quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

FOLHAS AO VENTO


FOLHAS AO VENTO
Gracinda Calado

As folhas caem e o chão vermelho se enfeita de cores.
As folhas secas da estação, são levadas pelos ventos do norte e empurradas para além das correntes de ares.
O vento quente sopra primeiro, sufoca a mente enegrecida pelas cinzas da paisagem.
Tudo morre, tudo expira, nem uma flor sobrou para enfeitar a morte.
A ultima esperança chega no bico de uma avezinha.
Um broto de ramo verde trás a esperança, como Noé na embarcação do Gênesis.

O céu cobre-se de nuvens espessas, se espalham ao longe levadas pelos ventos quentes rumo ao mar.
Outono na natureza é tristeza no universo. É como se a vida se esvai, seguindo o rumo dos ventos sozinha, triste e solitária.
Outono em nossa vida são cabelos brancos desbotados. Rostos amassados no espelho do meu quarto na estação da natureza.
Passos lentos, olhares distantes como quem procura algo na amplidão dos céus.
O outono chega em nossas vidas como as folhas carregadas pelos ventos da estação ou trazidas pelas correntes de outros ares.
Passa ligeira a vida como as folhas soltas no ar sem rumo, e as esperanças como lânguidos olhares de um fim de estação.
A vida espera a paz para sentir o gosto de recomeçar.
Enquanto há vida há esperança no lugar!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

QUEM ÉS TU


QUEM ÉS TU
(Gracinda Calado)

Tu és o raio, o clarão da lua,
És a estrela fria das manhãs,
Tu és a luz clareando a rua.

És aragem, flores matutinas,
Saudades em noite de inverno,
Deserto árido, areias cristalinas.

Sombra misteriosa de saudade,
Imagem perdida da noite
Miragem, ilusão, felicidade.

És a flor do campo perfumada,
Sorrisos de ventura adormecidos,
O canto da ave encantada.

És a flor cheirosa do jasmim,
A canção da noite enluarada,
Tu és a vida que vive em mim.

És o canto doce da cotovia,
És a música triste és canção,
És o mistério tu és oração!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

PERSÉFONE (HISTÓRIAS DA MITOLOGIA GREGA)


PERSÉFONE, A PRIMAVERA E O VERÃO
( História da mitologia grega)

Falavam os antigos gregos que, no começo dos tempos, não existiam as quatro estações do ano. Só a primavera e o verão.
Naquele tempo, andava pelo mundo uma jovem belíssima chamada Perséfone. Ela era filha de Deméter, a deusa do casamento e das colheitas. Um dia, Perséfone colhia flores e cantava, quando foi vista pelo deus do mundo subterrâneo, o terrível Hades.
Ele se apaixonou perdidamente pela jovem e a raptou, levando-a para seu mundo de escuridão. Deméter, a mãe, ficou desesperada. Não se conformava com a perda da filha. Como ela era deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fizeram os frutos das árvores secarem e as flores murcharem. Famintos, os homens pediram a Zeus, o deus de todo o universo, que resolvesse aquela situação.
Zeus chamou seu filho Hermes, o mensageiro de todos os deuses, e lhe fez um pedido:
Hermes quero que me ajude. Deméter exige que Perséfone volte. Diz que , se ela não voltar, todas as árvores morrerão. Mas Hades já se casou com ela. O que faremos? Hermes, o mais esperto dos deuses, desceu ao mundo subterrâneo de Hades, a terra secreta da noite e dos mistérios. Lá encontrou Perséfone ao lado do marido.
-Meu pai ordena que Perséfone volte para casa de sua mãe, Hades. Você agiu incorretamente
-Por que? Eu estava apaixonado, não conseguia viver sem Perséfone e , com o tempo ela também aprendeu a me amar. Somos felizes agora!
-Não se pode raptar uma jovem dessa forma. Deméter sente saudades da única filha.
Você terá que me obedecer.
-É impossível devolver Perséfone à terra novamente. Como você sabe, o que entra no mundo das trevas não pode voltar para casa.
-Hades, então tenho uma proposta: Perséfone fica oito meses com a mãe e durante os quatro meses restantes ela fica com você..Certo?
-Está bem, Hermes eu aceito.
E foi assim que surgiram as estações do ano.Quando Perséfone está com a mãe, temos o inverno e o outono, porque Deméter é a deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fazem as flores murcharem e os frutos secarem.

ADOLESCENCIA


ADOLESCÊNCIA...
Gracinda Calado

No desabrochar da minha vida,
Corria pelos vales e pelos montes.
Brigava com o vento que agitava meus cabelos.
Pegava frutas no pé, subia nas ingazeiras.
Andava descalço nas sombras das cajazeiras.
Tomava banho no rio, domingos ou feriados,
Espantava passarinhos, jogava pedras em telhados.
À noite , morta de sono brincava com o luar.
Tomava banho nas cascatas, no riacho ou ribeirão,
A vida era boa, era solta, cheia de liberdade total.
Não existia uma vida melhor que aquela,
Naquela doce morada de alegria geral,
O amor imperava dentro do meu coração,
Tenho saudades de tudo que me trás recordação.

domingo, 13 de janeiro de 2008


O ARCO-IRIS
(Gracinda Calado)

Depois da chuva o arco-íris.
No horizonte por cima das serranias, juntinho do céu, avistava-se o arco-íris.
Um verdadeiro festival de cores, brilhando, encantando a todos que passavam.
O sol estava saindo era o sinal que a chuva foi para bem longe; surge o arco de cores no céu.
O espetáculo se apresentava ora verde cor da mata virgem das florestas, ora multicores que enfeitavam os caminhos aos andarilhos das íngremes estradas.
A cor do amarelo ouro, enfeitando as matas, parecia o sol caindo em distancia infinita.
O azul confundia-se com o azul do céu em várias cintilações, como as asas das araras
que voavam nos galhos das árvores, mais altas.
O lilás e o roxo traziam paz para o lugar onde a saudade se avizinhava das outras cores do arco-íris: O lilás, alaranjado, cor de rosa, branco cintilante etc.
A mistura inconfundível das cores tinha uma magia virginal de amores, recordações e saudades que não se explicam naquele lugar.
A beleza natural, o perfume do mato e o canto dos pássaros encerravam aqueles momentos mágicos coloridos. Parece que o arco-íris chegava para beber toda a água da chuva.
Meu coração apertado de tanta emoção não se cansava de olhar para o horizonte.
As saudades dominavam meu peito em alegres recordações da infância.
O dia estava findo, e o céu vestia-se de luto na despedida do sol, entregando à lua sua luz tímida de inverno.
A serração começa destilando suas primeiras gotas cintilantes e logo tudo se transforma em névoa fria.
A noite promete um bom chá e uma cama quente para refazer as energias do dia que passou. Amanhã será outro dia de aventuras!

sábado, 12 de janeiro de 2008

O BARQUINHO


O BARQUINHO
Gracinda Calado

Quando eu era pequena só gostava de desenhar barcos de papel.
Meu barquinho no faz de contas deslizava ligeiro em mares revoltos sem lugares certos pra aportar.
Pintava-os de cores muito vivas, fluorescentes, reluzentes, para que todos vissem a beleza do meu barco.
Às vezes ficava pensando em histórias de piratas que roubavam e atacavam em alto mar.
Meu barquinho tinha dois lugares reservados: o meu e o teu.
Dentro do meu barco me sentia a própria bússola no controle de seu rumo.
Às vezes me tornava capitão e toda a situação ficava em minhas mãos.
Em um canto do meu barco, navegando, eu e tu, em alto mar, e o barquinho não parava de navegar.
Um dia tudo virou verdade, acabou-se a brincadeira de barquinho.
No meu barco tu partiste de forma ligeira, sem despedida, sem bagagem, sem adeus, nem até breve.
Ficou somente a saudade de um grande amor verdadeiro.
Não sei onde foi parar meu barquinho, que levou meu barqueiro.
Dentro daquele barco ficou meu coração de marinheiro e eu aqui sem barco e sem barqueiro!

EU QUERIA SER UM ANJO


EU QUERIA SER UM ANJO
Gracinda Calado

Eu queria ser um anjo
Pra olhar os olhos teus,
Tocar as estrelas no céu,
Fazer grande festival!

Eu queria ser um anjo,
Miguel, Rafael ou Gabriel,
Não importa o nome desse anjo,
Pra voar até meu Deus!

Anjo de plumas brancas,
Anjo de plumas azuis,
Asas grandes ou pequeninas
Que voassem até o céu!

Eu queria ser um anjo,
Um anjo puro de Deus,
Pra falar com Jesus Cristo,
O filho amado de Deus!

Depois sair por aí,
Pisando os astros no céu,
Cantando ave Maria,
No espaço templo de Deus!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

SÉRIE CARTAS DE AMOR


CARTA DE AMOR ( Nº 6)
Gracinda Calado

Inesquecível amor!
As horas passam, porém o meu amor por ti continua o mesmo vibrante, cauteloso, cheio de energia e muita paixão.
Quando ouço o sino da igreja, lembro-me das missas na igreja das Dores, onde rezávamos em união com Deus para pedir por nós.
Tu partiste mas comigo ficou ainda a lembrança de um amor sincero e leal. Amor de verdade, abençoado por Deus aos pés do altar.
Desde que te vi primeira vez me apaixonei e sei que tu também. Hoje o destino nos levou para vivermos assim, um pra lá outro pra cá, sem paz, até que um dia aconteça um milagre!
Nos meus sonhos te tenho sempre ao meu lado, entre beijos e saudades.
Sei que um grande amor não vai morrer assim tão depressa como uma nuvem ligeira que passa. Cada dia, sinto tua presença mais próxima de mim. A minha esperança é que um dia tudo mudará e tu voltarás para mim correndo e eu me lançarei em teus braços morrendo de amor! Não esqueça quem te adora tanto.
TALITA

O MAR DOS MARINHEIROS.
Gracinda Calado

Mar dos marinheiros, mar de peixes, mar de sal!
Mar da minha vida.

Mar de marinheiros!
Marinheiro sou eu que adoro o mar.
Marinheiro é você que vive no mar.
Marinheiro é ele que tira do mar seu sustento.
Marinheiros somos nós que defendemos o mar.
Marinheiros são os que amam o mar e fazem dele o palpitar dos seus corações.
Marinheiros são todos que conjugam o verbo a-mar!

ORAÇÃO DO DIA
Gracinda Calado

Ajuda-me Senhor,
Atravessar meus caminhos,
Compreender as dificuldades,
Que me deixam sozinha.
Carrega pra longe essa mágoa,
Tristeza que se avizinha.

Ajuda-me Senhor,
A vencer as tentações,
Encontrar dentro de mim,
O que ficou para trás.
Ilumina minha vida,
Pra que eu não sofra jamais.

Ajuda-me Senhor,
A viver a minha vida,
Sem ódio, e sem rancor,
Com a alma cheia de amor,
Ajuda-me a transpor teus caminhos.

Perdoa-me Senhor,
Se eu te peço tanto, assim,
Pois só a ti posso implorar,
Com toda humilhação,
Colocar as coisas no lugar.

Peço-te meu Senhor,
Toma conta da minha vida
Absorve-me em teu altar
Preenche toda minha alma,
De graça plena infinita!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SÉRIE: CARTAS


CARTA DE AMOR ( carta 05)
( Gracinda Calado)

Meu grande amor!
Hoje como todos os dias acordei me lembrando de você, quando vi seu retrato no meu álbum de fotografias. Não pude me conter. As lágrimas rolaram como pérolas cristalinas no meu rosto cansado pelo desgaste do tempo. Fitei seus olhos tão bonitos, cor de mel, e apertei no meu peito a sua fotografia desbotada pelo tempo que passou.
Meu grande amor! Como sinto sua falta nos momentos de reuniões familiares, quando todos se divertem, batem fotos, sorriem, alegram-se de tudo. Só você não está aqui!
Quis o nosso Criador separar-nos os corpos, mas os nossos espíritos estão eternamente unidos, para sempre, meu amor!
Você fez parte da minha vida e só a você eu amei.
Os dias para mim são como dias de inverno, nada chega pra me alegrar o coração.
O que me sustenta é a certeza que você ainda vive mesmo em outras dimensões e que um dia nós iremos nos encontrar e tudo será melhor como era antes de você partir.
Aceite um beijo de sua alma apaixonada.
Talita

A VOZ DO TEMPO
Gracinda Calado


Muitas vezes na vida é preciso parar, para sentir o que o nosso coração diz.
Quando ouvires a voz de teu coração, procura sempre ouvi-la com atenção.
Não te preocupes com o que vais ouvir.
Permanece calado. Não te importas com os problemas da vida, se estiveres sempre atento. Veja e olhe tudo o que acontece ao teu redor.
Verás que a sabedoria estará sempre contigo, conduzindo-te ao objetivo que escolheste para viver a tua paz.
Sempre será importante um passo à frente, rumo ao teu destino, com coragem e confiança.
Procura emergir da escuridão em busca da luz, pois ela estará sempre presente em teu caminho.
Reflete sobre tudo isto e terás uma grande ajuda em toda a tua vida.
O poder de tudo vem do alto. A magnitude vem da alma pura, sem ambições, sem egoísmos, sem vaidades, sem pecados.
Creia sempre e aproveite para viver cada momento como se fosse o ultimo de tua vida!
A luz que te norteará é a luz do mundo que veio para te salvar!
Deus na sua infinita sabedoria enviou o seu Filho Jesus, nosso salvador!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

COISAS DA MINHA TERRA ( PROCISSÕES)


COISAS DA MINHA TERRA
( as procissões)

Gracinda Calado

Geralmente eu acompanhava as procissões.
Semana Santa, ou Corpus Chiste.
Lembro-me bem quando todos se arrumavam no patamar da matriz, em filas organizadas dois a dois ou em alas direita e esquerda.
No centro o padre levava o Santíssimo Sacramento, que era coberto pelo palio, uma espécie de sombrinha grande e enfeitada de dourados e franjas.
Na frente às irmandades, as zeladoras, os grupos religiosos, depois as mulheres e os homens atrás.
O andor era muito enfeitado com palmas, e pano roxo, na semana santa. O encontro de Jesus com Maria sua mãe era o ponto alto da procissão.
Na festa de Corpo de Deus as ruas eram enfeitadas de flores, formando tapetes coloridos.
As fachadas das casas eram ornamentadas de toalhas e rendas de bordados e renascença. Costume da época colonial.
Alguns coroinhas iam à frente do padre levando castiçais e velas acesas, um sininho que tocava em cada parada para a bênção do Santíssimo. Todos se ajoelhavam e rezavam fervorosamente com muito respeito.
As pessoas devotas jogavam chuvas de pétalas de rosas.
As devotas rezavam e cantavam hinos próprios para a ocasião.
Aqueles hinos eram tão lindos que emocionavam a gente.
A procissão prosseguia até o seu final com a ultima bênção aos fiéis, e atrás as ruas ficavam perfumadas pelas rosas e pelo incenso que o sacerdote espalhava pelo caminho.
Que saudades que eu tenho da minha terra em dias de procissão!
O povo demonstrava sua religiosidade, seu amor ao Corpo de Deus e sua fé em tudo que a igreja professava!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A CHUVA E SEUS MISTÉRIOS




A CHUVA E SEUS MISTÉRIOS
( Gracinda Calado )

Olhando a chuva que cai sinto saudades!

Minha casa grande antiga com “jacarés” jorrando água pura caindo do céu, não havia que não se jogasse debaixo daqueles “jacarés,” que pareciam cachoeiras cristalinas gratuitamente nos chamando para o banho de chuva.
A água rolava pelas calçadas altas, ladeira abaixo formando riachos imensos rumo ao rio que passava perto.
De longe o barulho das águas do rio chamava atenção a todos que moravam nas redondezas.
Meus irmãos afoitos se jogavam nas correntezas e eram levados rio abaixo juntos com outros garotos da vizinhança até encontrarem um lugar mais tranqüilo para aportar.
O gosto da chuva era diferente. Tinha gosto de fruta caída do pé, pois as formosas mangas- rosas se precipitavam naquele aguaceiro louco do inverno.
Do alto da serra desciam os galhos das ingazeiras no leito do rio e troncos de outras árvores faziam barreiras enormes, atrapalhando a água passar e seguir seu rumo.
Era um espetáculo maravilhoso! Se não fosse a chuva que caía em galopes com força para destruir as plantações e alargar os riachos secos do verão diria que o paraíso estava plantado naquele lugar.
A chuva que caía no chão não respeitava limites nem ocasiões. Caía forte como um desesperado pranto de amor. A terra ficava molhada, cheirosa, fértil, viçosa esperando a semente para germinar.
A chuva caia do céu para abençoar os lavradores e encher de alegria os plantadores de grãos. Os grãos que alimentariam seus filhos, e trariam o sustento de suas famílias durante o verão.
Ó abençoada chuva que dava vida, aos animais, as flores do campo, e as criações!
Que dava alegria a todas as crianças naquela formidável estação!

domingo, 6 de janeiro de 2008

PRECISAMOS DE PAZ!


PRECISAMOS DE PAZ!
Gracinda Calado

O mundo todo precisa de paz!
Nunca se falou tanto em paz como agora. Vivemos momentos de insegurança total.
O mundo está em ebulição, parece que um grande caldeirão está preste a explodir.
Não temos tranqüilidade em nossas casas, nas ruas, nas escolas, em todos os lugares, igrejas, cemitérios, catedrais.A falta de paz está acabando com o planeta.
A vida na terra pede paz!.
A paz que pedem os grupos insistentemente nas ruas das cidades do mundo inteiro.
O planeta está morrendo a falta de paz.
Será que Deus se esqueceu de nós ou nós esquecemos dele?
Onde estão os pais que não cuidam mais dos seus filhos, e filhos que não querem mais saber de seus pais. Procuram abrigo no submundo do crime e da prostituição.
A vida humana perdeu seus valores morais, religiosos, éticos, em nome de outros valores que acabam com a raça humana e a vida no planeta.
SOS, é o grito de paz de todas as nações do mundo!
As guerras, o terrorismo, as perseguições políticas, a destruição ecológica, o aquecimento global, a fome, a miséria dos países subdesenvolvidos, tudo isto acaba com a nossa paz.
O que podemos fazer, se vemos a nossa frente o caos?
As grandes multinacionais, jogando as sujeiras na atmosfera, o planeta se deteriorando por culpa dos homens.
Pedimos paz, é o grito deste começo de ano para toda a humanidade!

sábado, 5 de janeiro de 2008


OS VERSOS E REVERSOS ( do meu coração )
( Gracinda Calado )

Dentro do peito bate um coração magoado.
Coração que sofre e que pulsa calado.
Coração que pensa é feliz, comportado.
Nos versos do meu coração existe alma.
Viver, amar mesmo que não seja amado.

O que me faz feliz é te ter ao meu lado.
Nos reversos do meu coração, só paixão!
Um amor doido varrido, de emoção...
Grande amor, sem medidas, controlado.

Coração não é brinquedo...
O que te faz viver é teu amor bandido.
Coração bobo, coração magoado, apertado,
Sincero coração é o meu, sofrido, cansado.
Coração feliz, pra viver bem sofre calado.

Se a alma fala ao coração carente,
Se a cabeça pensa o que o coração fala,
O corpo mexe com o coração da gente,
A boca fala o que o coração sente!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008




Alguns propósitos para o Novo Ano/ 2008.
Gracinda Calado

A cada ano que se vai, fazemos uma reflexão de nossas vidas, o que deixamos de fazer, o que prometemos fazer e não concluímos, por um motivo qualquer; oportunidades que perdemos por nossa omissão etc.

O que posso fazer é muito simples.
Não prometo aquilo que não posso cumprir.
No ano que começa serei mais despojada de alguns insignificantes valores.
Voltarei para minhas aulas de hidroginástica. Meu professor e meus colegas sentiram minha falta e eu também senti muito a deles.
Continuarei meu curso de Teologia, o qual me satisfaz bastante. Tenho muitos amigos lá, gosto de estar junto deles. As aulas são muito proveitosas me sinto realizada.
Procurarei ser mais feliz e estarei sempre perto das pessoas que eu amo.
Gosto muito de viajar, conhecer novos países, novas pessoas, lugares diferentes...farei um esforço para realizar o meu desejo.
Não posso esquecer os meus livros. Fazem parte da minha vida.
Terei maior atenção na leitura dos amigos que gentilmente me mandam seus e-mails.
Abraçarei mais, pois o abraço é o começo de um grande laço.
Sairei mais com o meu grupo de “ conterrâneos;” me encontrarei mais vezes para os bate-patos de costume, uma vez por mês.
Rezarei mais, pois sinto necessidade de fazer mais orações, assim a alma fica menos vazia. Comemorarei os 15 anos de minha 1ª netinha. Viverei esta primeira emoção.
Gosto de emoções fortes, gosto de desafios, gosto de criar situações para preencher meu tempo.
Gosto de visitar minhas amigas, meus parentes e de improvisar festinhas para os familiares.
Gosto desse contato permanente.
Gosto de sentir nos olhos das pessoas o que elas sentem e ouvir o que elas precisam falar para desabafar suas dores.
Gosto também de confiar nas minhas amigas e contar-lhes minhas preocupações, algo que me incomoda ou pedir-lhes conselho.
Tudo que pretendo fazer é muito simples e muito fácil de cumprir.
Acho que terei o maior prazer em realizá-los.
Finalmente só preciso da ajuda de Deus para que minha saúde esteja melhor do que no ano que passou. Agradeço a Deus pela minha vida!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A JANELA


A JANELA
Gracinda Calado

Ainda emocionada com os festejos de Ano Novo, tento dormir, mas acordo muito cedo. Hoje é aniversário de minha filha única, primeiro rebento do meu grande amor!
Os outros dois são filhos que mais que amigos me deram seis netos.
Abro a janela de meu quarto ainda escuro, fico ali pensando em muitas coisas: momentos de felicidades quando minha família ainda tinha meu esposo que se foi pra morada eterna.
Penso em minha filha quando era pequena e passeávamos bastante, sem preocupações de agora.
Fico acordada como se sonhasse...

Através de minha janela, num apartamento no 8° andar, de um prédio, classe média alta, vejo as luzes da cidade ainda acesas, a torre da igreja iluminada era um convite à oração!
O movimento da rua ainda não começara, e os ônibus não haviam iniciado suas primeiras caminhadas pela cidade.

Muito longe ouço um galo cantar. Os pássaros já começam seus primeiros gorjeios.
Ao fundo da minha visão do lado do mar, as nuvens estão pesadas e escuras, cor de chumbo como se fossem desabar a qualquer hora uma grande chuva. Sinto um vento fresco bater suavemente meu rosto, enquanto os pensamentos me perseguem querendo voltar ao passado.
Lembrei-me de meus pais que estão há muito tempo ausentes, no céu.

Alguns pingos fortes molham minha face como lágrimas para lavar meu rosto ainda sonolento.
Ao longe avisto o padeiro que vem despertar a rua e o jornaleiro que se preocupa em não molhar os jornais envolvendo-os em plásticos. Passa em minha rua joga os jornais e vai.

O relógio da Igreja de N. Senhora de Fátima bate as horas e o carrilhão toca, “ave, ave Maria,” uma música muito conhecida pelos fiéis.
A minha janela são os meus olhos e os meus ouvidos.
Os animais da noite ( gatos ) já se recolheram.

Sinto um cheiro forte de café, apresso-me para fechar a janela e fazer minha primeira oração e a refeição matinal.
A insônia me trouxe muita alegria, o dia muita energia para começar os preparativos do aniversário de minha linda Gracimar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

MEMÓRIAS DE UM LEITOR


Memórias de Um Leitor
Gracinda Calado


Nasci rodeada de livros, fiz deles companheiros, amigos misteriosos.
Cada página que eu lia, em cada livro eu chorava ou sorria.

Na ânsia de lê-los todos, inquieta, eu ficava, pensando em um ou outro personagem.
Nos meus sonhos me encontrava com todos eles, e desde então passei a respeitá-los.
Cheguei até a namorá-los, amá-los e abraçá-los fortemente.

Como eu amava meus livros! Como eu tinha ciúmes de todos eles!
Não pensava minha vida sem eles. Contos ou poesias, romances ou novelas.

Como era boa minha vida, naquele ambiente alegre, sadio, iluminado, verdadeiro, apesar das ficções.
Quando vejo um livro, logo simpatizo com ele, compro-o e fico ansiosa para lê-lo.
Fascina-me os causos, as histórias, as memórias, as biografias, os romances, enfim, tudo me satisfaz plenamente!

O Conto me encanta porque sempre me surpreende!
Os Romances são lindas e trágicas histórias de amor, e em cada capítulo algo se identifica com minha vida, minha história.
Amores vividos, traídos, encontros e desencontros de amores, solidão, separações, etc.

Tudo se repete em mistérios e magias!
Inspirações, devaneios, sonhos, sensações de perda e vazio; nessas histórias, encontramos muitas vezes algumas verdadeiras, fatídicas dentro da nossa história.

O livro é um fiel companheiro, mesmo velhinho não nos abandona nunca!
Está sempre a nos falar alguma coisa!
É um conselheiro admirável!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

ANO NOVO!




ANO NOVO!
( Gracinda Calado)

Exuberante a natureza explode em versos.
Enche-se de energia o mundo!
O ar explode em luz e som.

Nasce o Ano Novo!
Em meio as emoções, renasce a fé nos corações!
Malabarismos de cores, furta-cores no céu de nossa pátria!
Fogos coloridos enchem o ar e os corações de amores.

Contraste no céu e no mar.
O verde, o azul, e o luar, completam a festa num cantar.
Estouro de fogos e de luzes, magia na natureza.
Prenúncios, adivinhações, mistérios...
Nasce um novo ano, radiante e forte!

O ar se contamina de energia!
Em meu ser uma ânsia louca de viver e experimentar esse momento de prazer!
As pessoas caminham para um lado e outro, juntas nesta hora de paz e de emoção!
Desejam-se, se beijam, se abraçam, se amam!

Bons augúrios, bons presságios, bons ensejos.
A música explode no ar em sons e versos.
Lágrimas escorrem em nossas faces de tanta alegria!
Saudades invadem alguns corações solitários, lembranças de alguém que já partiu.

Todos rezam uma oração, uns agradecem, outros fazem um pedido, outros não dizem nada,
ficam calados quietos e mais um ano termina!
Outro começa, renasce a vida, os amores, os projetos, as emoções.
Tudo é mistério para o ano que vem!