO

Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia nossos corações.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ADEUS MINHA AMIGA DORALICE!

Gracinda Calado

381203 Recebi a notícia da morte de Doralice, fiquei muito triste, porém ela cumpriu sua missão na terra, e aos 100 anos, se foi levando na sua bagagem a devoção a Nossa Senhora, o amor a Deus acima de tudo e a certeza da salvação eterna, que ela sempre pregava aos amigos mais próximos.

Doralice foi uma amiga que gostava de ler e contar histórias... A sua vida inteira dedicara-se à leitura. Foi professora primária, porém seus conhecimentos superavam o grau de escolaridade que ela teve na mocidade. Quando nos aproximávamos dela tinha logo uma boa notícia de um bom livro que lera ultimamente.

Todo o meu amor pelos livros e pela literatura eu devo a essa mulher, pois quando pequena me emprestava livros de histórias, e romances na minha adolescência. O tempo passou e ela já estava velhinha e eu sempre a visitava nas férias, levando na sacola um bom pacote: livros e revistas culturais. Ela ficava ansiosa para lê-los logo, não tinha tempo mais para nada!!!

Que felicidade ela me proporcionou, e eu tenho certeza que a ela proporcionei também muita alegria!

DORA foi secretária de meu querido pai, na junta de alistamento militar nos anos 40 e 50, até 61. Ele terceu elogios grandiosos a sua pessoa e de muita gratidão pelos serviços prestados a ele e ao Exército brasileiro, na época da guerra.

Agora amiga Doralice, repousa no céu, tenho a certeza disto, pela mulher pura e virtuosa que era. Obrigada Deus, por ter conhecido em toda a minha vida uma mulher como Doralice Franco!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O OLHAR DA LUA

O OLHAR DA LUA
Gracinda Calado

A lua do alto vê a terra azul e chora.
Tem inveja do mar que beija a areia branca.
A lua solta beijos para os grandes rios
Que correm ligeiros para o mar beijar.

No céu as estrelas caem como lágrimas de luar.
Quando a noite chega e depois vai embora,
O mar ansioso revolta-se com as ondas,
As ondas vão beijar a praia e apreciar a lua.

A lua muitas noites chorou sem ver nosso planeta,
A terra ficou escura, não sorriu mais para a lua.
Lá de cima a lua viu a terra escura, a sombra azul.
Chorou pensando em nunca mais revê-la,
Aquela coisa linda redondinha e nua,
Toda revertida de saudade e de estrelas.

OLHANDO ESTRELAS

   OLHANDO ESTRELAS
     (Gracinda Calado)

Em noite sem lua olhando o mar, enquanto o barulho das ondas ronca tal qual um trovão, penso na grandiosidade de Deus, que fez o universo inteiro com suas organizações imutáveis!
Enquanto olho e penso, sinto a luz das estrelas que teimam em brilhar, uma em cada canto da noite escura.
Ao longe uma estrela cai no imenso fundo do oceano, eu digo:”vai com ela meus desejos”,e volto pensativa para meu canto de observação.
Fito a noite escura, e muito longe, um clarão preguiçoso se aproxima, fico pensando na lua!
Enquanto vejo o brilho das águas que vão e voltam agitadas, como prata espalhada sobre o mar ouve-se o ronco das ondas que se espalham nas areias brancas, como espumas de vidro.
Olho para o céu e vejo a lua que se aproxima pensativa, preguiçosa,iluminando boa parte do céu.
 Fico imóvel, extasiada, perplexa, delirante com tanta perfeição na noite escura.
Há pouco, a escuridão da noite cheia de mistérios, agora o céu começa a clarear!
As estrelas, quase não as vejo, sacrificam-me em olhá-las.
Vejo o cruzeiro do sul, a estrela Dalva, que aparece em competição com a lua.
Fico horas perdidas meditando na obra do criador! “No princípio era o imenso universo, depois Deus criou o céu com tudo que nele existe: a lua , o sol, as estrelas, os planetas...” tudo para o homem aproveitar das suas belezas, dos seus mistérios, da sua imensidão.
Volto a olhar a lua e naquele canto escuro, agora é claridade viva, a lua já vai alta iluminando todo céu!
Casais de namorados passeiam naquela praia imensa.
Fazem juras de amor tendo a lua por testemunha.
Passeiam calmamente e fazem parte daquele espetáculo natural do céu!
Volto para casa tranqüila, sei que terei nessa noite uma noite de sonhos ao luar!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ENCANTAMENTO

ENCANTAMENTO
Gracinda Calado

Sempre amei a noite, principalmente se ela for de lua.
A noite esconde mistérios insondáveis!
Milhões de corpos celestes se espalham pela amplidão, e o céu se manifesta em silêncio inconfundível.
Sempre amei o luar envolvido em nuvens passageiras;
Ora esconde-se, ora se abre para apreciar a terra e derramar seus raios de prata sobre o azul terrestre.
Como é linda a noite! Principalmente quando ela abre seu manto azul cravejados de estrelas sobre nós, são como cristais que brilham na escuridão noturna!
O nosso olhar perplexo fita o luar e a lua generosa espalha o amor entre as pessoas amantes da noite clara.
Os corações em brasas, derretem-se na suavidade dos encantamentos do universo!
Bendita noite que traz os seus mistérios, suas magias, seus encantos aos casais de namorados, testemunhas de amores clandestinos.
Noites de luar, o som dos anjos vem cantar em nossa janela, como uma eterna melodia de natal!
O mar sereno beija a praia e reverencia a noite inconfundível de luar.
Oh noites de primaveras e magias!
Perfumes e estrelas que se confundem em nossos corpos e acalmam nossos corações apaixonados! A noite caminha envolvida no silencio do luar e espera a hora de dormir!

AS BORBOLETAS VOLTARAM

AS BORBOLETAS VOLTARAM
Gracinda Calado

As borboletas voltaram para a dança nupcial,
Encontram seus lugares, seus parceiros,
Seus amores sugam inteiro o roseiral.

Batem as asas, voam cobrindo o milharal.
Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!
Aqui terão o que guardei, meu amor sem igual.

Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,
Ficam fartas de desejos de mil beijos.
Na alcova do jardim em pleno mês de abril.

Borboletas incandescentes, pequeninas,
Asas cheias de luz reluzente no infinito,
Pares perfeitos de amores e de cores.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AOS SETENTA ANOS

Aos setenta anos

Gracinda Calado

Envelheço e não me dou conta disso, pois me firmo em minhas ações presentes e não esqueço o meu passado nem minhas lindas lembranças da mocidade. Sei que não nos transformamos porque envelhecemos, mas porque amadurecemos. Às vezes sinto medo e solidão, mas logo encontro mão amiga, colo quente e braços que me enlaçam com calor.

Envelheço e dou asas à imaginação futura que dorme calmamente em meu espírito jovem. Renovo pactos de amizades comigo mesma, com os outros e com a natureza.

Envelheço e dentro do meu coração ainda pulsa o amor que faz a vida mais bela a cada dia. Para o ódio e as tristezas não deixo espaço no meu coração. Aprendi com a vida somar e multiplicar, nunca diminuir. Cumpro o ritual da vida em harmonia comigo mesma e com meu Criador, que me dá forças para caminhar com os pés no chão, de mãos dadas com a sabedoria.

Envelheço, e na minha caminhada encontro algumas barreiras e as afasto do caminho para ver melhor as flores, os pássaros e a natureza bela. O sol  que ainda brilha para mim;  sinto o orvalho da noite e vejo a luz do luar com o mesmo brilho que eu via na mocidade!

Envelheço, olhando no espelho minhas poucas rugas e meus cabelos grisalhos, me sinto bonita sem pensar na morte como fim de tudo, como a ultima estação aqui na terra, mas como o começo de tudo que foi preparado para mim.

Envelheço e vivo como as borboletas, sem a preocupação com o fim, pois elas deixam o casulo e se transformam em lindos e coloridos bichinhos!

Envelheço e agradeço a Deus por ter me poupado todo esse tempo, suficiente para fazer meus filhos e netos felizes e muito amados!

domingo, 12 de setembro de 2010

AOS MEUS QUERIDOS IRMÃOS

Gracinda Calado

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Hoje, dia 12 de Setembro de 2010, tive o prazer de reencontrar meus irmãos que durante meses não os via.

A minha alegria foi tanta e não faltaram os assuntos para os bate-papos, sem falar da felicidade de nos revermos, todos com saúde e felizes.

Devo agradecer a Deus esses momentos que são indescritíveis e indispensáveis em nossa vida e em nossa história familiar, pois o corre-corre do dia a dia nos afasta, mesmo todos morando na mesma cidade.

Como é importante ter irmãos, é como se os nossos pais voltassem no tempo para nos visitar e em nosso coração uma centelha de amor explodisse no ar irradiando uma luz que não sabemos explicar a razão. Somos a mesma carne, o mesmo sangue saídos da mesma entranha que algum dia nos gerou com o mesmo amor.

Olhamos uns para os outros, são oito, e em cada um o sinal da nossa identidade e a lembrança de nossos pais, que não estão mais conosco.

Espero que Deus nos proporcione momentos como esses, para que nossa energia de vida seja renovada sempre no amor e na união de toda nossa família.

Aos irmãos:
Gracinda, João Batista (Dão), José César, Miguel Sérgio (Dedeu), Mª das Graças (Dadá), Tarcília, Antoniêta (Tuluca), Goretti e Fco de Assis (Tito) em memória.

domingo, 29 de agosto de 2010

AMANHECE!

Amanhece !


O sol derrama sobre a cidade os seus primeiros raios de luz.

Sobre os telhados uma cor laranja feito brasas, se avista ao longe, enquanto a cidade ainda dorme e aos poucos vai se espreguiçando para cumprir o ritual do dia.

O clarão da manhã rompe o mistério da noite e transforma a cidade inteira em luz.

O fantástico espetáculo da aurora vai deslizando sobre os montes, emoldurados pelas flores das serranias, em despedida da noite que passou.

Pela janela aberta docemente, vejo pessoas que passam seguindo seus destinos, passos lentos, compassados, como quem não tem pressa de viver.

Na minha rua, flores se abrem nos jardins e perfumam o ar.

Na moldura das cores, dezenas de borboletas livram-se de seus casulos e fogem fartas de desejos em busca de beijos.

O sol, astro rei, traz vida e transforma todas as criaturas.

Os pássaros cantam nos galhos das árvores anunciando a felicidade de viver em comunhão com o universo.

Olho atentamente a paisagem da rua, enquanto meu corpo preguiçosamente sente a saudade da noite que passou e prenuncio o vazio do dia que virá para mim.

As belezas desta manhã ficarão na memória e nas recordações da minha história.

As saudades do passado me acompanham, e a tua imagem me persegue ainda, mergulhada na alegria daquela manhã de verão.

Pessoas vão e vêem pelas ruas da cidade, rumo ao trabalho cotidiano e em mim as saudades de um amor que se findou.

sábado, 21 de agosto de 2010

CHEIRO DE NATUREZA

CHEIRO DE NATUREZA

Gracinda Calado

Abro a janela ,sinto um vento suave que vem do mar e com ele um cheiro e gosto de sal que invade meu paladar com aquele sabor que conhecemos desde a pia batismal!

A maresia aumenta a cada hora e as ondas se avolumam, e o barulho é ouvido de longe. As nuvens estão pesadas parecem que vão cair; da terra um cheiro puro de chuva de verão se aproxima desperta nossa sensibilidade interiorana, é o cheiro da mãe natureza!

Da janela emoldurada bate um vento frio e forte com cheiro de mato e de flores...Sinto no meu rosto o gosto da manhã fresca que anuncia um lindo dia!

Na janela ao lado passarinhos fazem ninhos e soltam os últimos gorjeios matutinos. Alguns pingos de chuva fina molham minha face como se fossem lágrimas de saudades, e o meu rosto sonolento se refaz dos pensamentos de outrora!

Continuo olhando a rua e respirando o odor da manhã que invade toda a cidade. O cheiro do café coado se espalha pela vizinhança toda enquanto o padeiro entrega o pão a domicilio. O jornaleiro envolve o jornal em plástico transparente e joga nos jardins das casas. O relógio da Igreja bate as horas !

Apresso-me em tomar minha refeição matinal, depois de uma rápida oração.

A minha janela continua sendo os meus olhos, meus ouvidos e meu olfato.

A insônia me trouxe o dia mais lindo e com ele o sol, a luz e toda a energia do Universo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CAMINHANDO COM OS SONHOS

CAMINHANDO COM OS SONHOS

Gracinda Calado


Na vida todos nós temos momentos de altos e baixos em nossas relações.

Muitas vezes nos entregamos inteiramente a uma causa boa ou produtiva.

Viajamos nos sonhos quando o amor acontece.

Somos surpreendidos pelas decepções, os medos, as traições, os desencontros.

Sonhamos e nos sonhos depositamos nossos sentimentos de maneira singela, pura, confiável.

Esses sonhos nos dão esperanças de viver, porque neles fazemos a nossa história.

Nossa caminhada no planeta é uma luta constante. Caminhamos com pessoas sempre ao nosso lado, verdadeiros anjos ou demônios.

Muitas vezes erramos, outras acertamos, assim vamos caminhando nos sonhos.

Eles nos dão forças para enfrentarmos a caminhada do dia a dia.

Quando sonhamos, viajamos nas asas do vento, subimos até aos céus, cantamos pra lua, tecemos fios de prata nas estrelas. Viajamos nos pensamentos.

Através dos sonhos, somos deuses e coroamos reis e rainhas em nossos castelos.

Caminhando com os sonhos, damos asas as nossas paixões, as nossas ilusões e nossas alucinações.

O nosso mundo é fantástico, a nossa alma é transparente e translúcida.A nossa imaginação é mágica e feliz!

O nosso corpo é leve e nossos passos mais sutis.Nossos sonhos nos levam a lugares imagináveis!

Voamos como devem voar os anjos e fazemos festas para os querubins.

Falamos com Deus e nos sentimos parte da criação universal de amor!

Não sofremos, nem sentimos dores na magia louca de sonhar!

Quando deixarmos de sonhar estaremos mortos!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

QUANDO EU ERA CRIANÇA

QUANDO EU ERA CRIANÇA...

Gracinda Calado


“QUANDO EU ERA CRIANÇA PENSAVA COMO CRIANÇA”...


Pensava que os pássaros voavam até chegar ao céu;

Que todas as mães eram santas e puras;

Que os anjos falavam a linguagem do paraíso,

Que só Deus entendia suas falas.

Quando eu era criança pensava que os carneirinhos brincavam

Nas nuvens brancas e eu ficava momentos contando suas passagens.

Que o mar findava no encontro com o céu, por isso era azul.

Que são Jorge montava um cavalinho branco na lua.

Que a alma da gente viajava no espaço e ouvia os sons do universo.

Que as palavras nasciam da música de um piano (por causa da partitura).

Que o barquinho corria ligeiro empurrado pelas ondas do mar.

Que o vento ouvia a gente falar de amores e levava essas palavras para bem longe!

Que no fundo dos oceanos moravam dragões e sereias.

Que nas praias, as conchas, levadas aos ouvidos

Imitavam os sons do barulho das ondas.

Que meus pais nunca morreriam...

Que Deus amava as criancinhas e nunca as deixariam sozinhas.

Que do outro lado do mar, existia uma cidade perdida,

Onde moravam os reis e as rainhas em seus castelos.

Que a tristeza não existia, era coisa de gente grande.

Que a dor e o sofrimento só existem com os poetas.

Que toda alma é música que se toca sempre.

Que a vida é um mistério de Deus,

Que o fogo é feito de feitiço e de magia,

Que Deus mora nas igrejas e passeia com os anjos no céu.

Hoje, penso como gente grande: a alma sente nostalgia e muitas vezes é prisioneira.

Hoje me vejo ainda como criança quando volto ao passado,

Meu coração ainda pulsa como criança, mas não fala como criança,

Nem pensa como criança.

Como adulta, faço a viagem em sentido contrário.

Rastejo-me nas pegadas de minha infância feliz e abençoada.

Hoje minha alma sente saudades das minhas origens.

Às vezes se sente estranha, acanhada...

Anda para trás e navega ao sopro das recordações;

Hoje minha alma é de poeta, sofre a dor de ‘enganador’;

Nos versos que eu quero arrancar de meu interior!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

RETRATO DE MEUS PAIS

RETRATO DE MEUS PAIS

Gracinda Calado

Faraó e Antoniêta

Abri o álbum, por um instante, me emocionei...

Quem poderia me fazer ficar tão triste?

Um casal de braços dados como antigamente.

Chorei de emoção ao ver a velha fotografia

 

Não quero mais ver esta foto antiga,

Pois ela só me traz recordação.

Vejo meus pais, alegres, sorridentes,

Como se o tempo não passasse para eles.

Infelizmente já passou, ficou a saudade.

 

O que será de mim agora, nessa hora,

Sem eles, sem minha alegria e minha história.

Morrerei de saudades e de recordações.

Meu pai nos seus oitenta anos bem feliz,

Minha mãe nos seus setenta bem vividos.

 

Doces lembranças de amor e de felicidade!

Os filhos ao redor da mesa cantam parabéns,

Os netos gritam parabéns! Paz e felicidades!

Saudades de ti meu pai, e de ti minha mãe!

 

Volto ao passado tão distante sinto frio...

 

Onde ficaram aqueles que eu amava tanto

Meus olhos enchem-se de lágrimas sentidas.

Pareciam imortais na minha infância,

Na eterna felicidade dos seus filhos,

Onde estarão vocês agora meus pais?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

AS BORBOLETAS VOLTARAM

AS BORBOLETAS VOLTARAM

Gracinda Calado


As borboletas voltaram para a dança nupcial,

Encontram seus lugares, seus parceiros,

Seus amores sugam inteiro o roseiral.

 

Batem as asas, voam cobrindo o milharal.

Voam as borboletas, voam, vêem ao meu jardim!

Aqui terão o que guardei, meu amor sem igual.

 

Rodopiam no espaço, aqui, ali, e acolá,

Ficam fartas de desejos de mil beijos.

Na alcova do jardim em pleno mês de abril.

 

Borboletas incandescentes, pequeninas,

Asas cheias de luz reluzente no infinito,

Pares perfeitos de amores e de cores.