terça-feira, 9 de dezembro de 2008


BALADA DO VENTO
Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia os corações.

BALADA DO VENTO

BALADA DO VENTO
Gracinda Calado

O vento é livre e solto como os animais,
É o companheiro fiel de nossas vidas.
Vento que embala os coqueiros,
Dá força as velas que navegam nos mares.

Vento que as flores embala nas primaveras,
Vento que encrespa as ondas do mar.
Vento que embala sonhos impossíveis,
Arrasta correntes e correntezas, quimeras.

Vento que forma as dunas de areias
Desliza como águas cristalinas.
Vento do mar, da terra, do norte e do sul,
Vento que traz pensamentos e sereias.

Vento das tempestades e das noites de luar,
Vento e ventania dos vendavais de verão,
Enchem de medo e agonia os corações.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A BORBOLETA AZUL


A BORBOLETA AZUL

Gracinda Calado

Pendurado no galho de uma árvore, o casulo se prende e espera a hora certa de desabrochar. A borboleta azul.
De repente explode para a vida e abre suas lindas asas azuis.
Pousa num cantinho, ainda tímida, mas a luz do sol vem beijar-lhe, e a vida para ela renasce num mundo novo e estranho.
Tudo para ela é novidade, logo ensaia os pequenos vôos e segue o caminho das flores.
Pousa sem pudor em uma linda roseira e mistura-se com as cores de suas asas que brilham como a luz do sol.

O farfalhar de suas pequenas e mimosas asas dão sinais de alegria ao saborear o mel que suga das mais perfumadas rosas.
Misteriosa a borboleta azul espalha-se pelo jardim à procura de mil beijos.
Agora ela é uma legítima borboleta, não mais aquele casulo feio e apagado, sem vida!

Somos pequenos casulos ou lindas borboletas batendo as asas de alegria nas flores dos jardins de nossas vidas!

sábado, 29 de novembro de 2008

BATURITÉ


BATURITÉ

Gracinda Calado

Cidade que recebe as delícias da natureza, encravada que é ao sopé das serras que formam o maciço do mesmo nome. Também conhecida como serra verdadeira, capital do Maciço de Baturité.
Cidade sesquicentenária onde dormem histórias e pessoas que fizeram parte de sua vida.
Em suas ruas homens e mulheres viveram sonhos embalados pelo frescor de seu clima, pelo cheiro do café, pelo manancial de suas águas.
No seu coração o imenso amor de seus filhos até hoje pulsa forte e transborda em todos os cantos da terra por onde andam...
O seu céu é um manto estrelado azul, como o manto de sua padroeira, nossa Senhora da Palma, festejada com muita fé, no dia 15 de Agosto.
Seus filhos e filhas nasceram no berço da religiosidade onde se ouve sempre os sinos seculares a chamar os fiéis para as orações.
Cidade dos guias espirituais católicos, padres jesuítas que vieram para catequizar os canindés e os genipapos, índios excluídos de seus convívios pelos vendavais de sua história. Padres e irmãs salesianos que trouxeram a cultura e a civilização formal, aliando-se ao seu povo bom e hospitaleiro.
Cidade das flores e dos casarões seculares, a mostrar toda hora a história do seu povo, que em todas as ocasiões defendeu politicamente o seu torrão.
Cidade dos bravos plantadores de café, lavradores e desbravadores dos lugares mais íngremes da região serrana.
Cidade de nossos pais e avós, antepassados que fizeram parte, como personagens de sua e nossa história.
Cidade de nossos amores e de nossas lembranças eternas.

BATURITÉ

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

LEMBRO-ME DE TI


LEMBRO-ME DE TI
Gracinda Calado



Quando tudo escurece, lembro-me de ti.
Uma esperança enorme brota em meu coração cansado de esperar.
Minhas forças voltam como uma dádiva do céu, a dominar meus músculos.
Todo o meu ser se fortalece alimentado pela esperança de te encontrar.
O que é a vida sem almejar um tempo de vitórias?
Jamais me sentirei caído e fraco, sempre terei a esperança de dias melhores em minha vida. Esperarei naquele que me fortalece e me anima.
Esperarei naquele que segue os meus passos e me sustenta para eu não fraquejar.
Que os meus dias sejam de calmaria e paz no percurso de minha jornada, e as minhas noites sejam de contemplação junto a Ti; e que a paz venturosa do teu grande amor cubra-me com tua luz divina e a tua graça plena, ó meu Jesus!

terça-feira, 25 de novembro de 2008




CANÇÃO PARA ANTONIÊTA
Gracinda Calado

Em um grande vôo subiste para o céu!
Teus pés não alcançam mais o chão que tu pisaste em toda a tua vida.
Teu corpo não sente mais as impurezas da carne fétida.
Teu olhar se transformou em luz divina e teu sorriso em divinal pureza.
Sinto teu abraço apertado cheio de amor e luz.
Resplandece em ti a graça de Deus e o véu do universo em festa se abre para te receber.
As mãos de Deus se abrem para abraçar-te e envolver-te em esplendida eternidade.
Divino é teu sorriso cheio de esperança e muita paz!
O teu amor é maior que o vento que cobre o universo inteiro.
Já não vives comigo, mas existes para me proteger e eu viverei para sempre para te amar, minha mãe!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ENCANTAMENTO


ENCANTAMENTO

Gracinda Calado


É noite.
Na solidão do espaço vários pontos luminosos se movimentam como pedras de cristal.
O véu da noite desce como um grande manto azulado cheio de estrelas que piscam sem parar.
Um aglomerado de corpos multicores dança no espaço sideral, enquanto o firmamento exibe a calmaria da imensidão do espaço e a grandeza majestosa de sua beleza!
Nossos olhos não conseguem apreciar a ‘olhos nus’ o que acontece no infinito.

Grandes instrumentos e telescópios povoam e circulam galáxias imensas para ajudar ao homem a observar os mistérios da criação.
O que Deus tem preparado para nós, somente o coração sentirá a magnitude de tanta beleza!
De longe podemos imaginar os astros e os planetas que nos cercam formando o universo em que vivemos.
Grandes e insondáveis segredos se escondem diante de nossos olhos.
A natureza rende-se ao mistério dos astros provocando um real e inconfundível encantamento!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

APRENDI CONTIGO


APRENDI CONTIGO
Gracinda Calado

Contigo aprendi a viver e perdoar,
Nas horas de amarguras suportar.

Contigo aprendi consolar,
E todos os prantos enxugar.

Aprendi que só vence quem faz o bem,
Fazer alguém feliz sem ver a quem.

Aprendi a sorrir e chorar,
Esperar, pois tudo vai passar.

Contigo aprendi a sonhar,
Apreciar a luz da lua e o mar.

Aprendi que a vida foi feita para o amor,
Que o coração é um órgão enganador.

Aprendi a ler em teus lábios a solidão,
Ver no brilho de teus olhos louca paixão.

Escutar na tua voz muita emoção,
Entender o quanto ama um coração.

Aprendi não sentir medo na dor,
Contigo aprendi o que é o amor.

Contigo aprendi a ser feliz na solidão,
Ver nas pequenas coisas a perfeição.

Aprendi a respeitar o ‘meu irmão’.
Com todas as forças do meu coração.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

LEMBRANÇAS PERDIDAS

LEMBRANÇAS PERDIDAS
Gracinda Calado

Quantas lembranças perdidas,
Naquele chão de outrora,
Entre flores e borboletas
No jardim da praça da aurora.

O vento frio fagueiro, passava sem compaixão
Levando o suave perfume que saía dos jasmins,
Levava para bem longe juras eternas, paixão.

Tudo passou tão ligeiro,
Sentada ainda te espero,
Ouvindo o vento chorar,
A falta daquele amor verdadeiro.


O céu é um grande tapete estrelado,
Onde se escondem nossas recordações,
Minhas lágrimas e tuas lembranças,
Doces e antigas emoções.

Já não existem mais para mim
Saudades frias e eternas;
Lá no céu um dia brincaremos,
Com os anjos e as estrelas celestes,
Para matar as saudades que tentam matar a gente.

LEMBRANÇAS PERDIDAS

LEMBRANÇAS PERDIDAS
Gracinda Calado

Quantas lembranças perdidas,
Naquele chão de outrora,
Entre flores e borboletas
No jardim da praça da aurora.

O vento frio fagueiro, passava sem compaixão
Levando o suave perfume que saía dos jasmins,
Levava para bem longe juras eternas, paixão.

Tudo passou tão ligeiro,
Sentada ainda te espero,
Ouvindo o vento chorar,
A falta daquele amor verdadeiro.


O céu é um grande tapete estrelado,
Onde se escondem nossas recordações,
Minhas lágrimas e tuas lembranças,
Doces e antigas emoções.

Já não existem mais para mim
Saudades frias e eternas;
Lá no céu um dia brincaremos,
Com os anjos e as estrelas celestes,
Para matar as saudades que tentam matar a gente.

sábado, 8 de novembro de 2008

A DESPEDIDA


A DESPEDIDA
Gracinda Calado

Meu doce olhar de ternura
Procura o teu docemente,
Vejo-te partir e já te sinto ausente.
Quem poderá tirar-me dessa amargura...

As tuas mãos estão trêmulas sem forças.
E o meu olhar já não encontra o teu,
É fuga para não ver tua partida.
Que medo é este que me devora?

É a tua ausência, silêncio da hora.
Tuas mãos estão frias e suadas,
As minhas, perderam a força e a cor,
E o teu sorriso amarelo se espalha,
Na voz do meu falar “que te espero”.

No momento da partida, não quero,
Ver-te sair por ali, naquela porta.
Sonho contigo um dia chegando,
E o meu sonho se realizando.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A LÁGRIMA


A LÁGRIMA
Gracinda Calado

Quando uma lágrima cai
É o sentimento que sai
Devorando todo o peito.

A lágrima tem gosto de sal,
Tem cheiro e cor natural
Tem brilho de cristal.

A lágrima é muito quente,
Parece com dor de repente,
Saída do fundo da alma.

Água pura e cristalina,
Acaba qualquer rotina,
Lava o peito e a solidão.

Quem me ensinou a chorar,
Foi você, fui eu, foi a dor,
Que machuca um coração,
Que sofre por demais amar.

Meus olhos não choram mais,
Secaram, perderam a cor,
Meus olhos se cansaram
De chorar por teu amor.

Amor bandido escondido,
Amor de várias maneiras
Rios de lágrimas abafadas,
Correntes abandonadas.

Lágrima pérola quente,
Que brota do fundo do peito
São como lágrimas dos anjos,
São paixões sem defeitos.

sábado, 25 de outubro de 2008


ESTRELAS SOLITÁRIAS
Gracinda Calado

Longe, muito longe no infinito, estrelas vivem solitárias.
São felizes beijando a luz que sobra do luar.
Em seus passeios noturnos, soltam pequenos cristais coloridos.
Invejam o arco-íris nos dias de primavera, que enchem o céu de cores.
Seu destino é arrastar todas para o buraco negro da amplidão dos céus, quando elas deixam de brilhar no infinito.

Muitas vezes parecem falar de amores e de solidão.
Quando uma estrela cai, milhares de estrelinhas aparecem no céu.
O manto da noite fica salpicado de luzes coloridas.
Lá na amplidão dos céus elas se despedem das companheiras e caem no mar.
Viram belas coroas para as sereias, que encantam os velhos marinheiros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ONDE FICARAM OS SONHOS


Onde ficaram os sonhos

Gracinda Calado

Onde ficaram meus sonhos, que eu já não os sonho mais?
Onde ficaram as noites de encantos de nós dois?
Procuro-os em vão e já não os encontro mais.

Onde ficaram as lembranças de um amor imenso?
Onde ficaram os teus beijos que eu já não os tenho mais?
Onde ficou teu retrato que o tempo desbotou?

Onde ficaram os desejos ardentes de nós dois,
Onde se escondem as lembranças da mocidade,
Procuro por ti na escuridão das minhas saudades.

Procuro por ti nos sonhos de verão,
Na imensidão do universo, junto às estrelas,
Nas caladas das noites frias de inverno.

Cansada de em vão te procurar,
Durmo para sonhar contigo,
Um dia te encontrarei nas estrelas,
Em uma linda noite de luar.


sábado, 18 de outubro de 2008

PENSAMENTOS DESIGUAIS


PENSAMENTOS DESIGUAIS
Gracinda Calado

Enquanto as brumas beijam a areia,
Vejo teu vulto nas ondas da praia,
E a minha vontade era te ver sorrindo.
Diante de tantos pensamentos desiguais,
Fujo para as ondas para te encontrar.

Revejo teu retrato desbotado pelo tempo,
Volto a areia branca molhada pelo orvalho,
Escrevo teu nome em letras garrafais;
De longe alguém observa e chega para ver.
Quantos anos são passados, eu sem tua presença;

Quantas noites, quantas luas, quantos sonhos,
Sem tua presença não viverei em paz,
Espero a lua novamente invadir a praia para ver-te.
Aí, irei buscar-te e te guardar para sempre em meus sonhos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

LEMBRANÇAS ANTIGAS


LEMBRANÇAS ANTIGAS
Gracinda Calado

Recordo o parque que um dia te encontrei,
As flores brancas dos canteiros floridos,
As borboletas que dançavam para nós.
Recordo o tempo dos folguedos na praça,
As vesperais no clube da cidade,
Belos tempos de lindas primaveras.
Lembro as rosas que roubamos dos jardins,
Colocavas em meus longos cabelos,
Sorrindo eu agradecia e te beijava.
Lembro o dia no parque, a ola gigante,
Que nas alturas se elevava para nós,
Do alto a brisa leve nos beijava,
O céu estava estrelado como gotas de orvalho,
A noite era bela como noiva ansiosa.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

PESSOAS


Pessoas

Gracinda Calado

Pessoas passam em nossas vidas, invadem nossa privacidade e levam tudo de nós.
Outras nos chamam com um sorriso, um aceno, um gesto de amor.
Algumas são como almas gêmeas, pensam como nós e agem como nós.
Outras nos dão segurança e conforto enquanto estão conosco.

Há as que nos dão esperanças, nos levantam com uma só palavra de otimismo.
Triste é sabermos que algumas pessoas nos são traiçoeiras, apunhalam-nos pelas nossas costas, todas as vezes que encontram alguém para falar da nossa vida.
Algumas passam e deixam um rasto perfumado e enchem nossa vida de perfume.
Outras existem que nos cobrem de elogios e gostam de nós, apesar dos nossos defeitos.
Pessoas passaram em nossas vidas e sumiram sem dar nenhum sinal.
Outras fizeram parte de nós e se foram deixando muitas saudades.
Há pessoas que nos fazem muita falta pois elas são como verdadeiros anjos a nos iluminar.

Sei em qual dessas pessoas eu me enquadro, assim faço esforço para ser melhor, mais amiga e companheira. Tento ser amável e alegre e ter mais pessoas ao meu lado.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

CANÇÃO DA MINHA ALMA


CANÇÃO DA MINHA ALMA

Gracinda Calado


Deleita-te o´minha alma acalantada,

Sente no âmago a paz e o sossego,

Finge dormir com os olhos acordados,

Que o dia nasce lindo no seu aconchego.


Andarilha errante e peregrina

Volúpias de paixão e de desejos,

Vôa alto como ave de rapina

No além dos céus dos teus enlêvos.


Sombras branquiadas de ilusões,

Fizeste em minha vida uma história;

Gravaste em algumas ocasiões,

Páginas completas de vitórias.


Deleita-te com o éter do universo

Que em ti um novo mundo sonho.

Tenho-te agora em mais um verso

E a confiança que em ti ponho.


Segura-me no vôo mais profundo,

Ajuda-me a escalar vales e montes

Segue-me na estrada desse mundo

Mostra-me um límpido horizonte...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

LIMPESA TOTAL


LIMPESA TOTAL
GRACINDA CALADO



Hoje eu acordei com vontade de limpar tudo que me parece sujo.
Abri minhas gavetas e tirei todo o mofo que me incomodava o olfato.
Senti cheiro de enxofre, procurei onde estava aquilo que me aborrecia, fui logo limpar tudo.
Abri minhas malas que há muito tempo não abria, fui ao fundo do baú e retirei toda a poeira que ali morava a anos esquecidos.
Abri meus armários e perfumei todas as minhas roupas, fui ao cabide e limpei meu guarda chuva.
Até meus sapatos dei um brilho que há muito tempo eles não tinham.
A mesma coisa fiz com meus conceitos, revi-os todos.
Vesti roupa decotada, com rendas e bicos da terra, sandálias transparentes, com saltos altos, e por onde eu passava chamava atenção...
Limpei a pele do meu rosto e hidratei-a para ficar mais fresca.
Fiz uma bela maquilagem como nunca havia feito, coloquei batom vermelho e brilho.
Usei perfume importado para me sentir que estava viva!
Como foi boa a experiência desse dia! Logo percebi que eu continuava a mesma pessoa,
Com meus defeitos, meus talentos, minhas concepções de mundo e de gente.
Nada afetou minha cabeça, ao contrário me senti mais gente, porque pude entender melhor as pessoas com suas diferenças e seus gostos, seus usos e seus costumes.
Senti-me mais leve, mais limpa e mais perfumada, ao mesmo tempo em que eu fazia uma rápida reflexão no meu interior, eliminando as teias de aranhas que me envolviam.