quinta-feira, 14 de maio de 2009

A VIAGEM DA VIDA


A VIAGEM DA VIDA

GRACINDA CALADO


Quando nascemos, somos rejeitados pelo útero materno, que durante 9 meses nos acolheu, e num impulso natural nos joga no mundo.
Nossa reação é chorar...Nascemos chorando, pela rejeição de nossa mãe.
Ela a geradora, alivia-se das dores do parto e chora de alegria! Somos bem vindos!
Inicia-se em nós um começo de viagem, não sabemos pra onde vamos nem o que queremos. Tudo é estranho!Aos poucos vamos nos acostumando com aquela vida esquisita.
Conhecemos pessoas, sentimos dores, alegrias,tristezas,ouvimos gritos...
E agora? A vida continua... como se estivéssemos em um trem de viagem rumo ao desconhecido.Pessoas que vão e que vêem, vão passando, vão saindo, vão embora de vez e o trem andando e tudo acontecendo...
Não podemos ficar parados, avistamos paisagens, ouvimos histórias, fazemos histórias,somos personagens de outras histórias...E o trem andando, algumas vezes uma freada nos desperta do sono. Os passageiros se acostumam com o balanço do trem. Uns viajam ao nosso lado,outros passam por nós...Uns nos dão carinho, outros nos dão amor,outros nos desprezam, nos fazem chorar, nos fazem rir, outros refletir sobre nossa viagem.
Continuamos no trem, de repente, olhamos para os lados e aqueles que viajavam conosco não estão mais.
Onde ficaram? Onde o trem parou?Onde desceram nossos pais?, Nossos irmãos, nossos amigos?
Estamos sozinhos, sem ninguém que nos queira bem.
Guardamos as recordações daqueles que por nós passaram e deixaram suas marcas.
O trem começar a encher novamente ,novas pessoas vão entrando em nossa vida.
Pena que o trem parou, está na hora de descer!

(Está no meu blog:www.gracindacalado.blogspot.com)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUANTAS VEZES NASCI...


Quantas vezes nasci, cresci, morri.

Gracinda Calado

Quantas vezes nasci! Quantas vezes cresci, chorei, amei vivi, morri!
No passo desse embalo, revivi sessenta e oito vezes,
E me perdi na imensidão dos meus pensamentos.

Quantas vezes vi o sol nascer!
Quantas vezes vi a lua surgir!
Quantas vezes vi o mar levar suas ondas para outros continentes!

Assim me entreguei sem temores aos encantos da vida que me trouxe a felicidade.
Meu sol resplandeceu e brilhou em mim,
Ao encontro da minha existência que não é curta.

Debruço-me em minhas rugas quase poucas.
Em meus cabelos quase brancos,
Em meus olhos quase negros,
Em meus pensamentos maduros,
Em minhas mãos quase trêmulas.
Em minha pele quase sem viço,
Em meu corpo quase cansado, mas que ainda resiste ao tempo.
Em minha voz quase rouca de exclamar vitória!
Em meu perfil de mulher guerreira, aventureira, quase forte.
Em minha alma de rainha e mãe, de mulher, de professora,
Em meu jeito de falar e de tocar na alma das pessoas!

Viverei quantas vezes for preciso viver, nascer e morrer,
Para que eu tenha sempre os filhos que eu tenho, os irmãos que eu ganhei,
Os netos que me presentearam, os amigos que conquistei para sempre!

MOMENTOS DE MAIO


Momentos de Maio.

Gracinda Calado.


O mês de Maio chegou com toda a força da natureza.
Os jardins se despem e se mostram nus, toda a sua beleza e perfume.
As flores exibem suas cores e exalam a mais rica essência dos deuses, em corolas multicores.
Os matizes tropicais vaidosos, de verdes degradês, saltam aos nossos olhos as cores do mar e do céu.
O silencio do lugar embriaga a quem por ali passar e reveste-se de cores lilases furtacores nas pétalas das rosas.
Como é grande o pulsar do coração do bosque, que se entreabre ao ruído das abelhas e dos rouxinóis.
Espelha-se nas asas das borboletas o veludo azul anil dos minúsculos bichinhos que dançam nos roseirais de lá pra cá e daqui pra lá, esparramando o néctar das florezinhas.
Milhões de insetos gozam das delícias desta estação, enquanto as chuvas lavam o mel que escorre das abelhas sedentas.
Mês de Maio, mês das flores e das colheitas perfumadas nas trilhas de um jardim florido!
Corações enfeitiçados de amores se revelam no cantar dos pássaros e no perfume das roseiras que beiram os espinhos selvagens.
O coração aflito chora de saudades um amor distante e solitário nesta noite fria.
A estação é um convite ao amor e ao casamento no mês que é das noivas e das novenas

terça-feira, 5 de maio de 2009

ENCANTAMENTO


ENCANTAMENTO

GRACINDA CALADO


É noite.
Na solidão do espaço vários pontos luminosos se movimentam como pedras de cristal.
O véu da noite desce como um grande manto azulado de estrelas que piscam sem parar.
Um aglomerado de corpos multicores dança no espaço sideral, enquanto o firmamento exibe a calmaria da imensidão do espaço e a grandeza majestosa de sua beleza!
Nossos olhos não conseguem apreciar a ‘olhos nus’ o que acontece no infinito. Grandes instrumentos povoam e circulam galáxias imensas para ajudar ao homem a observar os mistérios da criação.
O que Deus tem preparado para nós, somente o coração sentirá a magnitude de tanta beleza!
De longe podemos imaginar os astros e os planetas que nos cercam formando o universo em que vivemos.
Grandes e insondáveis segredos se escondem diante de nossos olhos.
A natureza rende-se ao mistério dos astros provocando um real e inconfundível encantamento!

A lua surge nos confins do horizonte para iluminar e encher de magia a noite que se despede da escuridão e espera até que amanheça para receber o sol.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

MEMÓRIA DAS FÉRIAS


MEMORIA DAS FERIAS
Gracinda Calado

Lembro-me daqueles enormes poços de água fria onde cedo mergulhávamos para enganar o calor.
Nadávamos até a outra margem para demonstrar habilidade na água, força e coragem.
Os amigos vinham todos os dias para comer as frutas gostosas do pomar.
Sempre era uma festa a algazarra que fazíamos nas brincadeiras e nos banhos de rio.

Na cidade sempre nas férias assistíamos a filmes bons, romances e dramas maravilhosos.
Depois do filme na sorveteria da nossa cidade íamos saborear os melhores doces gelados produzidos com suculentas frutas maduras da serra.

Os bailes eram animados; os nossos pares certinhos ficavam a nossa espera.
Em outras ocasiões fazíamos reuniões em casa de amigas e a alegria era uma constante em nossas vidas, com o apoio de nossos pais.
Quando havia novenas divertíamos nas quermesses animadas pelos leilões que serviam para ajudar a paróquia e a igreja.

Como era de costume nas vesperais aos domingos reuniam-se dezenas de jovens para dançar e aproveitar o que nos ofereciam durante as férias.

Quando era Junho se enriqueciam os salões com as famosas quadrilhas e no final de ano, com as visitas às lapinhas e com o pastoril animado pelos jovens que ensaiavam
o ano todo para apresentarem durante a festa do Menino Jesus.
Aos domingos o banho de piscina pela manhã no balneário da cidade era a animação da turma que se encontrava para conversar e bater aquele papo!
À noite na pracinha o encontro com os amigos, os flertes, o namoro tímidos no banco da praça até às dez horas, momento de ir embora.

FOLHAS AO VENTO


FOLHAS AO VENTO
Gracinda Calado

As folhas caem e o chão vermelho se enfeita de cores.
As folhas secas da estação são levadas pelos ventos do norte e empurradas para além das correntes de ares.
O vento quente sopra primeiro, sufoca a mente enegrecida pelas cinzas da paisagem.
Tudo morre tudo expira, nem uma flor sobrou para enfeitar a morte.
A ultima esperança chega ao bico de uma avezinha.
Um broto de ramo verde trás a esperança, como Noé na embarcação do Gênesis.

O céu cobre-se de nuvens espessas, se espalham ao longe levadas pelos ventos quentes rumo ao mar.
Outono na natureza é tristeza no universo. É como se a vida se esvai, seguindo o rumo dos ventos sozinha, triste e solitária.
Outono em nossa vida são cabelos brancos desbotados. Rostos amassados no espelho do meu quarto na estação da natureza.
Passos lentos, olhares distantes como quem procura algo na amplidão dos céus.
O outono chega a nossas vidas como as folhas carregadas pelos ventos da estação ou trazidas pelas correntes de outros ares.
Passa ligeira a vida como as folhas soltas no ar sem rumo, e as esperanças como lânguidos olhares de um fim de estação.
A vida espera a paz para sentir o gosto de recomeçar.
Enquanto há vida há esperança no lugar!

terça-feira, 28 de abril de 2009

CANÇÃO PARA IRACIRA!


CANÇÃO PARA IRACIRA

Gracinda Calado

Hoje não sofres mais!
O chão que tu pisaste se transformou em luz perene, e o véu do teu amor se abriu para voar em outras plagas.
O teu coração pulsante agora é energia pura de luar, lá onde as estrelas fazem ninhos!
Queria eu te ver sorrindo, com aquele sorriso largo verdadeiro que falava ao som dos teus cantares de felicidade!
A tua vida sempre foi um hino ao amor que tu reservaste até a ultima hora e que de tão grande transbordaste para todos nós.
Como sentimos tua falta!
A esperança é para nós, teus amigos, uma constante; agora brilhas e não sofres mais.
Passeias nos tapetes estelares ao som de um lindo musical como era tua alma simples e sincera.
Jamais nos separaremos de ti, pois vives a cada dia em nossa memória e em nosso coração, a sussurrar canções de amor que vem do infinito dos céus, onde Deus te recebeu para te transformar em luz perene!

DESPEDIDA DE AMIGO


DESPEDIDA DE AMIGO

Gracinda Calado

Quando um amigo para sempre se vai,
É como uma estrela que no mar triste cai.
Quando um amigo meu se vai sem dizer adeus,
São lágrimas sinceras caídas dos olhos meus.

Quando os amigos vão embora de repente,
O vazio imenso é maior que a saudade.
São sentimentos doridos, maiores que a solidão,
São ecos e solfejos de um triste coração.

Saudades de amigos são profundas agonias,
São tristezas escondidas no íntimo de nosso ser,
São lembranças dos momentos de alegria ou prazer,
Das horas alegres ou tristes que marcaram nosso viver.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

MÚSICA


MÚSICA

Gracinda Calado

Divina invenção!
Sons dos deuses do universo, és tu divina música a deusa encantada de todas as horas.
Paixão da minha vida!
Doces acordes e perenes melodias soltas no ar que eu respiro e sugo sem medo.
Divina escolha de Deus em versos no infinito dos céus.
Sagrada música!
Lágrimas dos anjos, poesias em formas de estrelas que cintilam nas noites musicais.
Sons universais dos astros e dos cometas entrelaçados de luar nas noites escuras.
Ó música, magia dos cérebros protegidos pelos deuses gregos e romanos!
Ópio dos poetas e dos apaixonados, dos que sofrem por amor.
Remédio dos inválidos e dos que no peito traçam sentimentos vazios.
Melodias com gosto de mar e de luar em noites de solidão.
Bendita música enlevo das almas perdidas amedrontadas.
Guardas em teu seio nu os segredos dos musicais e das tragédias gregas.
Tangos, valsas e boleros cheios de histórias de amor e desventuras.
Canção do infinito, divina musica dos menestréis de outrora!
Paixão, saudade é teu destino enganar corações apaixonados e sofredores nas tabernas das vilas sombrias.
Divina música sopro dos anjos e dos deuses, és minha vida e minha morte, meu destino e minha sorte!
No castelo de teu reino és a rainha, és a mais bela entre toda a realeza.
Sons de mistérios e de magias em noites de lua cheia olhando o clarão do luar.
Meu vicio preferido que em tudo me faz sorrir e cantar!

AS ANDORINHAS


AS ANDORINHAS
Gracinda Calado

As andorinhas vivem na torre da igreja. Passam ligeiras como relâmpagos.
No verão elas disputam os lugares, com os morcegos nos telhados.
À tardinha voam ligeiras para os seus ninhos.
Chegam em bandos como se chegassem para a guerra.
Obedecem a um comando de voz, que só elas entendem.

Geralmente se localizam nos lugares mais altos das torres das igrejas. Ali elas constroem seus ninhos, onde os homens não alcançam.
As andorinhas dormem cedo e pela manhã voam em bando fazendo uma grande algazarra.
Sempre gostei das andorinhas. Elas defendem seus filhinhos contra os predadores.
São vidas cheias de liberdade e alegria!

As andorinhas são lembranças da minha infância,
Do tempo em que eu era feliz.
Voam rápido, sem destino, sem hora,
Vestidas de preto jovens senhoras
Protegem os filhotes nos seus ninhos.

Jamais alguém se manifestou um dia
Criar uma andorinha na gaiola.
Às vezes tenho dúvidas deste pássaro
Se ele é mesmo irracional...
Pois na vida defende-se do mal.

Pássaro negro, rápido, aventureiro,
Viuvinha, feliz é a andorinha,
Não dá bolas, jovem senhora,
Seu canto jamais alguém ouviu
Mesmo assim ela é feliz
Lá no cume da torre da matriz.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

SE PUDÉSSEMOS...


SE PUDÉSSEMOS...

Gracinda Calado

Se pudéssemos contar todas as estrelas do céu,
Se pudéssemos contar os pingos d água da chuva,
Se pudéssemos contar as areias do mar,
Se pudéssemos...

Se pudéssemos nos encontrar na luz do luar,
Entraríamos nos mistérios do universo e do coração,
Cansados de procurar o que perdemos na vida,
Se pudéssemos nas voltas do mundo o tempo voltar...

Se pudéssemos chegar ao céu, ou na grandeza do mar,
Se pudéssemos dançar nas estrelas e nas constelações,
Se pudéssemos nos olhar no brilho da lua e do luar,
Encontraríamos o que de mais puro e sublime existe entre nós, o amor.

sábado, 18 de abril de 2009

A DESPEDIDA


A DESPEDIDA
Gracinda Calado

Meu doce olhar de ternura
Procura o teu docemente,
Vejo-te partir e já te sinto ausente.
Quem poderá tirar-me dessa amargura...

As tuas mãos estão trêmulas sem forças.
E o meu olhar já não encontra o teu,
É fuga para não ver tua partida.
Que medo é este que me devora?

É a tua ausência, silêncio da hora.
Tuas mãos estão frias e suadas,
As minhas, perderam a força e a cor,
E o teu sorriso amarelo se espalha,
Na voz do meu falar “que te espero”.

No momento da partida, não quero,
Ver-te sair por ali, naquela porta.
Sonho contigo um dia chegando,
E o meu sonho se realizando.

A FLOR DO CACTUS

A FLOR DO CACTUS
Gracinda Calado

Quem disse que a rosa é a mais bela?
A flor do cactus entre todas as flores
É a mais bonita a mais faceira e mais singela.

Nasce entre espinhos, sem medo de morrer,
Sua beleza encanta até quem lhe despreza,
Respira altaneira com vontade de crescer.

Nunca se viu assim tão invejável flor,
Com ares de princesa ou de rainha,
A flor do cactus, é a flor do bem e do amor.

Na sua história de perfeição real,
Outras existem que sempre invejam,
Sua cor, sua beleza, seu perfume natural.

Flor do asfalto, das pedras e das caatingas,
O seu destino é enfeitar e perfumar
Todos os espinhos que lhe transpassam
Sem correr sangue, nem lágrima a derramar.

Eu queria ser como a flor do cactus,
Em vez de chorar a dor de espinhos,
Perfumar as lágrimas de amores.

A FLOR DO CACTUS

A FLOR DO CACTUS
Gracinda Calado

Quem disse que a rosa é a mais bela?
A flor do cactus entre todas as flores
É a mais bonita a mais faceira e mais singela.

Nasce entre espinhos, sem medo de morrer,
Sua beleza encanta até quem lhe despreza,
Respira altaneira com vontade de crescer.

Nunca se viu assim tão invejável flor,
Com ares de princesa ou de rainha,
A flor do cactus, é a flor do bem e do amor.

Na sua história de perfeição real,
Outras existem que sempre invejam,
Sua cor, sua beleza, seu perfume natural.

Flor do asfalto, das pedras e das caatingas,
O seu destino é enfeitar e perfumar
Todos os espinhos que lhe transpassam
Sem correr sangue, nem lágrima a derramar.

Eu queria ser como a flor do cactus,
Em vez de chorar a dor de espinhos,
Perfumar as lágrimas de amores.


terça-feira, 14 de abril de 2009

O VENDEDOR DE FLORES


O VENDEDOR DE FLORES


GRACINDA CALADO

Numa esquina da cidade seguia vendendo,
O jovem vendedor de flores mimosas.
De um lado para o outro oferecia rosas.
Vendia como se fosse a ultima do buquê.

Rosas vermelhas, brancas, azuis, amarelas,
Rosas mimosas, rosas como jóias raras,
Rosas viçosas perfumadas, singelas,
Rosas dos jardins mais lindos do coração.

O vendedor de rosas seguia vendendo,
“Queres uma rosa, é preço de ocasião”,
“Compre moço esta rosa tão formosa!”
Presente para um feliz e amado coração!

“Compre moço esta belíssima rosa,”
“Quem sabe para enfeitar outra rosa,”
Aquela que tem alma e coração,
Vermelha como carmim de emoção!

Sai por aí vendendo outras rosas,
Quem as comprará seu perfume?
São rosas- menina, rosas- mulher.
Rosas regadas no pé, são rosas cheirosas!

o venddor de flores

O VENDEDOR DE FLORES

GRACINDA CALADO

Numa esquina da cidade seguia vendendo,
O jovem vendedor de flores mimosas.
De um lado para o outro oferecia rosas.
Vendia como se fosse a ultima do buquê.

Rosas vermelhas, brancas, azuis, amarelas,
Rosas mimosas, rosas como jóias raras,
Rosas viçosas perfumadas, singelas,
Rosas dos jardins mais lindos do coração.

O vendedor de rosas seguia vendendo,
“Queres uma rosa, é preço de ocasião”,
“Compre moço esta rosa tão formosa!”
Presente para um feliz e amado coração!

“Compre moço esta belíssima rosa,”
“Quem sabe para enfeitar outra rosa,”
Aquela que tem alma e coração,
Vermelha como carmim de emoção.

Sai por aí vendendo outras rosas,
Quem as comprará seu perfume?
São rosas- menina, rosas- mulher.
Rosas regadas no pé, são rosas cheirosas!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PRECISO VER-TE


PRECISO VER-TE.
Gracinda Calado

Preciso ver-te sombra da noite escura,
Vulto errante da madrugada fria,
Onde te escondes nesta noite negra,
Cheia de tristezas e amarguras?

Preciso ver-te miragem do dia,
No amarelo ouro, do brilho do sol,
No som de uma flauta, de uma fantasia,
No canto dos pássaros, no perfume da flor.

Preciso ver-te, mágica ilusão da manhã,
No farfalhar das borboletas e nos rouxinóis,
Na amplidão do universo, na luz das estrelas,
Na brancura triste dos meus lençóis.

Preciso ver-te no brilho fosco da lua,
Na imensidão do mar de esmeraldas,
Na areia branca de cristal da praia,
Nas nuvens que escondem a imagem tua.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O FUTURO EM MINHAS MÃOS


O FUTURO EM MINHAS MÃOS
Gracinda Calado

Amanhã será tarde para fazer planos,
O hoje é agora o ontem já findou,
Vamos viver a nossa linda história,
Aproveitar as horas e o tempo que passou.

A próxima primavera se apresenta,
O perfume das flores está chegando,
Espero o desabrochar das rosas
Para sentir o hálito puro dos jardins.

Hoje é primavera em nossas vidas
Amanhã será outono em nossos corpos
Cansados de esperar pelos verões,
Para aquecer de novo nossos corações.

Caminhos que nos levam e nos trazem,
Só não trazem de volta nossos passos,
Nossas canções de lindas primaveras,
Que alegraram nossa história, nossos rastos.

O FUTURO EM MINHAS MÃOS

O FUTURO EM MINHAS MÃOS
Gracinda Calado

Amanhã será tarde para fazer planos,
O hoje é agora o ontem já findou,
Vamos viver a nossa linda história,
Aproveitar as horas e o tempo que passou.

A próxima primavera se apresenta,
O perfume das flores está chegando,
Espero o desabrochar das rosas
Para sentir o hálito puro dos jardins.

Hoje é primavera em nossas vidas
Amanhã será outono em nossos corpos
Cansados de esperar pelos verões,
Para aquecer de novo nossos corações.

Caminhos que nos levam e nos trazem,
Só não trazem de volta nossos passos,
Nossas canções de lindas primaveras,
Que alegraram nossa história, nossos rastos.